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Quando comparado com desastres da temporada, Fate/Stay Night não foi tão horrível. Mas quando comparado aos melhores foi um desastre. Teve um ou outro bom momento, a Rin e o Archer são personagens interessantes (só eles, sério, os demais são todos sem graça), é sem dúvida bem animado, mas faltou alguma coisa. Me corrijo: faltou muita coisa. Qual foi a história que esses treze episódios (o primeiro foi um episódio zero), com duração total de dezesseis episódios (os dois primeiros e o episódio final tiveram duração dupla), contaram? Um moleque sem graça tinha uma vida absolutamente normal até ser morto por heróis mortos-vivos ressuscitados pelo Cálice Sagrado. Aí ele próprio é ressuscitado e quando estava para ser morto novamente ganha sua própria morta-viva para salvá-lo, e dizem que ela é a mais forte de todos. O que conforme outros mortos-vivos aparecem parece ser uma mentira, já que ela não venceu nenhuma luta que travou, seus melhores resultados foram empates. Minto, ela venceu contra o Berserker, mas duvido que tivesse conseguido sem o Archer junto. O moleque se alia com uma outra maga muito mais interessante que ele para derrotarem um inimigo em comum e quando finalmente batalham contra ele têm seus traseiros servidos para eles em uma bandeija. Por isso, suponho, decidiram ir a um parque de diversões, e quando retornam são novamente humilhados e o moleque perde sua morta-viva. Entre uma batalha e outra (e foram poucas e rápidas) eles matavam o tempo conversando sobre as mesmas coisas de novo e de novo. Fim. E todos viveram entediados para sempre!

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Esse episódio final foi duplo mas sinto que tenho menos da metade das coisas para dizer do que no episódio anterior – que já foi um episódio ruim. Por algum motivo depois de quase morrerem e o Shirou quase perder os movimentos de parte do corpo, e com todos os inimigos soltos e à espreita, a Rin achou que era uma boa ideia sair em um encontro com Shirou. Sequer levou o Archer. Ela vive dizendo pro Shirou que é perigoso ele sair sozinho, que mestres são alvos, mas ela deve se sentir poderosa o bastante para derrotar qualquer dupla mestre e servo, ainda que da última vez que ela fez isso sem o Archer tenha quase morrido. Queria entender um pouco mais a Rin. É perfeitamente possível que ela saiba o risco que corre, afinal ela parece ser bastante inteligente e entender muito bem como funciona esse torneio, então talvez ela apenas goste da emoção do perigo? Ou talvez, já que não tem desejo nenhum, simplesmente não se importe em morrer? Ou ela só parece um personagem inteligente mas é burra como qualquer garota normal de anime ruim quando apaixonada pelo protagonista. Eu temo que o mais provável seja a última opção.

Do Shirou, o que esperar? Com seus novos super-poderes, indo junto com a Saber e com a inabalável Rin ele deve se sentir seguro o bastante. Mas não vou cansar de lembrar que da última vez que os três lutaram sozinhos só não morreram porque o inimigo decidiu recuar porque o Shirou despertou super-poderes. E eu já disse na ocasião que não acho que isso tenha sido motivo suficiente, me parecia claro que Caster e Kuzuki ainda estavam em larga vantagem. Mas protagonistas não morrem antes da metade do anime, né? De todo modo o Shirou é o típico protagonista idiota metido a herói que sempre se lança de cabeça sem pedir ajuda a ninguém não importa a desvantagem em que esteja, então nunca é surpreendente que ele se coloque em perigo. Da Saber eu não sei nada ainda, ela está lá desde o começo mas muito pouco foi revelado sobre sua personalidade e inteligência.

E o que falar sobre os personagens apresentados mas quase inúteis nessa temporada? O Lancer desapareceu depois dos primeiros episódios. E quem é o mestre dele afinal? O último episódio dá a entender que é o Kotomine. Esse padre não quer mesmo jogar limpo, né? O Berserker e a Ilya apareceram, lutaram, deram um trabalhão, foram derrotados e sumiram. Eu até engulo que depois da derrota o Berserker tenha levado alguns dias para se recuperar, mas quantos dias já se passaram? Foram algumas semanas pelo menos. O Shinji é um mestre psicopata sem magia que perdeu seu servo de forma patética e ganhou um servo novinho em folha do padre, loiro e bonitão, mas ele está ocupado demais rindo de forma maníaca para fazer alguma coisa útil, suponho. A Sakura, irmã do Shinji mas na verdade irmã da Rin (é isso mesmo né?), apesar de todo o potencial, foi só uma menina boba e tímida que fala sussurrando a temporada inteira. E que gosta do protagonista, porque garotas devem gostar do protagonista. O Kotomine tem planos… quais? Quem liga?

