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Antes de mais nada, deixe-me fazer uma pergunta, querido leitor. Você costuma reparar naquelas estrelinhas que ficam ali embaixo da imagem do artigo? Sim? Não? Bom… é por meio delas que nós damos a nota para cada episódio. Como, na maioria das vezes, a nota reflete mais a minha opinião pessoal do que a técnica (até mesmo porque estou longe de ser alguma especialista), então você pode considerar que não é tão importante assim reparar nisso. Porém, a nota tem o poder de te contar o que você deve esperar do respectivo artigo. Um artigo sobre um episódio que é avaliado com 5 estrelas, com certeza vai deixar transparecer sentimentos bem mais agradáveis do que um que é avaliado com 2 estrelas, por exemplo. Eu avaliei esse episódio com nota 0,5. Ou seja: arranja um capacete aí, que cadeiras vão voar!

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A minha reação ao episódio foi praticamente uma junção de todas essas caras.

A minha reação ao episódio foi praticamente uma junção de todas essas caras.

Juro que não me lembro qual foi a última vez em que eu precisei usar tanta força de vontade para continuar assistindo algo! Sério. Eu via durante alguns minutos, pausava, contava até dez, respirava fundo e clicava no play de novo. Esse episódio foi tão ruim, mas tão ruim, que se eu pudesse dar uma nota negativa, faria isso sem pensar duas vezes (Fica a dica aí, Fábio…rs). Espero que você não tenha assistido ao episódio ainda, porque assim eu estaria te livrando de passar por este aborrecimento. Se eu não estivesse escrevendo os artigos semanais sobre Phantom World, teria abandonado o episódio antes mesmo de chegar na metade. Enfim, já que eu assisti, então é melhor parar com o mimimi e falar a sério sobre o desastre que foi esse episódio, não é mesmo? Vamos lá!

O problema da vez era um Phantom, em forma de macaco gigante, que resolveu criar uma fonte termal dentro da área da escola para ficar relaxando e fazendo macaquices junto com seus amigos macaquinhos. Ele não parecia ter a intenção de sair de lá tão cedo e por causa disso, as aulas foram canceladas e vários alunos passaram a tentar derrotá-lo. O que se vê a seguir, e pelo restante do episódio, são várias tentativas frustradas de selar o Phantom. Tudo em nome do fanservice. O macaco era um pervertido e causou muitas cenas constrangedoras lambendo as garotas que tentavam lutar contra ele (ARGH!). Toda a “comédia” do episódio foi baseada em piadas tão constrangedoras quanto as investidas do macaco. Como por exemplo, a ideia absurda do Haruhiko de pintar de vermelho uma determinada parte do corpo da Mai (tente adivinhar…), para atrair a atenção do Phantom (ARGH!²). Enfim, o episódio está recheado de cenas desnecessárias tentando fazer piadas mais desnecessárias ainda. Há quem ache esse tipo de coisa divertida, eu apenas considero de muito mal gosto.

 

Em meio a tantas cenas que conseguiram despertar em mim apenas a vontade de ir até a parede mais próxima para bater a cabeça até cair; houveram duas questões “jogadas ao vento” durante o episódio que valem a pena serem analisadas aqui. São elas: alguns detalhes sobre os poderes da Reina e o desenvolvimento relâmpago do Haruhiko. Sabemos que no grupo da Mai os únicos com poderes para selar Phantons são a Reina e o Haruhiko, pois os demais possuem poderes focados apenas em enfraquecer os inimigos (Talvez a Koito também seja capaz de selá-los, afinal ela passou muito tempo eliminando Phantons sozinha, mas isso pode se justificar por seu poder de luta ser muito alto e não exatamente por fazer parte de sua especialidade). Enfim, em certo momento a Reina disse que só consegue selar um Phantom depois que ele estiver enfraquecido! Isso poderia ser facilmente deduzido pelo padrão que as batalhas contra os Phantons sempre seguiram, mas nunca havia sido dito assim, com todas as letras. E isso foi bom, porque quanto mais explícito estiver o modo como esses poderes funcionam, melhor!

A outra informação relacionada aos poderes da Reina, vem no final do episódio quando o Phantom já está devidamente enfraquecido e imobilizado. Ela diz não poder selá-lo por estar sem apetite(?!), então a Ruru comenta algo como “parece mesmo ter gosto ruim”. O anime não mostrou a Reina devorando nenhum Phantom após a aparição dos macacos e duvido muito que qualquer aluno da escola tenha se envolvido em alguma missão antes de conseguirem se livrar daquela fonte termal. Então não tinha como ela estar “cheia”! E seria um grande problema se esse poder de devorar Phantons fosse realmente limitado a uma quantidade específica por dia ou por semana, sei lá. Além disso, pelo o que eu havia entendido no episódio em que a Reina vai para o mundo dos Phantons, ela possui um apetite quase infinito! Pois, obviamente, os Phantons que ela devora não ficam armazenados em seu estômago. Se juntarmos esse fato ao comentário da Ruru, a única conclusão a que podemos chegar é a de que na verdade não existe esse tipo de limitação no poder dela (Se existir, pelo menos não foi por esse motivo que ela deixou de selar esse Phantom específico…). A Reina simplesmente ficou com “nojinho” de devorar aquele macaco! Uma pessoa que devorou um cemitério inteiro no primeiro episódio, agora está com nojo de um macaco…?! Ah, faz todo sentido: é tudo em nome da comédia! Afinal, se ela tivesse selado o Phantom naquele momento, como fariam piada com o Haruhiko usando uma fantasia de macaca, batom e tudo mais, só para se parecer com a esposa do Phantom?! Impossível. E isso não foi divertido?! Foi engraçado pra caramba e nem um pouco previsível, não é mesmo?! Haha… não. Aliás, onde estava a tal fantasia de macaca quando a Mai precisou fingir ser uma macaquinha?? Ah, é mesmo… o fanservice é mais importante do que a lógica. Quem se importaria com a lógica em um anime desses, né? Só a trouxa da tia Siri mesmo.

