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Até quando o foco do episódio não é o romance do Takeo e da Yamato, ele acaba se tornando o romance. Eu tava muito a fim de ver mais elementos do que apenas os três e suas rotinas comuns alternadas por desastres não-naturais. Quando o Clube de Judô pediu a ajuda do grandão para a competição que ocorreria dali a um mês eu pensei: “Ohhh, finalmente verei mais da juventude dele que não seja apenas esse namoro doce e açucarado!”. Yes, guys, eu errei de novo. Pelo visto, o amor deles é tudo o que mais importa por hora.

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Takeo é requisitado por dois marmanjos ajoelhados para que substitua seu membro mais habilidoso numa luta. Como ex-lutador de judô, que só não entrou no time porque esqueceu de enviar a requisição (Ué, mas ele entrou agora!), ele aceita prontamente. O porém: como passará o mês inteiro treinando duro, ele e Yamato ficarão sem se ver. Pra um casal em início de relacionamento deve ser um inferno, mas eles superam. Só precisam de alguns paliativos temporários: mensagens de texto, ligações quando as primeiras não forem mais suficiente e, é claro, alugar o Suna quando não tiverem nada melhor pra fazer. Yamato até tenta esperar o namorado pra irem embora juntos depois dos treinos, mas ele teme pela segurança dela e a pede que pare com isso. Oww.

 

Treina, Takeo!

Treina, Takeo!

 

Mesmo distantes, ela continua fazendo comida para ele, mas usa Suna como atravessador mesmo que os dois morem à distância de uma fucking parede. A explicação dela foi a melhor coisa do episódio inteiro: Yamato é doida por Takeo e isso não é segredo pra ninguém, mas desde que o viu treinando escondida (cof cof stalker) ela ficou ainda mais louca, e não sabe se seria capaz de se segurar perto dele. Isso, minha gente, é uma ninfomaníaca em formação, e me faz querer muito vê-la daqui a, sei lá, dez anos. Por hora, ainda não tendo sida sequer beijada, ela converte sua energia para a cozinha e para mandar-lhe forças à distância. E olha, funciona que é uma beleza, porque o grandão tá cheio de gás e se esforçando feito um doido.

Numa das vezes em que ela aluga o loiro, os dois conversam por um tempo no corredor do prédio antes da chegada de Takeo (os pensamentos avulsos de Suna são, ó, a cereja do bolo). O lado interessante disso é que a garota parece estar amadurecendo e entendendo melhor o coração e a cabeça simples do homem que ela ama. Isso pode levar a um namoro bastante firme e sólido, completamente diferente do encanto jovem e despreocupado que toma conta dos dois. Se ele crescer no mesmo ritmo que ela vai ser lindo, embora eu sinta que ele será um pouquiiiinho mais devagar, pobre garoto. E a conversa prossegue, quebrando algumas das minhas expectativas: sim, ele é o primeiro amor dela e sim, foi à primeira vista. E sim, Suna parece que gosta de conversar com a garota, sempre pensei que falar tanto sobre Takeo e o relacionamento dos dois o entediasse e que ele só andasse com ela por ser meio que sua cunhada, mas não. Pelo contrário, se forma a comparação entre o fato de ele ter sido o primeiro amigo de um e primeiro amor da outra, e nenhum dos dois se sente inibido em compartilhar de seus sentimentos. Ok, admito, gosto do amor que os dois sentem por ele, tão forte a ponto de verem a sua imagem nas estrelas estampada, literalmente. Tá, isso foi estranho, vamos pular essa parte.

 

"Uma estrela cadente, faz um desejo!" "Que você suma pra eu poder voltar a ler meu livro em paz."

“Uma estrela cadente, faz um desejo!” “Que você suma pra eu poder voltar a ler meu livro em paz.”

 

Enquanto os dois compartilham um estranho e fofo momento de afinidade a sós, o foco da conversa se dedica de corpo e alma ao esporte, derrotando os membros do clube um a um. Ele é realmente bom naquilo, e não só por ser enorme, mas também ter uma boa técnica. E o incentivo da namorada, mesmo que de longe, apenas o fortalece mais. Mas enfim chega o dia da competição, e coincidentemente seu adversário será um ex-colega de treino,Tsuyoshi. Pra quem achava o Takeo um gorila, precisa dar uma olhada nesse cara, que além de meio selvagem ainda tenta alfinetá-lo pelo fato de ter uma namorada – ah, se inveja matasse. Ainda bem que nosso gigante gentil é inabalável como uma rocha – ou seria lerdo como uma preguiça? De qualquer forma, ele não tá nem aí. Sua luta é a última, e é claro que eles estão empatados, e ele precisa de uma vitória para que a escola seja campeã, e é óbvio que ele vence. A luta dos dois é realmente bonita de se ver como disse Suna (assistindo a tudo com Yamato na primeira fileira), e seu adversário compreende que ter uma namorada não é fraqueza para nenhum homem (inveeeeja). O caminho de volta, feito pelos três como sempre, é mais uma vez enfeitado com imagens celestes, porém vê-los assim, juntos e calmos, me dá uma paz de espírito tão gostosa que nem sou capaz de fazer piadas com isso.

Em tempo: o próximo episódio se chama “O meu amigo”, e me deu esperanças em se focar um pouco mais nesse loirinho fofo que deixa o anime transcorrer direito. Provavelmente não será nada disso, mas pelos próximos cinco dias, eu me permitirei sonhar.

 

Yamato está desfalecida e em combustão espontânea.

Yamato está desfalecida e em combustão espontânea.

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