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Cinco animes terminaram essa semana, um sexto deveria ter acabado mas se recusou, escolhendo procrastinar o inevitável por pelo menos mais uma semana. Não houve episódio de Kiseijuu, o que me deixa revoltado. Não vou me esquecer da semana com dois episódios que ajudou a estragar minha agenda de publicações, e agora eles pulam uma semana. Ah vá. Com isso e o com o final de Akame ga Kill na semana passada a classificação terá menos animes que o normal, e semana que vem será menos ainda. Vai ser a chance de animes ruins subirem de alguma forma. Na imagem, Selector Spread WIXOSS. Não vou dizer que gostei do anime, a primeira temporada foi muito melhor, mas dos que terminaram esse semana esse teve o melhor episódio. Foi bom até, ao contrário da maior parte de sua temporada.


Anime21 Diário

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15 – Terraformars, episódio 13 (final)

Ninguém morreu, nada se esclareceu, nada acabou e ninguém foi salvo nesse episódio. O anime foi uma grande propaganda para o mangá, e grande no sentido de tamanho mesmo, porque em qualidade deixou muito a desejar. Os episódios apresentavam personagens, seus poderes, mostrava eles lutando um pouco, e é isso. Só o Adolf teve um pouco mais de destaque, mas a história dele ficou completamente solta e desconectada da história geral. Aliás, que história geral? Parece que há traidores no meio e que eles é que estão de alguma forma fornecendo tecnologia para as baratas. Tá bom. E agora o primeiro-ministro do Japão vai voar até Marte pra salvar seus amigos, ou algo assim, em uma continuação que eu espero que nunca seja feita. Ou melhor, se quiserem que façam, não é da minha conta, o dinheiro é deles afinal, só não vou assistir.

14 – Ookami Shoujo to Kuro Ouji, episódio 12 (final)

A epítome de um clichê ruim de romance shoujo. Garota se apaixona por um garoto bonitão mas que é grosseiro, rude, indiferente, ou a faz sofrer de qualquer outra forma de propósito por causa de um trauma de infância. Meu amigo, cada um com seus problemas, o seu trauma não é problema da garota, mesmo ela sendo uma protagonista shoujo, ok? O problema é que essas garotas não se importam com isso, aguentar os maus-tratos do bonitão é retratado pelo anime como apenas uma dificuldade a ser superada. E depois virá o prêmio: um namorado bonitão só para a protagonista! Porque para que escolher um garoto que desde o começo a trate bem se a protagonista pode sofrer com um que irá maltratá-la pela série inteira? No caso de Ookami Shoujo, o bonitão Kyoya é traumatizado porque seus pais se separaram quando ele era muito novo, e por causa disso ele fechou seu coração (e fechar seu coração significa maltratar uma garota boa e que te ame de verdade, suponho). Nesse último episódio ele tem mais uma oportunidade de ser sensato mas a desperdiça: Erika perde o colar que ganhou dele (e que ele chamou então de coleira) e vai fuçar os sacos de lixo do festival para encontrá-lo. Ele descobre isso e ao invés de dizer que um objeto não importa, que ele pode dar quantos ela quiser mas o que realmente vale é o sentimento, e outras coisas simples assim mas importantes, ele apenas fuça o lixo junto com ela. Sabe o pior? Relações colegiais não costumam durar a vida toda (não costumam durar nem o colegial todo), apesar de como são retratadas nos animes, o que significa que Erika sofreu para “consertar” Kyoya (e a palavra aqui é consertar mesmo, me recuso a chamar de cura o que eu assisti) mas eventualmente eles irão se separar e a próxima garota dele não precisará sofrer nem um pouco. Já Erika quem sabe o que o futuro a reserva, não é? O mundo está cheio de garotos mentalmente perturbados nesses animes, afinal.

13 – Cross Ange, episódio 11

Leia o artigo sobre esse episódio.

