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Antes de mais nada, que abertura incrível! Acabei de assistir e estou escrevendo artigo sobre o anime agora, então posso estar sendo exagerado quando digo que é a melhor abertura da temporada, mas certamente é uma das melhores! De um elenco de poucos personagens da primeira temporada, essa segunda terá mais de dez, de todas as idades, procedências, e desempenhando os mais diferentes papéis na história. E o Yakumo continua ocupando posição de destaque, ainda que não seja mais o protagonista. Sua “partida” na abertura é de doer no coração, mas todos sabemos que isso uma hora terá que acontecer. Para o novo florescer, a saída de cena do velho é condição necessária.

O próprio rakugo envelheceu por causa disso. Higuchi, o escritor, disse que produtos culturais normalmente têm um ciclo de vida de 50 anos (não à toa é algo próximo a expectativa de vida de uma pessoa, quero crer, supondo que esse número tenha embasamento e não tenha sido apenas chutado na história), mas as histórias contadas no rakugo já duram mais de 300! Em um mundo em transformação é apenas natural que aquilo que se recusa a mudar seja apenas deixado para trás. Quando Yakumo e Sukeroku começaram suas jornadas na primeira temporada, ainda décadas antes de assumirem esses nomes, eles já sabiam disso. Sukeroku queria mudar o rakugo. Yakumo não queria. Ambos queriam que ele sobrevivesse e assim fizeram a famosa promessa, severamente comprometida pela morte de Sukeroku.

Mas se Sukeroku abraça a mudança, era apenas natural que outro Sukeroku surgisse para continuar seu trabalho – e chegamos a Yotaro. Sua trajetória ainda será cheia de obstáculos, mas ele já está no caminho certo. E, na hora certa, Yakumo irá sair de cena. Ele já se sente fraco, já prefere evitar multidões, já não tem mais tempo para ser severo o tempo todo, preferindo no mais das vezes mostrar o seu lado carinhoso que, sem dúvida, sempre existiu. E se mostra frágil. Yakumo nunca esteve tão frágil. Ainda é admirado por Yotaro, seu discípulo, Konatsu, que tem uma estranha relação de amor e ódio com ele, e todos os seus inúmeros fãs adquiridos ao longo das décadas. Ele é hoje o maior contador de histórias. Em seu auge intelectual, porém, já há muito passou de seu auge físico. O tempo é implacável. Ele não pôde ter uma morte trágica como Sukeroku e viver foi, de certa forma, sua punição. Viver pelo rakugo, viver pela Konatsu. Agora Yotaro já está pronto para assumir tudo isso no lugar de seu mestre, só falta ele se resolver com o seu passado.

O passado como yakuza não tem ajudado Yotaro

O passado como yakuza não tem ajudado Yotaro

E quem diria que seu passado não apenas voltou para assombrar seu presente, como permanece ativamente criando novos obstáculos! Então o ex-chefe yakuza de Yotaro é o pai do filho de Konatsu? Que reviravolta! O homem que já ameaçou sua família, que já o mandou para a cadeia injustamente, agora é também o pai biológico de seu filho e ex-amante de sua esposa. E a Konatsu amou aquele velho, não amou? A forma como ela o segurou, as palavras que disse, as lágrimas, seu lamento por se considerar semelhante à sua mãe, Miyokichi, tudo leva a crer que não se tratou de uma relação abusiva ou por interesse. Ela realmente gostou daquele homem – e talvez ainda goste, ao mesmo tempo em que gosta do Yotaro por motivos diferentes e talvez se sinta culpada por não gostar mais. Daí sua atitude ríspida com o próprio marido.

Yotaro não quis nem saber: explodiu em ciúmes e partiu para cima do poderoso chefão. Apesar da loucura que cometia, ele tinha certeza que não morreria apenas porque … fez uma promessa para Yakumo. Enfim, completamente louco. Mas assim é o amor, não é? Troia foi alvo da fúria de toda a Grécia por causa do ciúme de um homem. O chefe estava de bom humor, e certamente sua história com a Konatsu e com Yakumo (que se aproximou dele por causa do Yotaro! – diga-me se o mestre contador de histórias não é amoroso com os seus) ajudou a livrar a cara do Yotaro. E, claro, a própria presença artística (ainda que acidental) do protagonista foi importante também. A vida imita a arte.