A Caster no fim das contas é a única que começou a fazer alguma coisa e está empenhada nisso. Todo o resto do elenco parece que apenas luta pelo Cálice nas horas vagas. Pena que em um anime que tenta misturar ação com história (mesmo que seja uma história rasa) ela seja um personagem tão sem graça. Eu sei que ela está realmente se esforçando pelo seu objetivo, mas não está muito claro qual seja esse objetivo ou porque ela se empenhe tanto. É só para ganhar? Colocar o Cálice (menor! Existem dois cálices, pelo visto!) em sua estante de troféus? Só o que eu sei sobre ela é que não gosta de ser chamada de bruxa. Então tá. Ela vai ser a primeira derrotada quando o anime retornar mesmo – ou por qual outra razão ela estaria ganhando tanto destaque assim no final dessa temporada? Enfim, até abril. Não estou ansioso.

  1. shirou foi completamente imbecil , obvio que a caster não iria solta a fujinee, mas ele só estava pensando em sí mesmo de novo, mesmo todos sabendo que era uma armadilha, eu achei que shirou ia usar seus novos poderes mas ele continuou inutil e usou seu ultimo selo de comando no momento que não deveria e por culpa dele a saber agora é serva da caster, o pior foi que mesmo depois de tudo que aconteceu ele realmente acha que pode fazer alguma coisa, pelo previa, a rin vai descobrir que o acher é o shirou, e mesmo que no finaltenha mostrado que rin ia trabalha sozinha ela vai acabar voltando a se juntar com shirou, o mais irritante é que ele tentou agir como um heroi dizendo que se fosse pra salvar a fujinee ele não pensaria 2 vezes, ora então ele podia morrer logo porque no fim ele sempre acaba sendo um inutil

      • hehe, aí o cara vai lá e explica e fica assim: asspull, roteirismo, quando faz total sentido, e está sendo apresentado na série.

        Sabe o que eu acho? Vocês querem ver um battle royale de magos. E fate/stay night não é sobre isso, esse é o plano de fundo, assim como mechas em evangelion. A série é sobre o Shirou e seu desenvolvimento nessa situação, assim como o Shinji em EVA.

        Se querem ver battle royale de magos, vejam fate/zero.

      • Fábio Mexicano Godoy

        Mas eu escrevi sobre isso no artigo. Eu gosto de desenvolvimento de personagem… só que não teve nenhum até agora! Zero! Em 13 episódios (com duração de 16), me diga, em que o Shirou evoluiu? Ele cometeu nesse último episódio um erro estúpido que ele teria cometido (e cometeu) no começo da série! O que a Rin evoluiu, além de estar se jogando em cima do Shirou mais abertamente? Os demais personagens nem tiveram tempo em tela suficiente para poderem evoluir, então nem vem ao caso. O enredo tem como plano de fundo um battle royale de magos lutando com o Cálice Sagrado como prêmio. A série faz propaganda de si mesma com isso, começa explicando (com divertidíssimas conversas entre os personagens) que é isso que está acontecendo, e repetem isso ao longo dos episódios, então como não esperar por isso, principalmente considerando o quanto os personagens não evoluem nada? Não sei qual é a memória afetiva que você tem de F/SN, não sei como a VN conta essa história, mas não só Fate/Zero (que teve mais desenvolvimento de personagem do que F/SN teve até agora) como a série antiga de F/SN foram basicamente battle royale entre magos. Aí eles fazem uma nova série, que até agora tem sido isso (mal feito), e você vem com um sorrisinho maroto dizer que tá todo mundo errado? Não é questão de vontade, é questão de expectativa construída pela própria série em seus espectadores.

