Já deu

Depois do Arima, que eu perdoo porque ele parece ser louco mesmo (não perdoo não), apareceu mais uma personagem disposta a juntar Benio e Rokuro a qualquer custo: Subaru, ex-mestra da Benio e uma das doze cavaleiras do zodíaco dos exorcistas. Até agora já conhecemos três deles: Shingen, pai da Mayura, ex-mestre do Rokuro e comandante celestial (esse é o título de verdade deles, mas acho que vou continuar chamando de cavaleiros do zodíaco) extremamente mau humorado que gosta de contar histórias de forma enviesada para causar o máximo de treta possível e o Shimon, o comandante celestial menino. Se Galvão Bueno narrasse Twin Star Exorcists ele seria chato pra caramba, ahn, bom, ele sempre é, mas ele seria especialmente chato na hora de falar do Shimon: “Lá vai o Menino Shimon! Olha como ele mata os kegares! Mata um, mata dois, mata um monte de uma vez só! Não tem pra ninguém, olha a malemolência dele! Casão, você acha que o futuro dos exorcistas está garantido com o Menino Shimon?”. Algo assim.

Agora são três com Subaru, a ex-mestra da Benio (eles só se ferram com ex-mestres), a girl with gun elizabetana, a cavaleira do zodíaco que só pensa em homens (no que mais uma exorcista super-poderosa pensaria, não é mesmo?). Aliás, se entendi bem, já são quatro na verdade: o cara de emoji Tatara também é um. Eu achava que ele fosse só, sei lá, um shikigami da Subaru. Mas ok, se ele gosta de seguir a Subaru por aí quem sou eu para dizer que ele não deve, né? Adicionalmente acho que o Facebook estaria melhor se adotasse as expressões dele como emoticons ao invés da palhaçada que fizeram essa semana (quero meu Pac-Man de volta!).

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Ok, agora vou falar sério sobre o episódio. Mentira, não vou não. Ou vou? Bom, há um pouco de seriedade em toda bobagem que eu digo aqui. Ou em quase toda. Tanto faz. Enfim. Não achei esse episódio um desastre, e as duas estrelas e meia com a qual o avaliei devem deixar isso claro. Não obstante, eu não sei para que esse episódio serviu além de me deixar constrangido com uma adulta tentando fazer duas crianças de quatorze anos copularem. Em defesa dela pelo menos pediu (forçou) pra eles terem um encontro antes, andarem de mãos dadas, beijarem, o que já é muito melhor do que o Arima andou fazendo. Mas no final chegou no mesmo ponto, então é pervertida igual. Ainda mais quando se considera que ela já falava sobre “essas coisas” com a Benio quando ela era mais nova e estava em treinamento ainda.

Outra coisa que me constrangeu nesse episódio foi a queda brutal na qualidade da animação. Twin Star Exorcists nunca esteve perto do pináculo da animação de qualidade, mas na maior parte do tempo conseguia se esgueirar por ali entre as posições intermediárias. Esse episódio não, decidiram que se não podem ser o primeiro dos melhores, tentariam então ser o primeiro dos piores. Não sei se conseguiram, mas garanto que se esforçaram. Como a maior parte do episódio é só comédia até que funciona até certo ponto.

Animação de qualidade

Animação de qualidade

Mas esse ponto se restringiu somente aos momentos de comédia entre Rokuro e Benio quando eles faziam caras e bocas. Sério, nessas cenas a animação desse episódio ficou boa … quero dizer, ela colaborou, mas chamar de “boa” é exagero. Expressões caricatas são naturalmente mais fáceis de desenhar, e adicionalmente os animadores de Twin Star Exorcists devem estar acostumados a desenhar os dois protagonistas (eu espero, né!), então não ficou nada muito horrível. A Subaru, por outro lado … na cena em que ela apareceu pela primeira vez eu fiquei ligeiramente perturbado por não conseguir saber para que lado sua cabeça estava virada. Te juro que isso me causou dissonância cognitiva, o Rokuro falava com ela como se ela estivesse olhando para um lado mas eu podia jurar que ela estava olhando para o outro. A animação foi desse nível.