Yotaro encara o chefão yakuza

Yotaro encara o chefão yakuza

E a arte imita a vida. Os planos de Higuchi agora estão mais claros: ele quer escrever novas peças de rakugo sim, mas não quaisquer peças. Ele quer escrever sobre nada mais nada menos do que a vida de Yakumo e todos que o cercaram! Por um lado é uma grande honraria ser eternizado em forma de arte, mas por outro não é também invasão de privacidade? Tenho certeza que Yakumo não quer que terceiros saibam de nenhum detalhe sobre a sua vida. Ele criou a Konatsu a vida toda, até que ela já fosse adulta, sem contar o que realmente havia acontecido no fatídico dia da morte de seus pais e toda a profundidade da relação que ele, Sukeroku e Miyokichi tiveram. E não foi por descaso. Disse e repito mais uma vez, porque achei esse um dos aspectos mais fascinantes do “novo” Yakumo: ele tem carinho genuíno pelos seus. Pela sua família, ainda que não seja de sangue. Desde criança e até hoje a Konatsu ainda tem pesadelos com a morte de seu pai, e desde criança e até hoje, Yakumo a acalma recitando uma peça que ela gostava, exatamente como era recitada por Sukeroku.

Konatsu quer, mas como odiar o homem que a criou com tanto cuidado?

Konatsu quer, mas como odiar o homem que a criou com tanto cuidado?

As sementes estão plantadas para os diversos conflitos dessa temporada, que tem tudo para ser ainda melhor do que a primeira. São raras histórias de uma vida inteira que são interessantes do início ao fim, mas está sendo incrível acompanhar a história de Yakumo. Todos os conflitos de sua infância, adolescência e vida adulta na primeira temporada, sua serenidade e sabedoria adquiridas em toda uma vida e, esteja certo, seu ocaso nessa segunda temporada. Se for como na primeira temporada, faltam 10 episódios. O tempo é implacável. Como na abertura, o relógio está correndo. Tic, tac, tic, tac.

Yakumo está velho e cansado

Yakumo está velho e cansado

  1. Este anime deveria ser considerado uma obra de arte, a primeira temporada foi muito boa e esta segunda, parece que ainda vai superar a primeira. Começando pela opening, só tenho uma coisa a dizer, é uma obra-prima, já fazia um tempo que não via uma música tão enquadrada nas cenas postas nela. A opening já deu alguns detalhes daquilo que pode vir a acontecer a um certo personagem, até tem o pormenor do som dos sinos da igreja, que pode insinuar que esse certo personagem não chegue vivo ao final do anime. Aconselho a veres o videoclipe da música, a Megumi Hayashibara, canta muito bem, a opening da primeira temporada de Showa foi boa (também da Megumi), mas esta segunda opening é muito boa, a Megumi que já tem 50 anos, continua com uma voz muito boa, é das poucas vozes que não me cansam os ouvidos.
    Começando pelo episódio 2 de Showa, ele foi basicamente todo centrado no Yotaro e o problema da tatuagem da Yakuza que ele tem nas costas. Pelo pouco que conheço dessa organização mafiosa, os integrantes que tenham esse tipo de tatuagem, já mataram alguém ou então conseguiram feitos que beneficiação determinada facção da Yakuza. Para mim o Yotaro não tem cara de assassino, mas não foi a roubar que ele conseguiu aquela tatuagem, mesmo se vindo a descobrir que ele foi preso no lugar do seu superior. Até aqui tudo bem, até que aparece o Yakumo, já visivelmente afectado da saúde, a levar o bébé da Konatsu para junto dela e a viu a dormir e começou a recitar o Rakugo do pai da Konatsu, eu já sabia que ele cuidou da Konatsu com carinho, mas não esperava que tal homem que se faz de forte, baixar a sua guarda e dar um carinho à Konatsu. Será que o Yakumo está a pressentir o seu fim, afinal ele já é bem velho.
    Agora o episódio 3, acreditas que eu já sabia de quem era o filho da Konatsu, só pela observação da opening, eu tinha dois palpites, o tal chefe da Yakuza ou então o mordomo do Yakumo, simplesmente pelos olhos do filho da Konatsu, afinal o tal boss da Yakuza é que era o pai. Eu não sei se concepção deste filho da Konatsu com o tal chefe Yakuza foi por acaso, pode ter sido por ela gostar dele, mas para mim a situação mais plausível é que ela queria um filho o mais depressa possível, para dar continuidade à linhagem do seu pai e não só para que este ainda ouvisse o rakugo do Yakumo. No Japão naquela altura, a mulher só engravidava se quisesse, já existia uma grande variedade de métodos contraceptivos, mais até em relação à Europa. Passando ao Yotaro, sinceramente eu gosto do personagem, não gosto é do seyuu dele, a voz do seyuu do Yotaro em relação à voz do seyuu do Yakumo é como a água e o vinho. Mas tirando isto, como não gostar da positividade do Yotaro e o facto de ele assumir um filho que não é dele e ainda defender a mulher que ama, não à mais elogios possíveis a ele.
    Já a Konatsu, não sei o que o autor(a) tinha na cabeça quando idealizou este personagem, eu gostei muito da fase da Konatsu quando era pequena, mas na fase adulta não a percebo, aquela atitude arrogante, decidir ser mais solteira, numa altura em que tal coisa era mal vista pela sociedade e ainda ser indecisa em relação ao Yotaro que a ama, ela não poderia querer mais, o Yotaro é um excelente ser humano.
    Aquele ataque de fúria do Yotaro em relação ao pai do filho da Konatsu até foi aceitável, ver a mulher dele no caro com outro homem não deve ter sido fácil (eu já estava a pensar se a Konatsu não estava a seguir as pisadas da mãe). Mesmo que o Yotarou tenha feito o maior papelão, mas ele tinha que esclarecer as coisas. Eu só acho que já está na hora da Konatsu aceitar o amor que o Yotaro tem por ela e já agora que os dois tivessem um Yotaro júnior. O Yotaro teve sorte de o chefe Yakuza ser calmo, porque se ele quisesse matava o Yotarou em dois tempos. A maneira como o Yotarou chamou todos os nomes possíveis ao Chefe Yakuza, foi muito boa, se eu falasse tão alto e rápido ficava sem voz. Agora falando do Chefe Yakuza, ele não parece ser má pessoa, parece até um cidadão normal, isso e a relação extraconjugal que ele tem com a dona da casa de chá (e outras coisas).
    Aquele escritor de óculos, não me parece ser má pessoa, nota-se que ele gosta do rakugo, mas andar a bisbilhotar a vida do Yakumo não me parece certo a vários níveis, não esquecendo que este mesmo escritor foi recusado por Yakumo para ser aprendiz do mesmo, será que rola aqui uma tentativa de vingança por parte do escritor.
    O Yakumo está dar as últimas, já não ralha tanto, não adverte mais o Yotaro, aquela cena em que ele interpreta um rakugo do seu irmão Sukerou foi muito triste, já se notava que o Yakumo não estava bem, no primeiro episódio quando o Yakumo recitava o seu rakugo já estava a dar sinais de cansaço, mas no episódio 3 é que deu mesmo a entender que o Yakumo não vai durar muito tempo. A emoção do Yotaro foi muito bem feita, aposto que tal rakugo foi música para os ouvidos do Yotaro.
    Não me vou alongar mais, estes dois episódios têm muito que se lhe diga, mas acho que já escrevi demais, por isso, como sempre, excelente artigo Fábio.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Eu considero esse anime uma obra de arte =D

