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E os mistérios de Haruchika não param de ficar cada vez mais estranhos e com cada vez menos ligação com a suposta linha de enredo principal – formar uma banda e competir. Os casos da Narushima e do Sei serviram para convencê-los a entrar para a banda, mas foram só eles dois. E se for para eu apostar, colocaria meu dinheiro na hipótese de que o Sei entraria para a banda cedo ou tarde de qualquer jeito, mesmo se fosse deixado à própria sorte com seus problemas. Porque, se entendi direito, ele nunca teve problema com sua música ou a música nunca foi parte de seu problema. Estava com problemas familiares e apenas não podia se concentrar em mais nada. Só isso.

No primeiro episódio não havia caso nenhum, o Haruta inventou caso só pra obrigar o clube inteiro a limpar a lousa – pelo menos foi sensível o suficiente para usar uma tinta que pudesse ser removida com alguma facilidade. E no episódio anterior de novo o problema era com o Haruta, e embora tenha havido um mistério de verdade, é fácil argumentar que não precisava ter havido problema nenhum em primeiro lugar se o Haruta não fosse tão teimoso. Então até agora o Haruta causou dois problemas e resolveu outros dois. Tá empatado!

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Opa, parece que o jogo virou, não é mesmo?

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Nesse episódio o Haruta resolveu outro problema, desempatou a seu favor! Mas de novo, por que Haruchika precisava dessa história em primeiro lugar? A Goto Akari sequer é do colégio! Ela pretende entrar, e assumo que já está com a matrícula acertada e tudo mais. Então precisa? Espera: ela é trombonista e pretende entrar na banda de qualquer jeito. Ela ouviu sobre o Haruta (a fama dele se espalhou para fora do colégio de algum modo) porque ele é conhecido na banda de sua escola. E por isso foi pedir a ajuda dele.

Ok, se ela pediu ajuda, o que ele poderia fazer, não é? Que cor é Elephant’s Breath? Não sei se essa droga tem uma tradução oficial então vou usar o nome em inglês. A parte divertida sobre essa cor que eu com certeza sei é que, ao contrário do que o anime diz, é mentira que “ninguém mais saiba que cor é essa”. Pesquise aí no seu google. Vai até achar produtos dessa cor – é um tom de cinza claro, como esperado, com um pouco mais de magenta, pouco para ser perceptível, o suficiente para dar a cor a impressão de ser uma cor quente. E para parecer levemente lilás caso a luz do sol bata diretamente – para evitar isso, evite o uso em superfícies que serão expostas ao sol ou use-a sobre um fundo frio. Você ficaria surpreso sobre o quanto pode descobrir sobre o Elephant’s Breath em menos de 10 minutos de pesquisa na internet.

Goto Akari, a trombonista

Goto Akari, a trombonista

O avô da Akari viajou para os EUA e deixou sua avó para trás, grávida e solteira. A vida da mulher com certeza não foi fácil. Décadas depois retorna e está doente à beira da morte, a avó decide cuidar dele e ele, por sua vez, alega amnésia, se desobrigando de contar porque não voltou e se desculpar. A garota fica irada, com razão! Mas mesmo assim dar travesseiradas em um idoso doente não é coisa que se faça, Akari, mesmo que dito idoso fique espiando embaixo das saias das suas amigas. Ele só consegue se lembrar de duas coisas: viu o Elephant’s Breath e o nome Kipling.

Esse seria o caso se esse fosse o caso. O velho nunca esqueceu de nada, ele só não queria contar para a neta. Para a avó, fica claro no final, ele já havia contado. Por que não contou para a Akari? Se ele realmente não quisesse contar, não precisaria ter dado dica nenhuma, parava a história no ponto em que afirmava ter amnésia. Essa é a parte mais difícil de entender. Bom, essa e o Haruta ter de novo conseguido montar um quebra-cabeça inteiro com tão poucas peças disponíveis, mas isso pelo menos já está definido desde sempre no anime, é o esperado.

O que dá para concluir é que, sendo um veterano de guerra com síndrome de estresse pós-traumático, o velho sentia culpa por tudo o que fez. A garota ficou chocada ao descobrir que ele era um ex-soldado no Vietnã: então seu avô havia matado pessoas? Certamente era algo parecido o que se passava na cabeça dele, só que muito pior porque bom, ele esteve lá, ele que matou pessoas. Sua ex-amante, a avó da garota, estava tratando dele e para todos os efeitos se mostrava bastante compreensiva. Ele precisava sentir-se um pouco castigado, um pouco penalizado por tudo o que havia visto e feito, por isso provocava sua neta com dicas que a faziam continuar pressionando-o pela verdade. E olhando as calcinhas das amigas dela.

A Chika fazendo algo de útil no anime: servindo de ombro pra Akari chorar

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