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Episódio bem sólido de Gintama, com diversas lutas e uma ou duas mensagens interessantes (o que é francamente a forma que Gintama consegue brilhar melhor). Pudemos ver em primeira mão o poder de Kamui e Umibozou, enquanto seus laços de pai e filho são postos a prova por sua rixa e Shoyo se prepara para realizar a investida final que, supõe ele, derrotará o “Papi” da Kagura.

O ponto alto do episódio, porém, definitivamente foi o discurso motivacional que nosso incrível Katsura (ou deveria dizer Akira Ishida?), que divide a mesma voz com personagens icônicos como Xellos de Slayers, Nagisa de Evangelion e Gaara de Naruto (que apesar de tudo é um personagem com uma atuação incrível) , pôs em prática: uma lição sobre laços.

Imagino que todos saibam o que são laços afetuosos que dividimos com nossos entes queridos. No fim das contas é basicamente uma forma de nomear as relações que temos com outras pessoas, seja uma fita vermelha do destino que entrelaça amantes destinados ou seja apenas o que faz com que você se preocupe com o bem estar de seus amigos. As pessoas, via de regra, formam laços e convivem umas com as outras a partir de tais laços.

Os discípulos de Shoyo eram unidos por uma motriz, a vontade de seu mestre. Quando Shoyo morreu pelas mãos de seus próprios discípulos, não havia mais como eles se considerarem “os discípulos de Shoyo que carregavam a sua vontade”. Eles que haviam falhado como discípulos e perdido a guerra, jamais poderiam olhar na cara um do outro da mesma forma. O laço que os unia outrora havia sido rompido de forma violenta e todos acreditavam que assim permaneceria para sempre.

Não foi assim. Dizem que o tempo cura todas as feridas, não importa o quanto isso demore. Essa verdade conveniente é usada justamente para dar esperança a quem precisa, em Gintama, porém, curando ou não as feridas dos discípulos de Shoyo, o tempo lhes deu outras prioridades e missões, a vida seguiu independente da morte de seu mestre e, apesar de jamais terem se esquecido dele e continuarem a seguir seus ensinamentos, foi justamente isso que os botou lado a lado no fim de tudo.

Uma expressão bem prática a ser usada aqui é “todos os caminhos levam a Roma”. Tal expressão remonta da época em que Roma, como centro do poder mundial, tinha uma rota exclusiva de acesso independente de qual lugar do mundo (conhecido) se estivesse. Essa expressão pode ser aplicada sob a seguinte ótica “desde que você siga um mesmo objetivo, todos os caminhos que você acertadamente tome para chegar a tal objetivo, tendem a te levar a ele”.

Os 4 discípulos de Shoyo decidiram que estava na hora de seguir seu próprio estilo samurai de ser, conseguiram pessoas importantes que querem proteger, espalharam os ensinamentos de Shoyo e seguiram-nos com todas as suas forças. Tatsuma virou um pirata espacial mercenário, Katsura um rebelde que mudaria o mundo por fora, Takasugi um rebelde que mudaria as coisas por dentro da podridão do sistema, enquanto Gintoki decidiu só usar do que aprendeu para ajudar os outros. Cada um pegou uma via diferente e em certos casos oposta, mas todos guardavam as palavras de Shoyo dentro de si, e no fim de mais de 300 episódios finalmente se uniram em meio a um mesmo objetivo: proteger as memórias dos ensinamentos que seu mestre lhes havia passado, impedindo que ele mesmo as destruísse.

 

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