      Fiquei bastante curioso, vou procurar o clipe da opening depois, obrigado pela diva!

      Sobre tatuagens da yakuza: é mesmo preciso ter “feito algo” para ganhar uma dessas? Bom, como estava na gangue desde a adolescência o Yotaro certamente deve ter pelo menos cometido pequenos furtos ou atuado como capanga intimidando ou espancando pessoas – o básico do dia a dia de uma organização criminosa que se infiltra em uma comunidade. De todo modo, mesmo fora da yakuza há muito tempo ele vai para sempre carregar o estigma de já ter pertencido a ela. Tatuagens são coisa séria (e muito negativa) no Japão. Mesmo já tendo sido preso e cumprido sua pena isso é algo que vai sempre voltar para perturbá-lo.

      Sobre o lado carinhoso do Yakumo, eu aposto que sempre existiu. Aliás, não preciso apostar, ele disse que fazia rigorosamente a mesma coisa para a Konatsu quando ela era criança e tinha pesadelos. Então é só questão de agora ele estar expondo muito mais esse lado – e o anime estar mostrando ele. Sem dúvida tem a ver com sua idade avançada também: não tem mais tempo nem energia para brigar. Resolver as coisas sendo educado e compreensivo pode ser bem mais rápido. E também ele não vai querer correr o risco de partir subitamente e deixar apenas uma imagem ruim, suponho.

      E estou gostando da Konatsu! Está briguenta e difícil como era desde criança, ora. O Yotaro só não conseguiu ainda conquistar plenamente a confiança dela. Mas ela não é mais criança e sabe que ele merece, e isso a incomoda, mas ela simplesmente não se sente assim ainda. Não escolhemos nossos sentimentos. Sua mãe não escolhia – e reagiu muito mal a isso. Ela está em situação ligeiramente melhor, supondo que não esteja apaixonada pelo chefe yakuza (se estiver essa história vai complicar …). Tenho noção da urgência que ela tinha em gerar um descendente de sangue do Sukeroku, mas não acredito que ela faria isso com qualquer um, sem sentimentos envolvidos, mas bom, espero que descubramos um pouco mais sobre isso =)

      O Higuchi é uma boa pessoa, mas sem dúvida é alguém obcecado pelo Yakumo, pelo menos desde o dia em que foi rejeitado por ele. As histórias do Yakumo são excelentes e todos adorariam ouvi-las (nós não estamos adorando assistir? hehe), mas a linha entre a homenagem e a invasão é mesmo bastante tênue, e ele não parece estar tomando nenhum cuidado.