O anime começa a mudar de rumo. Sem nenhuma vergonha na cara os produtores tentam limpar a ficha dos irmãos da Ange colocando toda a culpa na segurança particular do irmão, que aparentemente é um demônio. O resto do episódio tem uma história interessante mas mal executada: Arzenal é atacada frontalmente (e presume-se que o irmão de Ange seja o responsável por abrir o portal logo acima da base), além de centenas de dragões aparecem três mechas de outra dimensão e um deles vira super-saiyajin e pulveriza metade da base com um kamehameha sônico. Salia se recusa a deixar Ange pilotar Vilkiss em um subenredo idiota, mas é eventualmente removida à força do mecha pela princesa que o faz virar super-saiyajin também e contra-ataca o mecha extra-dimensional. Enquanto seus poderosos golpes sônicos se chocam, Ange e a piloto misteriosa fazem uma viagem astral onde conversam e assistem o que parece ser suas encarnações passadas ao longo da história, onde sempre estiveram relacionadas de alguma forma. A tentativa de amenizar a culpa dos irmãos da Ange, animação ruim, piadas fora de hora, fanservice mais do que desnecessário e o constrangedor subenredo da Salia derrubaram esse episódio, ainda que a história tenha apresentado potencial.

12 – Fate/Stay Night Unlimited Blade Works, episódio 11

Leia o artigo sobre esse episódio.

Shirou, Rin e Saber conversam bastante durante o episódio. E ah: sempre exercite seus circuitos mágicos para não criar lesões quando for usá-los, ok?

11 – Inou Battle wa Nichijou-kei no Naka de, episódio 11

Episódio quase totalmente harém. Hatoko tenta se declarar na praia mas não consegue, ficando satisfeita no fim das contas em saber que é especial para o protagonista. Enquanto isso a Tomoyo fica sozinha morrendo de preocupação que perca o Jurai caso a Hatoko realmente se declare para ele. E ela delira um pouco com o que suponho seja a história que ela escreveu e que é muito parecida com a história que eles vivem no mundo real, só que com papeis invertidos. No final reviravolta: Kudou é capturada supostamente por alguém trabalhando para a fada desertora e é manipulada para atacar seus amigos. Ela chama todos para a sala do clube, rouba o poder da Hatoko e o caldo começa a entornar conforme o episódio termina. Emocionalmente foi um episódio legal, mas a execução ficou muito confusa. Não entendi nada dos delírios da Tomoyo, por exemplo.

10 – Sanzoku no Musume Ronja, episódio 11

Leia o artigo sobre esse episódio.

Lembra a doença que Ronja adquiriu no final do episódio passado? Bom, ela se cura sem grandes consequências no meio do episódio, que então sem cerimônia nenhuma pula para o próximo arco: Ronja quer encontrar Birk de qualquer jeito, nem que para isso precise sozinha remover com as mãos nuas todas as pedras que desmoronaram e bloqueiam a passagem entre os dois lados do castelo abaixo da Fenda do Inferno. A doença poderia ter rendido uma história interessante mas não serviu para nada a não ser atrapalhar os dois arcos muito mais importantes que a envolvem. Ronja está pecando na montagem dos episódios.

9 – Psycho-Pass 2, episódio 11 (final)

Leia o artigo sobre esse episódio.

Todos os personagens desnecessários para o filme são mortos ou presos. O final é razoável dada a trama imbecil que pisoteou tudo o que a primeira temporada havia feito. Não vou me estender sobre o assunto porque escrevi um artigo inteiro sobre isso já, leia-o por favor.

8 – Shigatsu wa Kimi no Uso, episódio 11

Leia o artigo sobre esse episódio.

Não poderiam ter sido mais desrespeitosos com traumas e com crianças maltratadas pelos seus pais nesse episódio. Quando Kousei finalmente consegue tocar, e ele toca colocando todas as suas emoções em sua música, ele vê sua mãe sorrindo. Aquela mesma mãe que dava pauladas nele por … colocar emoções na música. E que foi a causa de seu trauma.

7 – Gugure! Kokkuri-san, episódio 12 (final)

Kokkuri-san salva mais uma pobre alma antes do final do anime, um advogado workaholic que morreu sem nunca ter dado atenção suficiente para sua filha, que tem a mesma idade que a Kohina. A raposa ajuda ele a ter uma festa de natal inesquecível com sua filha antes que ele parta para o céu. A montagem disso ficou muito boa, com o anime só revelando que ele era um fantasma (embora tivesse dado pistas antes) depois de tudo terminado. O resto do episódio foi a entrada para o ano novo do elenco incomum do anime. No geral, foi um anime com muitos momentos de comédia bons, alguns momentos tocantes como o desse episódio ou o da fantasma e da árvore sempre vermelha que era seu namorado reencarnado, mas nunca tratou da questão que para mim era a mais importante: o déficit afetivo severo da Kohina, a protagonista. É perceptível o quanto essa menina tem problemas por viver sozinha e ser introvertida demais, e o anime em alguns momentos joga com isso para ganhar pontos emotivos com o expectador. Uma pena que no final tenha sido só apelação.

