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Mas já saiu o segundo episódio de ShokuSouma? Como a semana voou… Então, voarei com o artigo também, até porque esse episódio foi simples e não há muito o que comentar. O foco foi todo em torno daquela que, obviamente, será a grande rival, empecilho e provavelmente par romântico de Souma: Nakiri Erina, uma adolescente que foi agraciada com um dom chamado de Língua de Deus. Esse talento a pôs como a maior provadora e crítica gastronômica do mundo, rica, famosa, amada, temida e blá blá blá… Mas para referências posteriores, é só uma loira peituda arrogante que precisa aprender uma lição.

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Souma acabara de chegar à escola em que seu pai o despachara, com a ameaça de que, se o garoto fosse incapaz de se formar ali, nunca seria capaz de superá-lo. Mas convenientemente deixou de fora um detalhe fundamental: o lugar onde ele está, a Academia de Culinária e Cerimônia de Chá Tootsuki, é uma das mais prestigiadas do país. O lugar está cheio de filhinhos de papai que possuem ligações com restaurantes finos, grandes chefs e distribuidores de alimentos. Souma logo percebe que não é bem vindo ali, ele, cujo pai é um simples dono de um restaurante pequeno… Será? Durante um telefonema, o papai Yukihira diz que está cozinhando em um hotel luxuoso de Nova York. E não é a primeira vez que ele passa por lá, pela reação de seus clientes. E, antes disso, ele já passara por índia, Itália e Espanha. Quem é você afinal de contas, chefe Yukiriha? Nem seu filho Souma conhece sua carreira direito! Bom, o lado positivo é que, para sobreviver na nova escola, a culinária do garoto precisa estar em um alto nível. E ela está. E tem motivo pra isso, não é dom do protagonismo. Bem, o motivo também pode ser um pouco forçado, mas seria ainda mais se o pai dele fosse um cozinheiro qualquer cujo maior segredo gastronômico fosse colocar sólidos antes de líquidos na batedeira. E todas estas técnicas, talentos e truques Souma aprendeu naturalmente, sem saber a importância delas. E olha, ainda bem, já que poucas horas depois elas seriam mais fundamentais do que nunca.

 

Papai misterioso... E muito requisitado.

Papai misterioso… E muito requisitado.

 

Após ser rechaçado por um riquinho orgulhoso, ele se encaminha à seletiva de novos alunos. E a selecionadora? Erina, claro. Normalmente os aspirantes seriam julgados inicialmente por suas fichas técnicas, e depois através do preparo de três pratos, mas a madame está sem paciência elabora algo mais rápido: cada um deles deve preparar um prato que contenha ovos. Se ela gostar, o aluno será aprovado, caso não, reprovará. Simples. Então, porque é que todos fugiram dela e desistiram do teste? Ora, antes ser recusado na academia e tentar outro rumo do que ser recusado pela deusa da cozinha e ter sua futura carreira arruinada. Mas Souma fica, ah claro que ele fica. Um plebeu que não faz ideia do quanto está arriscando, do que ele pode perder caso fracasse. A própria Erina o compara a um vira-latas que não sabe o valor de uma joia, e eu nem consigo contestar. Mas ela se diverte, então dá a ele uma chance e o deixa cozinhar. É o começo de sua queda como soberana. Souma manuseia ingredientes com maestria, obviamente não é um simples amador. Erina resolve perguntar o que ele está preparando, e a resposta a choca: é furikake gohan.

 

"Você ousa me servir o QUÊ?"

“Você ousa me servir o QUÊ?”

 

Uma simples pesquisa esclarece: furikake gohan é um prato extremamente simples, caracterizado apenas por arroz cozido coberto por furikake, que é uma mistura pronta composta por peixe seco e moído, gergelim, algas e tempero. Só. Ela tem direito de ficar irritada: quem ele pensa que é? Mas óbvio que não é apenas isso: o furikake gohan dos Yukiriha é mutante, diferente dos demais. Mas a aparência não convence, e ela a ameaça ir embora mais uma vez. Só o que a faz ficar é visualizar algo brilhante escondido embaixo do ovo mexido. São cubinhos gelatinosos de caldo de carne que, quando colocado em cima do arroz quente, gera uma aparência belíssima e um cheiro irresistível. E mais: começam a derreter, se misturando à comida e acentuando o aroma. Erina não resiste e começa a comer, brava por sentir tanto prazer com uma comida brejeira feita por um garoto rústico. E come mais. E mais. E se deleita. A ponto de se sentir flutuando acariciada por milhares de plumas. Mas o reprova mesmo assim. O orgulho falou mais alto do que a justiça. Alguém esperava um resultado diferente?

Claro que não vai ficar assim, e Souma ingressará na academia por mãos superiores às dela. Mesmo se não houvesse a cena final, saberíamos disso. Senão, qual seria a graça?

 

Respeito advindo do  medo: algo está muito errado.

Respeito advindo do medo: algo está muito errado.

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