Miga, até que você fica bem de batom.

Miga, até que você fica bem de batom.

O outro assunto importante que foi jogado nesse contexto descompromissado do episódio, foi o desenvolvimento das habilidades do Haruhiko. A habilidade dele sempre foi a mais limitada do grupo inteiro, pois ele tem que estar com o seu caderno o tempo todo e ainda precisa desenhar o Phantom perfeitamente para conseguir selá-lo. Quando ele aprendeu a fazer invocação, a sua limitação diminuiu um pouco, pois ele não precisava mais fazer um novo desenho toda vez que quisesse invocar o seu Phantom (o Doguinho do bem: Marchosias). Nesse episódio presenciamos uma grande evolução de seus poderes! Além de aprender um novo tipo de magia de invocação, essa habilidade ainda tem o diferencial de não estar ligada ao seu caderno de desenhos! Ou seja, agora ele pode ajudar a equipe tanto no combate inicial quanto na “finalização” dos Phantons e não ficará mais totalmente indefeso caso algo aconteça com seu caderno. Então foi um salto e tanto para o seu personagem e a importância disso teria ficado mais evidente se o episódio não tivesse sido tão bobo. É claro que ainda precisamos saber mais detalhes sobre esse polvo do Haruhiko, mas é bem provável que ele só possa invocá-lo em locais que possuem água. Se esse for o caso, prevejo o coitado do Cthulhu sendo invocado igual a Lucy invocava a Aquarius em Fairy Tail: dentro de banheira, pia, privada, poça de água, etc.

 

 

Essa parte foi boa, mas… me desculpa Cthulhu! Eu não consegui evitar sentir um certo receio ao ver tentáculos aparecendo em um episódio com tanto fanservice…

 

Os animes “normais” usariam um episódio com a temática de piscina/praia, a essa altura da temporada, com o objetivo de tirar um pouco a tensão dos episódios passados; enrolar um pouco a história; ou apenas criar situações com mais fanservice do que os episódios comuns. Mas Phantom World está determinado a ser o mais absurdo possível em tudo o que faz! Então, para quê iria se preocupar em mostrar o grupinho do protagonista em uma excursão à praia, por exemplo, quando podem fazer com que a escola inteira (inclusive a professora) apareça usando roupas de banho?! E para quê esperar um momento adequado para usar um episódio desses?! Afinal, até agora o anime não conseguiu construir uma boa história ou pelo menos um objetivo claro para prender o interesse do espectador, mas está aí, desperdiçando praticamente um episódio inteiro investindo pesado em fanservice. Na verdade, talvez esse episódio tenha vindo na hora certa, pois é o momento ideal para se assemelhar a um “tapa na cara” de quem, assim como eu, tinha esperanças de que o anime tivesse mais a oferecer do que apenas um visual bonito. Agora sim tenho certeza de que Phantom World não é um anime que possa ser levado a sério e sobre o qual jamais deveríamos ter criado grandes expectativas.

A Koito está te seduzindo.

A Koito está te seduzindo.

  1. Fábio
    Fábio "Mexicano" Godoy

    Não teve história, o humor é ruim, até o fanservice é ruim. Sei lá, tem quem goste de fanservice (eu gosto às vezes…), mas o desse episódio foi ruim. Não foi erótico, foi tosco. Puta merda. A única coisa que se salvou foi o Cthulhu, e só porque eu gosto dos mitos lovecraftianos e não porque um polvo que cospe água seja uma boa representação do Deus Antigo.

    Sobre pontos específicos:

    – Eu sempre tratei mentalmente notas 2 e abaixo como sendo “negativas”, hehe
    – A explicação pro macaco ter criado a fonte foi bizarra, pois ele teria supostamente feito tudo aquilo por estar com o coração partido, mas depois concluem que ele está com o coração partido por causa da Mai, que ele só conheceu depois de criar a fonte, então, ah, dane-se esse anime
    – Não terem se lembrado da fantasia de macaco vá lá, o próprio Haruhiko se mostra surpreso com a existência dela no final, mas a pergunta que fizeram, bem feita, ficou sem resposta: precisava ter sido ele a pintar a bunda da Mai? Fosse um desenho complexo ok, ele é desenhista, mas daquele jeito ela podia ter sentado na tinta sozinha que o resultado seria o mesmo
    – O final foi mesmo ridículo; se todos os episódios (ou boa parte deles) terminasse de forma ridícula assim eu entenderia, mas foi um ponto fora da curva, não fez sentido nenhum
    – Pensei a mesma coisa que você quando vi os tentáculos. Ainda bem que não tiveram papel nenhum no episódio
    – Há alguns anos já que ou a KyoAni acerta muito ou erra muito, ela se tornou incapaz de produzir algo mediano

  2. Episódio perfeito! Tudo que me atrai em um anime está aí: Garotas, fanservice e situações constrangedoras! Ainda bem que os japoneses sabem curtir a vida (ainda)! Junto com KonoSuba e Dagashi Kashi, este anime vem salvando essa temporada cheia de animes sérios e depressivos. Episódio de humor a moda antiga! (Saudades de Ranma, A turma do barulho (Urusei Yatsura), Tenchi Muyo, Excel Saga, Di Gi Charat, Ninin ga Shinobuden …). Humor no estilo de outro trabalho da KyoAni que amo: Full Metal Panic? Fumoffu! Enfim, gostei muito!

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