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Saudades de escrever sobre arquétipos… enfim, eu tive uma pausa de ano novo, porque eu fiquei e ainda estou com dores de cabeças frequentes. Só isso mesmo, eu não parei por preguiça… ainda.

No último post cobrimos boa parte do que rola em Briggs. Eu só queria falar que a partir desse ponto, eu vou cobrir de acordo com os acontecimentos e não episódios. Por quê? Bem, porque tá difícil de continuar assim, eu fico perdendo a noção dos episódios. Mas, indo pro que interessa, nesse post vou falar do Hohenheim. E, o Al, fica para um futuro próximo.


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Então… até agora a gente viu duas pessoas parecidas, o Pai e o Hohenheim. Bom, eu não lembro se tem um motivo dos dois terem a aparência igual. Mas vamos focar nos arquétipos. Os dois são “Professores Deus”(God Teacher). Como falei no meu primeiro post, tanto os heróis quanto os vilões podem ser Professores, até personagens neutros podem ser, não tem regra pra receber arquétipos. Obviamente o Hohenheim é do bem e o Pai é do mal. Pai, vulgo Pequenino do Frasco, é o professor de Amestris. Enquanto Hohenheim é professor de Xing. Dá pra falar mais do Pequenino do Frasco que do Hohenheim, pelo simples fato da autora focar mais em Amestris do que em Xing. Mas em termos de arquétipo, além de ser o Professor, ele tem traços do explorador e características, mínimas, de outros. Pelo simples fato do Pequenino do Frasco estar preso em uma “cerca”, em outras palavras o frasco, ele cria vontade de sair do frasco e conhecer o mundo além. Não falando que todos os aventureiros precisam ser burros, mas acredito eu que o pequenino do Frasco é inteligente demais pra ser só o aventureiro. Como vimos, ele é quem realmente treinou Hohenheim, e deu o conhecimento sobre alquimia pra ele. O que o Pequenino do Frasco não sabia sobre sentimentos humanos, Hohenheim ensinou pra ele e vice versa. Por causa dessa relação, ele tem várias características do arquétipo do Sábio. Sábios, como o nome diz, são inteligentes e procuram mais conhecimento, eles têm uma fraqueza que é adquirir conhecimento demais e nunca usar o que aprenderam. Mas esse tabu, ele quebra. E por isso ele é mais aventureiro que sábio, mesmo depois de ter conseguido um corpo imortal (tecnicamente é imortal) e se livrar do frasco. Ele meio que se perde e quer ir além, mas não sabe necessariamente onde, que leva à fraqueza do explorador que é: agora que eu pulei a cerca que me limitava, onde eu vou? Muito raramente depois deles se perguntarem isso, eles decidem ir em frente, mas não tem necessariamente um lugar em mente. O que causa eles criarem certos medos, como se sentirem deslocados, ou estagnados. Geralmente, esses mesmos medos são motivos dos fracassos deles. A partir daqui tem spoiler do final do anime (eu vou fazer uma exceção e ir direto pro final). Mesmo o Pequenino do Frasco conseguir ser um ser equivalente a Deus, depois do Ed e cia, atrapalharem o plano dele e ele voltar a ser o que era antes, ele entra em pânico e se perde. Essa parte é relacionada ao medo deles, ninguém quer regredir na vida, porém certas pessoas reagem diferente a isso, mas, no caso do explorador, regredir é um tabu, e como consequência de quebrar ele, o preço a pagar pode ser caro. Logicamente, o preço só é caro em Fullmetal pela temática, outros animes mostram isso, como Pokémon, quando o Ash perde a luta contra um ginásio ele não decide cometer suicídio só por uma derrota. Ou se você quer um exemplo mais realista… qualquer anime de esporte onde um time perde. Então, digamos que o preço a pagar depende da história. Concluindo o arquétipo do Professor Deus, bom, acho que você já sabe o porquê dele ser o professor. Liderar um bando de esquisitões anormais, falando que vai levar eles à glória é o principal motivo dele ser o Professor Deus. E, lembrando que ele ensinou “quase” tudo pro Hohenheim. Porque antes do Hohenheim conhecer ele, ele era escravo. Em outras palavras, Hohenheim não era uma pessoa “completa”, não acho que escravos naquela época tinham a chance de criar uma personalidade, então, podemos concluir que Hohenheim e o Pequenino do Frasco fazem a mesma coisa como professores, mas um é o Professor representando o mal e o outro representando o bem.