6 – Akatsuki no Yona, episódio 11

Ki-ja, o dragão branco, se esforça para ajudar a princesa a encontrar o próximo dragão mas seu desconhecimento completo do mundo por ter sido super-protegido a vida toda começa a pesar e ele passa a se sentir mail por isso. No meio do episódio, ele e Hak enfrentam um bando de ladrões para medirmos o poder de ambos, e aparentemente Hak é tão poderoso quando um dragão, o que torna a busca pelos dragões menos importante – quero dizer, se um humano normal pode, com treinamento, ser tão poderoso quanto um dragão, o que impede o Su-won de conseguir tantos desses que meros quatro dragões se provem completamente inúteis? A menos que eles todos juntos possam destravar um especial, sei lá, invocar um megazord ou coisa do tipo. Está começando a se parecer cada vez mais com um harém invertido e perdendo o clima de aventura.

5 – Selector Spread WIXOSS, episódio 12 (final)

A primeira temporada de WIXOSS, Selector Infected WIXOSS, não foi genial mas foi boa o bastante para eu querer assistir essa continuação. Lutas interessantes, personagens interessantes e vários mistérios desafiadores. Nessa segunda temporada quase não houveram lutas, os personagens foram muito mais rasos e na maior parte do tempo os mistérios vão sendo desvendados conforme os personagens principais conversam com outras pessoas. Bastante chato, me frustrou de verdade. Esse episódio final felizmente é um ponto fora da curva, com um combate final interessante (não chegou a ser bom, mas foi bem desenvolvido) e um fechamento decente para a história de todos os personagens, inclusive a vilã. Ok, quase todos, a Ulith morreu desintegrada de forma ridícula, mas ela era um personagem ridículo mesmo.

4 – Sailor Moon Crystal, episódio 12

Parece que os fãs odiaram esse episódio, hein? Aparentemente no anime original (não sei no mangá, já o li mas faz tempo e não me recordo) quando Vênus ataca Beryl com a espada, ela a atinge. No anime ela não conseguiu, um campo de força a impediu e a protagonista teve que fazer isso por si mesma em seguida, com a ajuda de todas as outras sailors. Não achei ruim, pessoalmente. Sailor Moon Crystal está dando um grande enfoque à relação entre Usagi e Mamoru, e assim é natural que inclusive a ação, quando o Mamoru está envolvido, e ele estava, fique mais concentrada na Usagi. Beryl é derrotada mas Mamoru ainda está sob controle de Metalia, que agora compareceu pessoalmente (?) ao campo de batalha.

3 – Amagi Brilliant Park, episódio 12

Não conseguiram juntar o público necessário só com o jogo de futebol, ainda faltaram mais de 200 pessoas. Eles tentam pateticamente convencer transeuntes na rua a ir para o parque e isso é completamente inútil. Quando todos estão quase desistindo, Moffle liga para conhecidos e os chama para o parque, encorajando todos os demais a fazerem o mesmo. De alguma forma isso é quase o bastante, e quando todos os convidados já chegaram mas ainda faltam três pessoas e menos de um minuto, os garotos retardados passam pelo portão, veem a Sento e entram para espancá-la. Mais tarde Kanye dá um discurso de agradecimento e despedida, e a cena mais importante ocorre depois, quando ele vai se despedir da princesa Latifah que está a ponto de perder todas as suas memórias. É um momento emocionante, pena que não foi bem construído ao longo dos episódios. De alguma forma Latifah absorveu tanta diversão esse ano que foi suficiente para que ela não perdesse suas memórias, o que deixa todos felizes e aliviados. Kanye vai embora, supostamente para sempre, mas volta no dia seguinte mesmo assim. O anime poderia ter acabado aí, foi divertido, teve alguns momentos emocionais bons, só não soube desenvolver direito a sua história mas a essa altura isso já não tinha solução. Mas terá pelo menos mais um episódio, por algum motivo.

