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Em uma busca rápida na internet ou em periódicos, encontramos com relativa facilidade a explicação sobre os mecanismos químicos que tornam a comida tão prazerosa para a maioria das pessoas. Um prato bem elaborado, caprichado, escorrendo umami, causa uma enxurrada de dopamina (neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar) no cérebro e nos faz desejar por mais e mais. Quanto mais calórico, mais dopamina liberada, mais prazer e satisfação sentida, tornando tudo um círculo vicioso. Há quem diga que consumir determinados alimentos pode ser tão ou mais prazeroso do que fazer sexo, relação ainda mais presente quando se trata de mulheres e chocolate. É por isso que tanta gente se vicia em junk food. É um fato científico: comer é orgasmático. Mas porquê eu estou falando tudo isso? Fácil: esta é uma das bases mais fundamentais em Shokugeki no Souma.

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ShokuSouma enfim estreou. Como eu disse anteriormente no guia, eu vivo uma relação de amor e ódio com essa história, que é tão clichê que eu nem sei o porquê de me cativar. Devem ser as receitas deliciosas. Deve ser o traço bonito. Devem ser os personagens secundários, se bem que neste caso nem mesmo eles têm muito carisma. Então, porquê assistir ao anime? Vamos do começo.

 

Uma outra interpretação para a expressão "restaurante familiar".

Um outro significado para a expressão “restaurante familiar”.

 

Yukihira Souma é um adolescente de 15 anos que trabalha no pequeno restaurante tradicional de seu pai. Ele gosta de cozinhar, inventar receitas intragáveis e competir com o pai para ver quem cozinha melhor. Apesar de ter perdido 489 vezes seguidas, não desiste. O lugar é muito popular e todos adoram, uma típica história feliz. Mas claro, tudo vai mudar, de forma drástica porém clichê. Afinal, desde que o mundo é mundo, e o capitalismo impera, pequenos estabelecimentos não são páreo para gigantes comerciais. Certo? Segue o raciocínio: querem comprar o lugar para construir um prédio elegante e modernoso. Os Yukihira rejeitam, sendo que Souma reage mais agressivamente do que o pai. A especuladora imobiliária ficará de braços cruzados, esperando que mudem de ideia? Nah, destruir o estoque do lugar e garantir que eles não sejam capazes de preparar os pratos parece bem mais lógico. E assim se desenrola. Pra melhorar, justamente neste dia o pai decidira fechar a loja e o adolescente está sozinho, toda a sua carne estragada e uma sádica apelando para a honra: ora ora, o garotinho não disse que eles não manteriam o restaurante se não pudessem atender a seus clientes? Então, sirva-lhe um prato de carne. Sem carne nenhuma disponível.

Souma reage tranquilamente, e a faz prometer que, se ela gostar do prato, nunca mais os incomodará novamente. Diante dos olhos incrédulos, usa os ingredientes que acabara de comprar para o café da manhã e prepara um falso porco assado que nada mais é do que bacon recreado com batata cozida. Aviso logo que, para quem gosta de culinária, boa comida e tal, é aqui que começa a tortura: os pratos que são exibidos na série são interessantes e podem ser prepardos por, basicamente, qualquer um que entenda de fogão e tenha acesso aos ingredientes. Eu já morria de fome com Toriko, com Shokugeki eu salivo ainda mais. Aquelas batatas temperadas com gordura de bacon crocante… E eu nem gosto de bacon! O prato faz um sucesso absurdo, a ponto de fazer com que a especuladora e seus capangas implorem para comer o resto. Problema resolvido.

Quando o pai retorna, Souma está limpando a fachada do restaurante, orgulhoso de si mesmo. Mas o papai nem dá os cabimentos e avisa logo que fechará a loja por uns… Três anos. Vai trabalhar para um amigo em outra cidade, e enquanto isso o filho, cujo sonho é suceder o pai, precisa provar que está à sua altura ingressando na mais rígida escola de culinária do Japão, com taxa de formatura de apenas 10%. Souma irá morar sozinho e terá de provar os seus talentos em um território completamente novo. Os elementos de um shounen clássico estão quase completos.

 

E claro, também há um rival para, digamos, apimentar a escalada do protagonista. Trocadilhos à parte.

E claro, também há um rival para, digamos, apimentar a escalada do protagonista. Trocadilhos à parte.

 

Mas eu já elogiei bastante a série, então começarei a fazer minhas críticas. E não serão poucas.

Tá, sabemos que comer nosso prato preferido causa prazer, e dependendo dos fatores externos, este prazer pode ser o bastante para liberar suspiros de satisfação. Mas ShokuSouma utiliza de recursos visuais um tanto… Exagerados para justificar tal prazer. Eu inicialmente justificava as cenas de nudez, tentáculos e respiração ofegante como uma desculpa estapafúrdia para um ecchi que normalmente não se encaixaria na premissa da história, e talvez seja, mas há tanto homens quanto mulheres sendo submetido a isto. Existem ferramentas mais interessantes, como a que a Erina utiliza no final do episódio. Mas se ele prefere mostrar gente pelada, fazer o quê. Vou continuar assistindo, de qualquer forma.

 

Desnecessário.

Desnecessário.

 

 

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