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Quando você engana todo mundo, fingindo que é santo mas por dentro tá mais corrompido que o capeta

 Falamos do Hohenheim no começo dessa série de artigos de Fullmetal, como ele era o “professor” dos irmãos. Mas acredito eu que a essa altura do anime, a história dele já foi coberta. Tudo bem que foi a Izumi que realmente treinou eles e etc, mas ele tem um pequeno espaço nesse arquétipo. Agora, eu acho que nenhum outro lugar compararia ele e a Winry. E eu provavelmente não compararia eles, mas estamos falando de arquétipos, então vamos lá comparar os dois. Além do Hohenheim ser o professor de Xing, o que eu já vou falar logo depois de eu explicar o Hohenheim como personagem, ele tem o mesmo arquétipo da Winry, “O órfão”. Bom, não conhecemos a história dele tão bem pra saber se ele ficou órfão mesmo, mas digamos que sim, né… a cidade dele literalmente sumiu do mapa. Porém, como “Órfão” é só um título, se ele ficou ou não, não importa. Mas, mesmo a cidade e as pessoas que ele conhecia sumirem, ele sempre considerou / tratou todo mundo como iguais. E infelizmente ele caiu nas mãos do maior medo desse arquétipo, solidão. É o que eu falei da Winry no passado, ela teve sorte do Ed estar perto e conseguir aliviar a dor dela. Se não, eu não sei nem falar o que poderia rolar depois, e definir o futuro dela. Se vocês estiverem curiosos sobre o que seria dela se ela tivesse atirado no Scar, saibam que ela poderia acabar como o Hohenheim, só que pior. Ed / Al poderiam acabar morrendo na luta e ela ficaria isolada no mundo e eventualmente morreria de solidão, o que aconteceu com o Hohenheim, mas por alguns problemas no corpo dele, ele não consegue morrer. E que resultou nele vivendo no medo dele por muitos anos. Com sorte, ele não perdeu a personalidade dele tentando se acostumar com as mudanças no mundo, mas considerando o que ele sofreu, seria muito difícil jogar fora o que viveu pra começar uma nova vida. Cof cof Subaru de Re:Zero. Mas indo pra Xing, bom, o único fato que eu tenho que ele é o cara que foi pra Xing espalhar alquimia. Foi quando teve a nevasca que separou Ed da Winry/Scar. Nessa parte, eles têm uma pausa pra tentar decifrar as anotações do irmão do Scar, eventualmente a May comenta do herói que levou alquimia para a terra dela, loiro de olhos dourados, e a Winry comenta que parece com o Ed. Quando Hohenheim sofre o choque dele, nós vimos ele sendo levado pra Xing e eu acredito que isso é suficiente e convincente pra falar que foi ele que espalhou a alquimia lá. Eu não tenho a mínima ideia do que ele fez lá, pra ver se ele realmente continuou com as características do “Órfão”, ou se ele desenvolveu outro arquétipo lá, mas voltou para Amestris e voltou a ser “Órfão”. Até encontrar Trisha, que por sinal, tem um arquétipo, que é “A Amante”, só pelo fato dela ter mudado o Hohenheim, foi pouco, mas mudou. E geralmente pessoas assim têm o medo de se esforçarem demais pra satisfazerem o seu parceiro, o que eventualmente os/as levam a uma tragédia.

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Charmander, Bulbassaur, ou Squirtle?

Eu acho que vou parar por aqui, eu ia falar da May, mas não esperava que falar do Hohenheim e do Pequenino do Frasco levaria todo esse tempo. Enfim, encerro aqui esse post. E nos vemos no próximo, que deve sair algum dia desses, mas ainda no mesmo mês… desse ano.

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