sorriso

Deixo o titulo para me referir basicamente na temática chave desse episódio será que os esforços para que o Kakeru tenha uma vida feliz são realmente frutíferos quando ele, como tratado no último episódio, não vê em si mesmo o direito de viver feliz em um mundo onde a sua mãe, supostamente por culpa dele, tirou a própria vida ? Será que uma pessoa que não quer ser feliz consegue ser feliz na marra ? O problema do Kakeru é um pouco mais complicado do que isso, nunca foi questão de conseguir fazer ele ser ou não feliz, o que a Naho e seus amigos devem despertar dentro do Kakeru é algo muito mais importante, amor próprio e egoismo. (o plano original era cobrir os episódios 11 e 12 mas eu fiquei inspirado na metade do caminho, o 12 virá amanhã)

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Dizem que rir é o melhor remédio, longe de mim contradizer essa ideia da qual eu sou a favor, porém simplesmente não é só isso, o sorriso enquanto ferramenta para demonstrar a própria felicidade é também um objeto de simulação, ao sorrir, nós transferimos a nosso cérebro a noção de que estamos nos sentindo bem e liberamos toda uma sorte de hormônios que transmitem sensações acalentadoras (não tenho certeza do porque, mas provavelmente pela mesma razão que mascar chiclete faz com que o estomago produza sucos gástricos mesmo que não engulamos nada), e isso apesar de parecer ótimo no papel pode ser bem ruim para o psicológico de uma pessoa.

Se você sempre tenta encarar seus problemas apenas sorrindo a tendência é que você se feche cada vez mais e passe a perder a noção do quão sérias são suas eventuais crises de animosidade, passar a usar o sorriso para fazer com que seus amigos ficassem felizes por ele estar feliz foi um ponto crítico no tratamento de “salvação” do Kakeru que fez com que ele parasse de entender o quanto ele realmente podia suportar de problemas externos sem que a questão de sua mãe ficasse problemática demais para ele lidar, basicamente quando a bad bateu, ela bateu mais forte que nunca, pois o Kakeru havia simplesmente se anestesiado dela por mais tempo do que era bom para alguém depressivo como ele.

 


Não havia resposta certa, e se houvesse era uma que nem mesmo o Kakeru sabia qual era, desamparado escondendo seus problemas familiares atrás de sorrisos Kakeru estava se remoendo por dias e dias, sua mãe não era a única pessoa que poderia partir de sua vida a qualquer momento, a avó de Kakeru estava doente e ele ao invés de cuidar dela estava se divertindo com seus amigos da mesma forma que se divertira enquanto sua mãe se suicidava, novamente ficar com seus amigos e viver sua vida de forma feliz poderia trazer dor e causar um desserviço a uma de suas pessoas mais queridas, talvez houvessem métodos melhores do que os que a Naho tentou para animar ela, mas ela não tinha como antever a imensidão da ferida do Kakeru, é impossível realizar essa análise que estou fazendo depois de ler, assistir e re assistir Orange nos malditos 10 segundos que a Naho tinha para falar uma coisa antes que o Kakeru achasse que fez mal em falar com ela, Naho seguiu o caminho fácil, o caminho que Suwa sempre seguiu, mas o Kakeru não precisava de uma mão amiga naquele momento, muito menos uma que se baseasse em algo que ele não faz ideia da existência (as cartas) o Kakeru precisava de uma resposta séria, e que mesmo assim dificilmente alguém poderia encontrar senão ele mesmo.


A insistência, as palavras gentis, o desespero de Naho, o que era um genuíno pedido de preocupação em busca de um entendimento sobre os sentimentos do Kakeru para ele definitivamente soou como um “hey, por favor abandone sua avó doente para ficar mais um pouco comigo, ela não vai morrer porque sim, vamos curtir”, o que veio ao Kakeru ao ter sua resposta negada, mesmo que pela garota que ele gostava foi pura repulsa e raiva, Kakeru então redirecionou toda a culpa que sentia de si mesmo momentaneamente para Naho e seus amigos que insistiram tanto para que ele lhes acompanhasse no dia em que sua mãe se suicidou e que continuavam a insistir em tira-lo da defesa de sua avó, nessa lógica retorcida Kakeru se enfurece com Naho e o pano para O maior e mais desesperador incidente da história do Kakeru (sim eu fiz essa piada) caiu. Ele e Naho estavam oficialmente brigados.


 

 

 

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