2 – Garo: Honoo no Kokuin, episódio 12

O anime chega ao clímax de sua primeira metade (terá 26 episódios!), e no final das contas Mendoza não era o verdadeiro vilão. Leon perde o controle na presença do assassino de sua mãe e Garo começa a destruir a cidade. Alfonso então batalha contra Garo, e com uma dica de seu tio, pai de Leon, consegue desativar a armadura que ele toma para si depois de repreender Leon por não ser capaz de controlar suas emoções e cumprir seu dever. Mendoza é pateticamente devorado pelo horror que invocou, que por sua vez é facilmente derrotado por Garo-Alfonso. Esse episódio mostra de forma fantástica como duas pessoas parecidas, com o mesmo potencial mas que cresceram em ambientes diferentes e com oportunidades e obrigações diferentes, reagem às provações da vida. Leon teve sua mãe morta, Alfonso teve a sua sequestrada (e mais tarde ele descobriria que ela também estava morta e reconheceria que não sabe se agiria de forma diferente de Leon caso Mendoza tivesse usado ela como refém). Mas Leon foi criado desde pequeno com o fardo de se tornar Garo, ser o salvador do povo, o mesmo povo que permitiu e comemorou a morte de sua mãe, enquanto Alfonso foi criado como um príncipe, com todas as vantagens da realeza. Na hora agá, Leon quebrou, não suportou o peso de sua responsabilidade e todo o rancor que ele e sua mãe sentiram, enquanto Alfonso e sua mãe que viveram vidas confortáveis foram capazes de tomarem as decisões mais sensatas, apesar do sacrifício que elas significaram. Alfonso reconhecer que não sabe como reagiria se estivesse em situação minimamente mais próxima à de Leon é muito significativo, e Leon agora está completamente perdido no mundo – e termina o episódio pulando de um penhasco. Será uma pena se ele morrer, então espero que de alguma forma ele sobreviva. Quero ver Leon se recuperando e dando a volta por cima, mas mesmo uma transformação do ex-Garo em vilão completo seria interessante de assistir.

1 – Shingeki no Bahamut, episódio 10

Leia o artigo sobre esse episódio.

Sinto que todo o dilema do Favaro, matar ou não Amira, foi desperdiçado nesse episódio. Ele nunca teve escolha (talvez volte a ter antes do final, estou ligado). O episódio em si é dedicado à queda de Joana D’Arc, que na fogueira cedeu à tentação e bebeu a poção que a transformou em um demônio, de Amira, que descobriu o seu cruel passado como mero clone de um anjo e que assiste esse anjo, sua mãe, morrer em seus braços, e não resistindo à tanta dor finalmente se transforma na Chave Transcendental que irá libertar Bahamut, e Favaro que tenta seu máximo para salvar Amira e mudar o destino mas seu máximo é ridiculamente insuficiente para salvar qualquer um, e ele também acaba transformado em demônio. Kaisar assiste impotente o triste destino de Amira e Favaro e Rita se encontra com Baco para que ambos tentem, eles, mudar o destino.

  1. selector spread wixoss, foi uma decepção, tivemos alguns misterios importantes na primeira temporada que não foram esclarecidos como: a cena inicial do primeiro episodio mostrando uma luta de duas Lrig e no final percebemos que era a ruko, mas mesmo no final da serie isso não foi mostrado como se aquela cena nunca tivesse existido, e tambem sobre a personalidade original da ruko no começo ela dizia que assustava a mãe( que por sua vez foi embora) e ela dizia que nem a mesma sabia porque assustava a própria mãe e isso a assustava tambem, enfim teve algumas coisas sem solução mas pra mim essas duas foram as que mais me incomodaram o pior é sabe que não terá uma continuação e tudo vai ficar em aberto

    • Fábio Mexicano Godoy

      Esses detalhes sobre a personalidade da Ruko eu entendo que ela percebeu no meio do anime algo sobre si mesma (viviam dizendo que ela adorava combater, mesmo sem desejo nenhum e mesmo depois de descobrir o destino terrível das jogadoras, por exemplo) e de alguma forma conseguiu mudar no meio do caminho, mudando o destino e evitando o pior. Mas como essa mudança ocorreu em parte durante a transição de uma temporada para a outra ficou bastante estranho mesmo. E sim, os motivos dela ser daquela forma antes nunca foram esclarecidos.

      • Exato por isso pra mim essas duas coisas me.irritam profundamente pois como eu disse no.inicio do primeiro ep da serie vemos uma batalha de duas lrig e no.final vemos que era a ruko e no final da serie isso nao se explicou como se a cena nunca tivesse existido e quanto a personalidade da ruko como sabemos no inicio ela não era assim porem a serie ficou tanto nisso e no fim foi completamemte.inutil

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