      • Esse daqui é o meu ponto. O que essa rota ensina é que você sendo alguém que ignora a realidade em troca de pensar que o mundo é cor de rosa traz frutos.[SPOILER][SPOILER][SPOILER][SPOILER] E infelizmente meu caro, o Shirou será confrontado com seus ideais e suas falhas, e infelizmente, apesar de reconhecer, vai ignorar o que ouviu e vai continuar na mesma. A recompensa do mesmo? Derrotar o Gilgamesh com a técnica ás do Archer, que consequentemente também pode ser usado por ele…

        Tem como isso ser mais desconectado da realidade? Tem como eu suportar um personagem assim? Difícil…

        Há aqueles que dizem que o Shirou aprendeu a equilibrar o próprio ideal nessa rota, mas eu me pergunto como. Há aqueles que escrevem com letras garrafais o quão louvável a atitude do Shirou é de continuar num caminho comprovadamente perigoso e extremamente improvável de prosperar, já que trilhar tal caminho é tão LINDO, mesmo que no final da estrada exista um abismo no qual você vai cair por seguir tal estrada. Como isso é louvável? Uma eternidade de sofrimento e frustração é compensada por um faísca de “beleza”? Sinceramente, isso pra mim é muito mais algo como negação e falta de adaptação.

        Pra que se preocupar em escrever a Rota UBW se era pro Shirou agir dessa forma durante a reta final? Oficialmente, essa rota é feita para a “confrontação do ideal”. Mas isso não ocorre também na rota Heaven’s Feel, de uma forma que até obriga o Shirou a abandonar tal idealismo? O comportamento do Shirou na UBW é frustrante. É patético. E tudo pincelado com lindas OSTs e rostos sorridentes. Só não se torna pior porque na rota Fate, temos um Shirou que apesar de não ter sido confrontado fortemente com suas ideias, vem com a adição de “mimimi você é uma garota, não pode lutar mimimi”.

        Quem gostou, ótimo. Mas ver o personagem ter pouca progressão como o que houve nessa rota é lamentável, no mínimo.

      • Eu não falei de asspull, nem de nada disso. Meu problema é a falta de mudança da mentalidade do Shirou, que são mais abordados nas duas últimas lutas, especialmente na penúltima. Diante de tudo, o que o Shirou faz? Reconhece que é hipocrisia e tal, mas mesmo assim coloca as mão nos ouvidos, taca o foda-se, manda calar a boca e começa a soltar um monte de falácias (“Não posso desistir em prol de tudo que já perdi”, quando não precisa nem desistir, precisa EQUILIBRAR. Isso é TUDO que eu queria, que ele parece de agir como uma criança teimosa). Diz que não sente nenhuma compaixão mesmo tendo visto o que ocorreu com o Archer em primeira mão (ter compaixão não quer dizer concordar com, já que para o Shirou ele “sempre acreditei estar certo” e começa a gritar e mandar o Archer calar a boca. Só isso que eu procuro no Shirou. E só isso que ele NÃO dá na UBW.

      • Matheus Miranda Santos

        Já que você não pegou alguns pontos e alega falta de desenvolvimento,
        eu vou ser longo na explicação.

        Não, a Ufotable não foi didática na sua narrativa. Então não
        espere que ela jogue na cara do espectador o que acontece ou como a história
        está se desenvolvendo. Você dizer que não houve desenvolvimento de plot ou de
        personagem mostra o quão fraco foi sua percepção (e não estou criticando você,
        mas sua crítica que foi rasa).

        Primeiramente, vamos falar de Shirou. Ele tem sim um
        desenvolvimento. Mas é expositivo e não modificador. Ao longo de todos os episódios você descobre
        sempre algo mais sobre ele, seja na conversa com personagens ou em momentos de
        reflexão.

        Se você rever o episódio 01, ele tem pelo menos dois grandes
        monólogos explicando o sonho dele de ser um “heroí da justiça” para evitar de
        qualquer jeito ele veja pessoas morrendo na sua frente (como no trágico incêndio
        que marcou a sua infância, ao ver pessoas, casas, tudo queimado e pessoas
        morrendo tendo ajudar outras). E não, ele não é um sonhador totalmente alheio.
        Ele SABE que seu sonho de salvar a todos, de ajudar a todos é utópico, mas ele
        ainda quer TENTAR porque ele acha injusto aceitar o fato de ver outros
        infelizes. Ele é tão extremista que chega ao ponto de ir brigar com Shinji por
        sua irmã, mas ao ver que não tinha provas recuou, e ainda fez todo o trabalho
        de limpar o dojo que foi pedido a ele por seu colega (ainda que tenha uma
        ligação forte com o mesmo). Você pode alegar como algo babaca, ingênuo. Mas
        perceba, isso não foi jogado à toa. Aí é uma exemplificação clara do que foi
        proposto anteriormente. O quão extremista
        ele é. Além de nesse episódio ainda mostrar que ele possui habilidades e
        percepção em seu segundo embate com
        Lancer, ao pressentir seu ataque vindo pelo teto (com o auxílio dos
        guizos), desviar, construir a magia fortificando o pôster, desviar e depois
        trocar golpes do Lancer, defender um chute com o pôster seguido de uma
        estocada.