Por que ela tá olhando pro lado oposto e ele conversa com ela como se estivesse tudo bem???

Por que ela tá olhando pro lado oposto e ele conversa com ela como se estivesse tudo bem???

O poder dela é bacana, o do Tatara eu não sei qual é (pelo que descreveram deve ser difícil de entender a natureza do poder dele mesmo) e de relevante no episódio rolou o Rokuro perdendo o controle do seu braço direito que ele andou exercitando demais por causa do Yuuto (duplo sentido proposital) e a Benio aliviando ele (duplo sentido proposital), e depois de toda a forçação de barra da Subaru os dois meio que se entenderam sozinhos, de forma natural, provavelmente sem sequer perceber que era justamente aquilo que ela queria deles. Eu já entendi, os dois vão precisar formar um casal, então que seja assim de forma natural, e não por pressão de gente maluca como a Subaru e o Arima. Isso só é engraçado quando sou eu tentando juntar meus amigos (mentira, não tenho amigos).

Que fofinhos

Que fofinhos

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  1. Este episódio para mim, foi uma treta, até me apetecia escrever umas asneiras, mas por respeito ao redactor não o farei. Este episódio esteve cheio de clichés desde do inicio ao fim, se o anime continuar assim vou desistir dele, o raio do estúdio está a modificar o conteúdo, animação feia, eu sei que é um shounen, mas para quê fazer uma porcaria destas, o único shounen gigante que eu vi por completo, foi Bleach e gostei do inicio ao fim, até dos fillers gostei, agora este anime se tiver 50 episódios como se especula, vou pôr-lo de lado que eu já estou velho para ver certas cenas clichês (é por isso que prefiro os seinens, eu gosto de todos os géneros de anime, mas os shounens têm deixado muito a desejar (excepto o Ushio to Tora este está em outro patamar de épico). Agora falando do episódio em si, não gostei, e acho que deu para reparar nisso na frase acima, o Rokuro sempre com as suas atitudes estranhas, a Benio a mesma coisa, aquele familiar irritante da Benio nem digo nada, a nova general/sensei parece que veio perpetuar a treta do casamento, a animação estava ao nível de lixo, para mim estava pior que a animação de certos animes de 20 anos atrás, por este andamento a história não se desenvolve, a cena da luta da sensei Subaru até podia ter ficado boa, se não tivesse sido feita por um estúdio que só pensa no lucro e não na qualidade do produto que faz, para mim este episódio foi aquele que tive que ver com pausas a cada três minutos de tanta dor de cabeça que me estava a dar. Eu acho engraçado como dão um nome de uma marca de carros Coreana, à ex sensei da Benio, sério Subaru é marca de um carro, já em Re. Zero o protagonista tem o mesmo nome, às vezes acho que os japas têm um gosto estranho para dar nomes aos personagens.
    Como sempre, uma excelente matéria, só tenho pena que este episódio não tenha tido nada de jeito para discutir. Não sei como consegues acompanhar tantos animes nesta temporada, e nem imagino como arranjas coragem para escrever artigos a dar opinião sobre os animes mais fracos que são cheios de clichés.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      O episódio foi horrível mesmo, né? Vamos esquecer dele =D

      E fico feliz que eu não seja o único a um dia ter achado que a Subaru é coreana =D Não sei porque eu achava que ela era coreana, mas eu achava, enfim. Na verdade a Subaru é japonesa sim, uma subsidiária da Fuji Heavy Industries. Subaru é o nome japonês do grupo de estrelas Plêiades, que fica na Constelação de Touro. Curiosidade master: a montadora Subaru contratou o estúdio Gainax para produzir um anime. O resultado foi o belo Houkago no Pleiades, um anime de garotas mágicas que voam em vassouras que tem frentes que imitam as grades de carros da Subaru e fazem barulho de motor =D

      • Vivendo e aprendendo, é por isso que eu gosto deste site, já aprendi mais uma coisa nova hoje. Esse anime do Houkago no Pleiades é bom?

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        É um anime da garotas mágicas muito bonitinho e emocionante, do tipo que é raro se ver no gênero nos dias de hoje.

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