      E propositalmente no fim, o Yotaro. Ele está passando pela mesma dificuldade que o Yakumo passou na primeira temporada, lembra-se? Encontrar o seu próprio estilo. O Yakumo tinha que fazer isso em meio a seus conflitos com a Miyokichi e o Sukeroku, além da pressão de ser o sucessor de seu mestre, coisa que ele absolutamente não queria. Já Yotaro não se sente tão pressionado mesmo sendo sucessor do Yakumo e ter adotado o nome Sukeroku, mas tem esses problemas do passado pra lidar que atrapalham não apenas ele, mas todos ao seu redor. Sem falar na sua recém nascida família. Próximo episódio começa com time skip, então espero que ele esteja mais sólido como um chefe de família pelo menos. A ver!

      Obrigado pela visita e pelo comentário =)

      • O preview do próximo episódio de Showa, já me deixou ansioso, nota-se claramente que houve um time skip, de pelo menos de uns 5 anos. Ver a Konatsu mais velha, com o cabelo um pouco mais longo e a tocar shimisen, ela ficou ainda mais bonita. Isso e o Yotaro mais velho também, ele nem no time skip muda o penteado, aquele corte de cabelo dele, pare aquele corte que aqui é considerado o corte de cabelo económico. Estou curioso para ver se o filho da Konatsu vê o Yotaro como seu pai, ele pelo menos em bebé notava-se uma química entre os dois, mas a idade costuma mudar as coisas, só vendo. O Higuchi, eu tenho o pressentimento que ele vai fazer merda, remexer no passado doloroso do Yakumo, pelo menos para mim, não me parece correcto, principalmente agora que se nota que o Yakumo já está a dar as últimas.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        O garoto vai ser muito novo ainda, nessa idade crianças são fofinhas e gostam dos pais. Só mais tarde que ele vai mudar =D

        E concordo sobre o Higuchi. Talvez esse seja o conflito final do anime?

      • Seria interessante se o Higuchi, protagonizasse o conflito final do anime. Estou desconfiado que o Higuchi vai descobrir algum podre do passado do Yakumo. Ao confrontar o Yakumo do seu passado, Higuchi talvez desencadeie um conflito em relação ao Yakumo e que quiçá leve à morte do mesmo.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        Não acho que a morte de Yakumo vá ser trágica ou que ele vá morrer com feridas ainda abertas. Também não acho que o Higuchi será o protagonista – o protagonista vai ser o Yotaro, o Higuchi apenas irá fornecer o pretexto para o conflito.

      • O Yakumo é capaz de morrer, calmo e sem arrependimentos, isto se o Yotaro cumprir bem a promessa que ele fez com ele. Acharia bem interessante se no final, o Yotaro recitasse um rakugo, sobre o percurso da vida do Yakumo, escrito pelo Higuchi. Seria uma peça difícil, já que a vida do Yakumo foi cheia de acontecimentos,, desde momentos alegres a momentos trágicos. Mas se o Yotaro estiver mesmo firme, na atitude de se tornar um contador de histórias, acho que sairia um excelente rakugo.

      • Se isso acontecer, vai ser uma cena linda, para quem viu a primeira temporada sabe que o Yakumo e o Sukerou eram melhores amigos, quase irmãos. Se quando o Yakumo passar para o plano superior e o seu irmão Sukerou o for buscar, vai ser daquelas cenas difíceis de esquecer.

  2. O peso do passado é grande. O Rakugo de Yotaro sempre foi executado de forma divertida, porém, me senti desconfortável ao vê-lo nesse episódio e, por pensar que essa seria à intenção, só me resta pensar que fizeram um ótimo trabalho na animação e dublagem. A tensão física e mental de Yakumo, no seguinte episódio, era visível ao executar o Rakugo de Sukeroku. O confronto entre o Yotaro e o seu ex-chefe também foi excelente .

    Fora isto, ótimo post. Até!

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      O Yotaro sempre foi engraçadão, por isso as imitações dele do Yakumo são excelentes. Mas quando sob pressão – por ter virado shin’uchi, por estar procurando seu estilo próprio ou em todas essas outras situações psicologicamente estressantes pelas quais ele passou, o Yotaro fraqueja bastante. Enquanto isso o mestre Yakumo está já com a saúde fragilizada e carregando todos os arrependimentos de uma vida mas sua interpretação segue inabalável, é preciso um super close-up para que nós, expectadores, notemos os pequenos sinais de que ele não está normal. Uma arte excelente, de fato!

      Obrigado pela visita e pelo comentário =)

  3. Só vendo a “tabelinha” entre o “Mexicano” e o “Patrício” Kondou-san vcs são responsáveis por eu querer ver esse anime agora! E como se diz em “chão de fábrica” “da primeira chapa ao último rebite!!”

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