        AHH, mas isso é nada. Você sabe, assim como qualquer
        espectador atento, que aquele é um espírito heroico de alguma terra. Ele não é
        um ser comum. E ele está TROCANDO golpes com ele. E está se defendendo de
        ataques letais (como quando abre o pôster). Isso não é o que uma pessoa normal
        faria. E claro, tem a invocação de Saber, onde exclama novamente que ele tem
        coisas para fazer, como a vida dele foi salva duas vezes ele tinha que
        recompensar, e por aí vai.

        No episódio 02, nós temos principalmente exposição, mas que
        conota bem Shirou no ambiente que ele está inserido. Ele não é um mago formado,
        ele não é experiente em lutas, e o maior problema, NÃO sabe sequer o que é a
        guerra. Mas nesse contexto insere bem o quão marcado ele está pelo seu trama.
        Ele não queria participar. Ele não é um protagonista Shounen comum. Ele não
        aceitou entrar em um jogo de vida ou morte porque ele é o heroí. Em essência,
        ele não possuía pretensões de ser participante. E aí a manipulação de Kirei
        encaixa inteiramente no que define internamente o personagem: o incêndio de
        anos atrás. O dever e a promessa de não querer que aquilo aconteça novamente,
        que outras pessoas sofram, como aquele incidente foi culpa direta da Guerra
        pelo Santo Graal, ligam o personagem ao objetivo, e nesse momento ele “aceita”
        participar da guerra. Não por si próprio, e nem mesmo de se um heroí para
        todos, mas sim pelo incidente de anos atrás e a sua promessa que outros não
        sofram na sua frente, que tanto define o personagem.

        No episódio 03, mesmo que seja grande parte de luta, dá um certo background
        ao personagem. Não se esqueça, ele era uma pessoa que vivia uma vida normal.
        Tinha amigos, tinha família. A única coisa de sobrenatural na sua vida era a magia.
        Ali ele vê, de primeira mão uma luta real entre seres extremamente poderosos, a
        extensão de poder (mesmo que pequena) de um mago realmente formado em Rin, e
        sua incapacidade de ajudar. Ele se ajoelha, ele treme, mas mesmo sabendo que
        seria incapaz de qualquer coisa, ele decide fazer seu melhor possível, mesmo
        que seja apenas visualizar a luta. Ele não tenta algo inconcebível ou banal
        (algo que muitos protagonistas shounen fariam), ele aceita a sua incapacidade.
        Mas a sua lealdade ao pacto é mais forte que o seu medo. O seu extremismo o
        pauta novamente. E ele ainda consegue ser útil, SALVANDO a vida de Saber
        (através de sua estranha conexão com Archer). Ele conseguiu ser útil. E teve
        danos por isso. Ele não se importa com os danos que possa sofrer ao entrar na
        zona de combate. Isso vale como construção do personagem. E já é muito mais do
        que você comentou sobre ele. Ele não vai fazer nessa temporada nada grandioso e
        nem nínguem irá cantar louros pelos seus atos.

        Ele é útil e funcional em muitas cenas, mas você não verá personagens
        clamando sobre isso. Fate/Stay Night UBW não quer se vender como isso. Isso que
        eu falei são coisas simples. São? claro que são. Então por ser simples que deveriam
        ser o que se tem mais atenção e não um “ah, foda-se, isso só mostra o quanto
        ele é chato e idiota e inútil”. Sim, e isso mostra a sua incapacidade de ver o
        significado das coisas que está assistindo (e não estou falando sobre você, mas a falta de percepção das pessoas para o que assistem).

