Adorei essa garota, hahaha!

Eu queria colocar um link aqui para você ouvir a música do episódio enquanto lê o artigo porque ela é incrível, não é? Mas isso não é possível. Pesquisando, descobri que não é nenhuma peça pré-existente ou coisa assim, mas uma composição criada especialmente para o anime. Sensacional, não é? Dentro da história do anime, é uma peça criada pela compositora fictícia Namie Horikawa, e foi criada na realidade pelo compositor da trilha sonora de Hibike! Euphonium, Akito Matsuda. A tradução de seu título em japonês é o título desse artigo: Dança da Lua Crescente (三日月の舞 – Mikazuki no Mai).

E a KyoAni finalmente fez isso, não fez? Um episódio totalmente dedicado à música. Teve lá as cenas anteriores, mas foi tudo apenas para entrar no clima do grande espetáculo que foi a execução musical, sem nenhuma interrupção (odeio animes musicais onde personagens aleatórios ficam me explicando o que eu deveria estar sentindo; ora, calem-se e me deixem ouvir a música e sentir por mim mesmo!). Para não deixar dúvidas de que aquilo era o importante do episódio, o encerramento tocou logo em seguida. Depois retornou e teve a premiação, mas isso era favas contadas já, não é? Ou acha que havia qualquer possibilidade do Kitauji, no meio da segunda temporada, ser eliminado? Ora, é claro que não. Foi uma situação completamente diferente do final da primeira temporada, onde por improvável que fosse, ainda havia uma pequena chance de que saíssem derrotados. Então a música esteve misturada a um enorme drama e tensão. Agora não. Esse episódio serviu apenas para curtirmos a melhor música e a melhor animação de que o Kyoto Animation é capaz em um anime para TV.

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Isso foi eu durante a apresentação inteira

Isso foi eu durante a apresentação inteira.

Acho que esgotei o assunto sobre a música em si na introdução, não é? Então agora vou falar um pouco sobre sua execução dentro da história do anime. Como uma banda inteira de adolescentes colegiais conseguiu realizar aquele espetáculo. Como a maioria, ou acho que todos, os animes musicais, Euphonium não é apenas sobre música. Possui uma grande carga dramática e seus personagens têm muito mais história do que apenas serem musicistas (aliás, falando em animes musicais, a resenha de Beck no Drop Hour, anime que eu indiquei a eles no âmbito da Corrente de Reviews, já está no ar, dá uma lida!).

E enquanto assistia essa apresentação incrível do Kitauji nesse episódio, me peguei pensando sobre quantas pessoas foram necessárias para que aquilo fosse possível. Quero dizer, lógico que eu já sabia desde sempre que a banda tinha muitos membros, nem tinha como não saber, não é? Eu os via frequentemente em ensaios e atividades do tipo. Mas essa apresentação deu quase tanto destaque a personagens secundários quase anônimos (anônimos não são porque eles são todos nomeados e identificados no material original no qual o anime se baseia) quanto para os protagonistas de primeira e segunda grandeza. Isso foi genial. Isso foi bonito. Isso dá o que pensar.

A Reina pode ser incrível. A Kumiko melhorou muito. Vários membros da banda podem ser formidáveis. Mas nenhum deles sozinho seria capaz de chegar onde chegaram – e não é só porque não poderiam tocar todos os instrumentos, evidentemente. Essa era a frustração da Reina no começo da primeira temporada afinal de contas, não era? Ela era uma trompetista de rara habilidade, mas sua banda ginasial não a acompanhou. Ela foi eliminada. Essa foi a causa da briga no ano passado que provocou a saída de diversos membros da banda do Kitauji: havia novatos talentosos, ou que pelo menos queriam tocar pra valer, mas os terceiro anistas não queriam saber de nada.

Mas dessa vez, finalmente, o Colégio Kitauji conseguiu reunir talento, esforço e foco em um objetivo. Claro que o professor Taki foi importantíssimo nisso, puxe a primeira temporada pela memória e vai se lembrar. Mas ele não os obrigou a nada: a primeira coisa que fez foi oferecer duas opções: o esforço ou a diversão. A escolha foi da banda. De todos os membros da banda. O professor, como maestro que é, apenas os conduziu pelo caminho que eles mesmos escolheram. E os conduziu, perdoe-me pelo trocadilho ridículo, magistralmente (se bem que nem é tão óbvio assim que a raiz das duas palavras é a mesma, mas eu tentei).

Saindo da música e voltando para o drama, assistimos alguns além do principal que envolve Kumiko e Reina nessas duas temporadas, e já temos uma boa noção de alguns outros que podem ou não vir a ser desenvolvidos daqui por diante. A história das protagonistas é incrível? Eu acho que sim. Mas pense de novo: a história da Mizore e da Nozomi não é fascinante também? Que tal a paixão frustrada da Hazuki pelo Shuuichi? Acho que renderia uma boa história também. E aquilo que estou apostando que será a próxima fase do anime, o drama pessoal da Asuka que, tudo indica, terá de abandonar a música ao fim do colégio? Tem a história de tragédia e superação do professor Taki também. Escolha aí. A Banda do Colégio Kitauji está cheia de histórias pessoais. Dentro da história, a Kumiko e a Reina não são tão especiais assim. Ninguém é.

Enquanto estão no palco, se apresentando, todos os membros tocam juntos em uníssono. São todos apenas parte de algo maior. O que não quer dizer, no entanto, que precisem abrir mão de suas individualidades para isso – muito pelo contrário! A Mizore recebeu o conselho muito específico de colocar mais de seus sentimentos em seu oboé. Ela sempre tocou para Nozomi, mas estava afastada da amiga e com medo. Agora pode tocar com alegria. A Reina, em que pese sua paixão pelo professor Taki, escolheu tocar para Kumiko. E contou isso para ela. Nem era necessária aquela sequência de flashbacks, só o rosto da bombardinista já havia deixado bem claro para mim o quanto ela estava emocionada enquanto escutava o solo da amiga. Todos subiram ao palco com seus próprios instrumentos e sentimentos e tocaram juntos, enquanto suas almas dançavam à luz do luar.

Todos juntos!

Todos juntos!

 

Revisado por Tuts – 50º

Hibike! Euphonium 2 está disponível no Crunchyroll.

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    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      É sim, inclusive o título desse vídeo em japonês diz exatamente isso =) Existem algumas execuções dele já, mas eu queria encontrar uma gravação com qualidade, sabe? Feita para ser gravação, não para ser só uma apresentação.

      Obrigado pela visita e pelo comentário =)

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