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Última semana? Três meses com só onze semanas? Na verdade eu comecei atrasado mesmo. E mesmo esse artigo está um pouco atrasado. De todo modo, não seria muito diferente disso mesmo sem pular semana nenhuma. Nessa semana assisti menos da metade dos animes que normalmente assisto, porque todos os outros terminaram. Bom, todos os outros não, alguns não passaram por causa da época do ano e Garo nenhum fansub quis fazer o episódio 13 ainda. Assim que fizer o artigo sobre o último episódio de Shingeki no Bahamut (nesse artigo ainda aparece o penúltimo) penso em escrever outro com a classificação e considerações finais sobre todos os animes que terminaram nessa temporada. Só os que terminaram, pois não teria sentido considerações finais sobre algo que não finalizou ainda.

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E já que pretendo fazer minha própria classificação final, gostaria de saber antes a sua opinião sobre quais os melhores animes da temporada! Só incluí na lista animes encerrados nessa temporada e que eu tenha assistido, se achar isso uma má ideia por favor me avise nos comentários, ok? Vote abaixo, e veja a classificação da semana logo em seguida.

Agora sim, a classificação da semana:

8 – Fate/Stay Night Unlimited Blade Works, episódio 12

Leia o artigo sobre esse episódio.

O que deveria ser a catarse, o clímax de toda a temporada, começa com um super divertido piquenique na cidade vizinha. Quando estão voltando aí sim, finalmente, começa a batalha final! Mas ela é muito ruim, foi provavelmente a luta mais chata do anime até agora. Eu sei, a Caster tinha uma refém, mas não fui eu quem escolhi essa batalha para a última da temporada. Também não fui eu quem escolheu dividir o anime em duas temporadas muito embora ele seja contínuo, então não aceito como desculpa o fato do anime estar só na metade. E a temporada inteira foi anti-climática como esse episódio. Houveram bons momentos, mas no geral eu senti mais tédio do que emoção com Fate/Stay Night.

7 – Cross Ange, episódio 12

Leia o artigo sobre esse episódio.

As reviravoltas não param! É uma ou mais por episódio! Como eles vão amarrar tudo isso depois? Ora, não vão, tenha certeza disso! Um “deus” criou o mundo e a humanidade para serem assim, hmm, mágicos. Literalmente. Só que ele fez um trabalho meia-boca e algumas meninas nascem sem magia. As pessoas se assustaram com isso e para resolver o problema ele transformou essa pequena inquietação em ódio visceral! A discriminação foi construída, então todas as pessoas do mundo estão perdoadas, ok? E quando você está quase engolindo isso (eu, pessoalmente, estou engasgado até agora), outra bomba: dragões são humanos! Puxa, que enredo complexo e bem pensado né? O que as heroínas farão agora? Eu não sei o que elas querem fazer, mas se eu fosse elas eu correria pela minha vida, porque deus em pessoa veio com uma frota marinha e planeja retomar a ilha.

6 – Inou Battle wa Nichijou-kei no Naka de, episódio 12 (final)

Um harém que não é muito harém, uma comédia que não é muito engraçada, um dia à dia que não é muito normal, com personagens que não são lá muito interessantes. Tudo foi bem mais ou menos em Inou Battle, para ser generoso. Esse episódio foi pior do que a média, onde depois de todo o conflito desenhado nos episódios anteriores nada aconteceu. É o anime tentando ser inteligente: é um anime sobre o cotidiano normal de alunos normais, certo? Exceto que eles nunca foram normais. A série teve lá seus bons momentos, mas não deixa de ser frustrante ver um material tão medíocre produzido pelo mesmo estúdio cujo trabalho anterior foi o excelente Kill la Kill.

5 – Amagi Brilliant Park, episódio 13 (final)

Por que esse episódio existe? Tudo se encerrou no episódio anterior. E esse episódio sequer funciona como um epílogo. É só mais um dia de trabalho no parque. O diferencial desse episódio para outros talvez seja o vislumbre que ele deixou transparecer das personalidades e gostos de vários personagens da série. Mas a essa altura, quem se importa? A verdade é que essa série nunca decidiu se queria ser um drama sobre o parque e a princesa, ou uma comédia pastelão em um parque de diversões. Como resultado a história não foi muito bem desenvolvida e não atrai muita atenção quando tentam dar destaque a ela. Pelo menos alguns episódios de comédia foram realmente bons.