      • Matheus Miranda Santos

        Continuando…

        Episódio 04, temos mais montagem do personagem (e contrastes
        e cameo para Fate/Zero), principalmente em sua relação com Saber. Ele não trata
        ela como arma, ele aceita suas opiniões, seja sobre estratégias e sobre a melhor
        forma de usar seu poder, além de reconhecer sua incapacidade de se proteger de
        ataques mentais e revelar mais do que deve. Ele trata ela como uma pessoa. Bato
        palmas para isso. Quando você tem como aliado alguém com muito mais experiência
        que você, que você já viu as habilidades, e que tem um motivo para ser chamado
        de “espírito heroico”, você OUVE a sua opinião. Com certeza algo produtivo pode
        ser tirado daí. E se reconhece suas limitações. Não se passa por elas com as
        forças dos sentimentos. Continuando o episódio (e só me atendo ao importante ao
        Shirou), se têm a sua conversa com sua colega de escola, sobre a sua saída do
        Clube de Arquearia (“que ele era muito bom, tendo errado apenas um alvo”), e
        sua incapacidade de se divertir. E parece estupido, porque ele se lembraria do incêndio
        apenas conversando com uma amiga? Suas piadas eram tão ruins assim? Entenda,
        ele nunca se esqueceu disso. Esse incidente, as pessoas queimando, sua vida se
        esvaindo até o ponto que se desiste. Tudo isso enraizou na mente dele. O torna
        incapaz de se sentir realmente vivo. De sentir prazer nas coisas que faz. Ah,
        mas é muito rápido, nunca conseguiria pegar isso. Então porque você está
        comentando o anime seja postando ou comentando o post? Não é para se avaliar
        devidamente? Eu posso pegar Watchmen, ler nas coxas e dizer que é uma merda.
        Qualquer coisa, para ser devidamente comentada, tem que se ater aos detalhes. E
        muito das coisas só é possível vendo. Quase toda a narrativa da Ufotable é
        visual, seja para mistério, character-driven e qualquer outra coisa.

        Preste atenção.
        Está tarde, desculpe se fui insensível ou assertivo demais, mas me cansa as pessoas verem tudo de uma forma extremamente arbitrária, e esperar que seja gritado o que está vendo e para o que serve. Essa primeira parte foi toda sobre acumulação, e ser superficial em sua vizualização não pode ser demérito do anime, mas de quem o assiste. Apenas até o episódio 04, com as coisas que disse, já se fundamenta um personagem, mesmo que regiamente (e eu esqueci uma porrada de coisas). Então como ele não está tendo exposição? Como não está tendo desenvolvimento? A principal coisa sobre um battle royale (que assim como Lemos disse, não é realmente o objetivo do anime, mas é no que ele está inserido), é que sua narrativa não precisa ser linear, mas em cadeia. Eventos, rápidos ou curtos, objetivos ou não que levam a algum fim (a conquista do Graal). Muito da personalidade dos personagens foi passado em poucas cenas (mesmo do Assassin), e tem que ser vista com calma. Você realmente pensou naquela cena na ponte de Shirou. Onde sua “irmã mais velha” está vendo sendo a ameaçada de morte na sua frente por uma pessoa que voa, tem teletransporte, familiares, pode fazer clones, e tem qualquer mana que precise devido a cidade ser sua fonte, enquanto caso não cumpra o desejado, só acabará por matar todos (e ajuda do Archer era imprevísivel). Sério que ele foi babaca de escolher dar seu próprio braço em troca da vida de todos? Ah, mas depois a Saber ganharia, porque ele parou ela? Que babaca. Por favor, nunca que a Saber conseguiria matar alguém com tantas habilidades no braço (ou melhor, na espadada). Ela apenas estava colocando a vida da refém em risco. E não, não foi uma escolha direta do Shirou. Foi institiva. Seu desejo mais profundo era salvar Taiga, sua família, e Saber estava botando sua vida em risco. Pare de colocar suas situações extremas como essa numa balança tão fraca e dizer que o personagem foi idota. Isso é infantil, principalmente sobre os riscos que a cena propõe (e como expõe a personalidade suicida dele, de escolher arrancar seu braço sem nem pensar duas vezes).

      • Fábio Mexicano Godoy

        Você disse tudo o que o personagem É. Desenvolvimento pressupõe você se tornar algo a mais ou diferentente do que já é. Quão diferente Shirou está, depois de doze episódios, em comparação com o que ele era no começo da história?

        Não acho desimportantes as construções de personagem, flashbacks ou mesmo monólogos expositivos para dizer como um personagem é. E de fato, esses doze episódios contam tudo isso que você listou sobre o Shirou. Nunca diria o contrário. Acho até que nos artigos sobre os episódios anteriores eu disse algumas coisas que você disse também, embora talvez usando palavras e expressões diferentes. Por exemplo, eu reconheci a capacidade dele quando lutou contra o Archer. E o que você disse que não era babaquice pois era apenas uma demonstração do quanto ele leva às últimas consequências os seus próprios valores, como no caso em que ele acusa o Shinji e termina recuando com o rabo entre as pernas e vai lavar o dojo, bom, eu percebi e apontei isso também. Só que eu acho que levar às últimas consequências esse tipo de coisa, nesse tipo de situação, é babaquice.

