A triste partida de Chinatsu

Pesado esse episódio, não foi? Ele não é complexo, mas dentro do contexto de um anime tematicamente rico como Concrete Revolutio achei por bem deixar para analisá-lo junto ao episódio 11, final, dado que eles formam um único arco. Esse décimo episódio foi apenas o prelúdio do fim, que será, supostamente, uma “guerra”. A não ser que tenham guardado todo o dinheiro para o último episódio, não espero assistir muitas cenas de ação desenfreada – a animação nessa segunda temporada tem sido uma droga afinal, e olha que na primeira já não era grande coisa. E o mais importante: há muitas pontas soltas no enredo, muitos conflitos entre personagens para ser resolvidos.

Assim, para não deixar meus leitores (os dois ou três) sem nada sobre o anime essa semana escrevo esse artigo curto onde destaco uma cena sobre um dos temas principais do episódio. O grande tema, lógico, foi a tomada de decisão do Jirou, e embora eu pudesse especular muito sobre isso aqui (com grande chance de acertar), deixo para o futuro eu comentar sobre as motivações e implicações dessa decisão quando elas já forem completamente conhecidas. Separação por outro lado foi um tema exclusivo desse episódio (não que não possa ressurgir no próximo). Houve várias cenas que eu poderia ter escolhido que representam esse tema, mas escolhi essa: o momento em que Chinatsu, funcionária há décadas do Magotake, que viu o Jirou crescer, vai embora do laboratório. Até onde ela e nós sabemos até aqui, para sempre. Logo antes disso ela rasgou um cartaz do filme maldito que manchou irremediavelmente a imagem da família a quem serviu ora como secretária, ora como empregada doméstica. Ela não os odeia, ela queria continuar com o doutor e com o Jirou, mas ela não pode. A guerra faz isso com as pessoas.

A guerra obriga todos a escolher um lado – e não escolher lado nenhum é interpretado como escolha também. Na maioria das vezes ninguém tem escolha. Chinatsu não teve. Como não tiveram, esteja certo disso, Jirou, Emi, Kikko, Fuurouta, Raito, o casal Megasshin, o Planetário S, e quero acreditar que Jaguar também. Foram o Mestre Última e o Satomi quem tramaram durante anos à fio essa situação. Eles é que escolheram deliberadamente o caminho do conflito. O caminho que não deixou opção para muitas pessoas, super-humanos, youkais. O caminho que levou a tantas separações.

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