4 – Akatsuki no Yona, episódio 12

A tribo do Dragão Azul é realmente anti-social e odeia tê-lo entre os seus, em forte contraste com a tribo do Dragão Branco que tinha o seu dragão como o orgulho e motivo de ser da tribo inteira. Por que essa diferença? Só posso especular, e não creio que o anime irá entrar nesse mérito, mas talvez eles tenham sido atacados muitas vezes no passado por causa do poder do dragão, ou talvez o poder dele seja tão horrível que já causou muitos problemas para os próprios aldeões. O Dragão Branco apenas tem uma mão direita marombada, já o Dragão Azul tem o poder de fazer pessoas desmaiarem apenas olhando para eles – e aparentemente ele não é capaz de controlar isso, tendo que vestir uma máscara que bloqueia sua visão. Bom, de alguma forma a princesa consegue encontrá-lo, embora a sua vila o escondesse e ele próprio não quisesse aparecer. Como ela irá convencê-lo a segui-la é um problema para o próximo episódio.

3 – Shingeki no Bahamut, episódio 11

Leia o artigo sobre esse episódio.

Episódio bastante padrão para o gênero, não dá para dizer que aconteça algo inesperado nele. Bahamut sempre foi formulaico e previsível desde os primeiros episódios, então não é esse o problema. O problema, e vou entrar em mais detalhes sobre ele no artigo sobre o último episódio, é que a segunda metade do anime, e esse episódio sofre disso, ficou cheia de personagens, conflitos e linhas de enredo. Simplesmente não houve tempo para desenvolver tudo a contento. No caso desse episódio assistimos várias lutas parciais, nenhuma especialmente interessante, e como nenhuma delas mudou o rumo do episódio tudo isso pareceu inútil, desperdício. A história continua sólida, mas os personagens se tornaram sombras do que foram um dia.

2 – Sanzoku no Musume Ronja, episódio 12

Leia o artigo sobre esse episódio.

Os ladrões de Borka estão passando fome, a comida deles acabou ou está quase acabando. Considerando como se mudaram há pouco tempo e às pressas, o cerco de Mattis e o acesso difícil a sua nova fortaleza, é compreensível e esperado que estejam nesse aperto. Mas Ronja está disposta a correr o risco de ajudar Birk independente do que seu pai possa pensar ou fazer caso ele descubra. Ela mudou completamente de opinião em relação ao garoto, e manda comida até mesmo para que ele leve de volta a sua fortaleza para sua mãe alimentar o bando todo. A mensagem é simples, mas importante: Ronja nunca teve razão para odiar os Borka. Ela só precisou conhecer Birk para perceber que ele era uma boa pessoa. Não há mensagem anti-preconceito mais poderosa do que essa. Você só precisa conhecer. Para crianças isso é sempre mais fácil, mas como será que os adultos eventualmente reagirão, quando descobrirem a amizade entre os dois?

1 – Kiseijuu, episódio 12

Leia o artigo sobre esse episódio.

Um episódio forte, mas necessário. Shinichi perdeu outra pessoa próxima e não pôde fazer nada a não ser se vingar. Ele claramente já vinha superando, a seu modo, o trauma de perder a mãe, graças principalmente ao apoio da Murano. Bom, não dá para chamar exatamente de apoio, a garota o perturbou mais do que ajudou, mas ele conseguiu eventualmente com seu próprio esforço se reaproximar dela e usá-la como apoio emocional. Só que ele perdeu outra pessoa. Como ele reagirá? Duvido que ele continue seu relacionamento com Murano normalmente, duvido até mesmo que a garota permita isso. Já posso imaginá-la fazendo perguntas ao Shinichi sobre qual era a relação entre ele e Kana. Quero dizer, Kana morreu em um lugar fechado e abandonado e o Shinichi foi o primeiro a encontrá-la. É ou não é suspeito?  Mas é impossível que ele esteja preparado para lidar com esse tipo de pressão a essa altura. E ele está cada vez mais convencido de que é um monstro.

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