        Pulando para o final, eu não acho de forma alguma que ele devesse sacrificar a Taiga para tentar derrotar a Caster. Só acho que ele não tinha razão nenhuma para confiar na Caster em primeiro lugar. E ele confiou muito rápido. Mesmo que ela devolva a Taiga, os planos dela provavelmente acabarão matando a Taiga de qualquer forma no futuro, direta ou indiretamente, por tudo o que se pode saber naquele momento. Foi uma decisão por impulso, instintiva? Talvez. Ainda assim, não acho que tenha sido boa – e não sei, de verdade, o que seria uma decisão boa naquela situação.

        Mas volto à questão central, afinal podemos discordar sobre os significados de cenas intermediárias e eu só me extendi para mostrar que concordo com você em algumas coisas, provavelmente concordo em muita coisa, mas discordamos do fundamental: você chama isso de desenvolvimento. Eu não vi desenvolvimento. Eu vi uma longa, muito longa, caracterização de personagem. Tudo o que ele é no final ele já era no começo. E eu não posso concordar que sejam necessários doze episódios para isso. Tampouco caio no seu truque argumentativo de que a única alternativa seria guiar o espectador pela mão estilo battle shonen. Existem muitas formas de contar uma história. Fate/Stay Night Unlimited Blade Works escolheu uma forma prolixa, demorada, e no fim das contas entediante. Eu não vou dizer que é bom só porque no final o personagem criado tem alguma profundidade, porque não acho que tenha sido bom.

        Obrigado pelo seu comentário. Uma das razões para eu criar esse blog foi para ter com quem discutir sobre os animes que assisto. E assisto muitos, gosto de alguns e não gosto de outros. Não estou aqui para concordar com ninguém nem para convencer ninguém. Meu objetivo é somente expôr a minha opinião para, quiçá, iniciar debates. Não vou dizer que todos os meus artigos me agradem, pois por várias razões eu acabo não gostando de alguns deles. Mas todos eles cumprem seu papel de expôr minha opinião. Nesse sentido, nenhum deles está “errado” e nenhum deles “falha”. Não acredito em verdades absolutas principalmente quando falamos de assuntos terrivelmente subjetivos como a apreciação pessoal de uma obra de arte. Isso é só a minha opinião, está implícito em todos os meus textos, e está explícito de acordo com o objetivo do blog, descrito no terceiro artigo que escrevi. A minha opinião é a descrita nesse artigo. Tudo bem se a sua opinião for diferente. Podemos não concordar sobre Fate/Stay Night Unlimited Blade Works, mas que tal concordarmos em discordar? =) Acompanharei a segunda metade do anime em abril e espero ter a honra de sua companhia aqui novamente.

      • Emmannuel Alexandre

        Parafraseando o Fábio:

        “Mas volto à questão central, afinal podemos discordar sobre os significados de cenas intermediárias e eu só me extendi para mostrar que concordo com você em algumas coisas, provavelmente concordo em muita coisa, mas discordamos do fundamental: você chama isso de desenvolvimento. Eu não vi desenvolvimento. Eu vi uma longa, muito longa, caracterização de personagem. Tudo o que ele é no final ele já era no começo. E eu não posso concordar que sejam necessários doze episódios para isso.”

        Resumiu o que eu penso.

    • O que mais me incomoda no Shirou não é nem o nível de força dele, até porque vai aumentar (mesmo que eu ache a explicação dada para tal aumento pífia, mas enfim…), mas sim a linha de pensamento dele e a resistência que ele tem em ponderar aquilo no qual ele acredita.

  2. Ah. como eu queria mais da Rin e do Archer… Os 3 minutos de diálogo e interação que eles tem consegue ser muito mais interessante do que as falas dos outros personagens e suas situações. Pena que não possamos acompanhar tudo pela ótica deles. Achei horrível a Ufotable ter enrolado tanto, nunca pensei que dedicariam tanto tempo assim a esse piquenique, acabou que o cliffhanger perfeito ficou pro episódio da próxima temporada. Alguém deveria dar um sacode nessa staff pra pelo menos terminarem os episódios de forma mais chamativa. Isso vem de alguém que já leu as 3 rotas…

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