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Tá, tô sendo maldosa, não é como se todos os incidentes que rodeiam Ikebukuro fossem realmente culpa dela, mas ela tem lá sua partezinha, vamos. O anime não leva o fucking nome dela à toa. E nem é de propósito, é simplesmente por ela existir! Mas admito que descobrir que Shinra e Izaya só se tornaram, aham, “amigos” por sua interferência foi mesmo curioso; acho que, se não fosse pelo pedido dela de que seu menino fosse mais sociável, é provável que os dois jamais trocassem mais palavras do que o necessário. Quem sabe se Izaya teria tido tanto interesse em Shizuo sem o futuro médico como mediador? Ou se ele teria tanta facilidade em agir pessoalmente sem seu alter ego Nakura. que só existe por interferência de Shinra. Me pergunto se às vezes ela pensa nisso, ou se ela se sente responsável. Mas ah, boa parte da culpa pelos problemas atuais vêm daquela escola bizarra em que os rapazes passaram o seu ginasial. Fala sério, quantos criminosos afinal de contas aquele lugar graduou?

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Shinra e Izaya sempre foram as pessoas estranhas com hobbys fora do comum que conhecemos, e foi isso que os uniu. Aliás, foi daí que surgiu o apelido Nakura que o informante tanto usa, que, surpresa, é um nome real de uma pessoa que eles conhecem! E essa pessoa anda se complicando ultimamente pelo uso indevido de seu nome, mas também, quem mandou cedê-lo a um cara de tão duvidosa índole. Ah, não assistiu ao episódio e tá confuso? Relaxa, Durarara é assim mesmo, cheio de linhas aparentemente desimportantes que se unem lá para a frente. Vamos por partes: Shinra precisava de amigos para agradar Celty, já que ele só tinha Shizuo que estudava em outra escola. Disposto a fundar um clube, ele enche o saco de Izaya até conseguir – no fundo, era só uma desculpa bilateral, já que com isso o outro ganhava atividades extracurriculares e um lugar para fazer suas apostas em paz. Mas porque Izaya, se os dois sequer se conheciam? Simples (e idiota): ele gostava de admirar os seres humanos, e Shinra queria pesquisar sobre a fisiologia dos seres vivos e descobrir se um corpo em que não bate um coração está vivo ou morto. Sua desculpa é que os dois estavam interessados em biologia e podiam se ajudar, mas no fundo pessoas estranhas se atraem. No caso deles, a ligação foi muito além dos portões escolares.

Pior/melhor parceria ever.

Pior/melhor parceria ever.

Celty, tomando conta de seu namorado enquanto troca as ataduras que são lembretes da recente surra, nota uma cicatriz do lado esquerdo de seu abdômen. Ele conta que foi esfaqueado nessa época, Izaya assumiu a autoria mas, como não houve queixa, o caso foi abafado sem grandes repercussão. Possessa, a dulallah se compromete a imediatamente caçar o informante e arrancar a cabeça dele em detrimento da dela (ok, tô exagerando, mas seria legal), sem levar em conta que isso rolou há mais de dez anos e nenhum dos dois liga mais. A questão é que não foi Izaya quem fez isso, e sim Nakura. O verdadeiro. Ele queria assustá-lo de modo a conseguir um dinheiro de apostas de volta, mas Shinra se colocou no meio e acabou ferido – desnecessário, já que ele sabia muito bem se defender de um medroso com um canivete. O que poderia ser apenas um incidente infeliz se transformou em uma oportunidade eterna, o já na época informante não estava brincando quando disse que faria Nakura se arrepender para sempre de tal ousadia. Ele “emprestou” o nome do cara e o usa constantemente quando precisa ser cauteloso (a Awakusu andou investigando o verdadeiro, inclusive), fez com que Shinra mudasse seu rosto por precaução (sabe como é, perder peças não faz seu feitio) e o usa para deixar pistas frias. Ahh, mas não é só essa a sina que o esfaqueador carrega, acompanhem aqui: foram os dois juntos que criaram a Amphisbaena! Sabe os caras que sequestraram ele e torturaram no episódio passado? No começo era só um grupo de apostas, mas cresceu de forma descontrolada, e seu suposto líder era Nakura. E tem mais! Aparentemente ele também tinha uma parceria com Shijima, fundador da Heaven’s Slave. No primeiro caso, seu apelido era Lagarto, e no segundo, Kumoi. Resumindo pra facilitar: o chefe das duas organizações que deram trabalho até pouco tempo eram a mesma pessoa, só que ele nem fez parte do crescimento dos bandos, como não tem mais absolutamente nenhuma relação com nenhum deles atualmente! O problema é que, se a casa caísse do jeito errado, ele ia estar mortalmente ferrado de um modo provavelmente irreversível. Vendo por este lado, é bom  agradecer ao Izaya mesmo, por mais que o maldito só estivesse evitando a fadiga ao resolver tudo ao mesmo tempo e mantendo para si trunfos úteis.

É, meu caro Nakura, péssimo dia para se estar vivo, hehe.

É, meu caro Nakura, péssimo dia para se estar vivo, hehe.

Falando em utilidade, deixe o frouxo amaldiçoando o dia em que esfaqueou um colega e vamos seguir a história: sim, a ordem era mesmo que Celty deixasse o notebook ser roubado, tava na cara. Mas eu não esperava que ele a mandasse proteger uma de suas irmãs, e o chefe do dojo, a outra. Claro que suas motivações não são nem um pouco gentis e familiares, ele só as queria fora do caminho, mas ainda assim. A parte mais curiosa da história se desenrolou no momento em que ele pagou a motoqueira por seus serviços: além de contar que foi Yodogiri o responsável pelo caso do stalker que deixou Shinra acamado, ele estava com a cabeça dela na bolsa ao seu lado, curioso para saber se haveria alguma mudança relativa a tamanha proximidade com sua dona. Nada. Mas a Celty sabia que a cabeça estava ali, mais perto do que nunca, só que não fez nada em relação a isto. Sem perguntas, nem investidas. E Izaya sabia que ela seria passiva. Mas porquê? Um movimento da foice e ela teria as respostas que há anos busca! Certo que por aqui palavra são mais fortes do que lâminas, e apesar de poderosa ela é pacifista e não gosta de intimidar, mas continuo intrigada. Acho que a vida no submundo a atingiu definitivamente, e a curiosidade sobre o que move o outro é mais forte do que o desejo de estar completa novamente. Será que ela ainda tem mesmo este desejo? Acho que não mais, pra ela deixou de ser prioridade há tempos, mas nem por isso pretende deixar uma parte de si com a pessoa menos confiável da região. E nem deveria, mas como as intenções dela também estão se tornando escusas, vamos apenas continuar assistindo. As coisas estão cada vez melhores, yey!

Morto cê num vai conseguir nada disso não, criança!

Morto cê num vai conseguir nada disso não, criança!

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