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Ok, todo mundo aqui lembra como eu tava agindo no artigo anterior, não precisa esfregar na minha cara. Mas no fundo, eu já sabia. Todos nós sabíamos, o desfecho era óbvio. Torcer pro Suna reagir e se interessar por uma garota é o mesmo que pedir pro tio Martin deixar aquele personagem de Game of Thrones que você tanto ama vivo: a gente sabe que não vai rolar, mas mantém a esperança mesmo assim. Eu mantive a minha, assim como alimentei meu amor e meu desejo de paz e felicidade para o clã Stark. Adivinha? Nos dois casos, eu quebrei a cara.

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Eu deixei de sentir a Amami que eu havia conhecido antes. Todo aquele furor, os sentimentos, o amor acumulado prestes a explodir, onde foram parar? Eu digo facilmente: arrefeceram. Pode parecer presunção ou até crueldade minha em dizer isto, mas o que ela sentia pelo Suna acabou sendo parecido demais com o que uma pessoa sente quando se apaixona na infância, ou pelos sentimentos que temos por um ídolo muito querido: parece imenso quando se é platônico, mas na presença do objeto de afeto tende a se alterar de forma mortal. Ou evolui, ou morre. No caso dela, permanecer no eterno complexo de Schrodinger podia ser sufocante, mas era suportável. Quando se tornou real, a garota foi vítima de seus próprios sentimentos, além de ser forçada a encarar os de outra pessoa. Não era mais “Por favor, goste de mim”, não era mais um “Se”. Era um sim, ou um não, fixo, inegável, dolorosamente a encarando de frente. Quando Suna parecia corresponder, era uma delícia, mas no momento em que ela notou que era apenas um desejo desesperado de seu coração, tudo acabou. O gato estava morto. Se enganar só pioraria as coisas, então ela tomou a difícil e sensata decisão de romper o cordão. E eu a admiro muito por isto.

Não é fácil, nós sabemos, mas tudo vai ficar bem um dia...

Não é fácil, nós sabemos, mas tudo vai ficar bem um dia…

Takeo e Yamato não aceitaram bem a decisão dela e, convenhamos, é meio difícil mesmo. Parecia tudo bem, e do nada, ela desiste. O único que compreendeu e aceitou foi o próprio Suna; ciente de que não seria capaz de corresponder aos sentimentos dela da forma adequada, se tornou mais gentil do que seria o usual. Mas a sua gentileza a feriu, talvez mais do que a frieza faria, e foi aí que ela percebeu que nada mudaria, que ele não a amaria e que continuar tentando seria chover no molhado. Pode parecer completamente contraditório em se tratando de alguém que, minutos atrás, ainda pedia que ele gostasse dela, mas já que não adianta, deixa como está. Quando ele descobre isso, aparentemente não se importa muito, mas é claro que Suna se importa. Ele não é uma pedra fria e sem emoções e, mesmo que não a ame, ele não a odeia. Ele quer que ele seja feliz, mesmo que precise sofrer um pouco antes disso. E, para tanto, um último ato de maldade velada: ele finalmente retribui seus chocolates com um delicado presente de livraria. Além, claro de todas as lembranças reconfortantes com a qual ele a presenteou. Um amor de uma década não se esquece em uma noite, mas Amami está livre para começar a seguir a própria vida. Mas ela também deixou algo com ele além do chocolate e das cartas: ela deixou um postal difícil de encontrar de seu animal favorito, atém da certeza de que, sim (ufa!), existem garotas boas no mundo. Garotas que não tratam o seu melhor amigo como o sineiro corcunda. Talvez seja a primeira vez que Suna tenha pensado que, é ter alguém ao seu lado pode ser legal. Mas não uma prioridade.

Parecia certo, mas não era pra ser. Que pena.

Parecia certo, mas não era pra ser. Que pena.

Vou me despedir da Amami de forma definitiva, porque não acho que ela vá aparecer de novo na história. Não tem sentido, até. Mesmo a Saijou só dá as caras muito esporadicamente, então a garota de uma década provavelmente sumirá de vez. O que não é tão ruim, afinal o seu papel está concluído: provar que existem garotas decentes no mundo, e o Suna não precisa morrer solteiro e virgem. É, pensando assim é uma função bem idiota mesmo, ainda bem que ela a executou de uma forma fofa e amigável a ponto de não pensarmos mais nisso.

Até mais, Amami-chan!

Até mais, Amami-chan!

  1. EU AMEI O EPISODIO!!Achei tão lindo!Algumas vezes me sentia como o Takeo e ficava “Fala com ele menina!!” E acho que não gostava deles como casal,por causa da ideia fixa dela pelo Suna,essa obsessão. parecia quase como o que a irmã do Suna sentia pelo Takeo.

    Obs1:Team Saijou is alive !!!
    Obs2: Suna de C* Travado com a pergunta “Você me ama?” Acho que pensou que dessa vez a virgindade dele seria levada…
    Obs3: Torço para que no bolo da opening apareça uma bonequinha ao lado do Suna.

    • Eu amei e odiei ao mesmo tempo. Achei lindo, mas queria mesmo que tivesse acabado bem entre eles, apesar de ser quase impossível. Ao mesmo tempo, não imagino Suna uma garota ao lado, mesmo a Amami, por mais fofo que seja ainda é não-natural. Mas espero que ela viva bem a partir de agora, que seja livre e feliz. E boa, eu ia compará-la com a Ai mas esqueci. 😡
      1-TEAM SAIJOU! <3
      2-Não sei dizer se ele pensou "O que mais ele quer treinar comigo?" ou "Descobriram meu segredo, preciso de uma saída estratégica, rápido!". Mas ele não negou, teorias de um Suna apaixonado pelo Takeo permanecem! :v
      3-Também, seria o melhor final de temporada ever!

  2. Q depressão me deu ler isso, quase chorei, muito bem escrito e apesar da tristeza aq, me veio tbm um alivio pq consegui aceitar mais a decisão do Suna, eu sei q ela ñ vai aparecer de novo, mas ainda assim quero ve-la novamente kkkk quebrando a cara desde já. COMO AMO ORE MONOGATARI.

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