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Eu sinceramente não estou no menor clima pra escrever esse artigo, nesse momento provavelmente o que eu mais queria era estar debaixo de um cobertor sem fazer nada só esperando o tempo passar e pensando na vida, todos temos dias ruins, (apesar de não necessariamente ser o caso aqui) , alguns de nós têm uma vida ruim (o que definitivamente não é o caso aqui), outros têm que do nada aprender a lidar com mudanças repentinas que viram suas vidas de ponta a cabeça, o Okumura e esse redator que o digam. 

Foi um episódio bom, sem sombra de dúvida muito melhor do que qualquer episódio antes do 6, e na minha opinião também melhor que ele, o ritmo foi bem mais dinâmico e acrescentou bastante para o desenvolvimento do personagem, tivemos várias nuances que não tenho saco de examinar como a forma que a Mamushi, agora resignada, foi acolhida e ajudada por Renzo que antes a detestava, assim como temos o Shima preocupado com a loucura que o grupo planejava fazer para salvar o Rin mas que no fim foi ajudar mesmo assim.

All in All o tema que quero falar nesse episódio diz respeito a algo que normalmente não dou a mínima, os discursos vazios de amizade. Eu vou ser o primeiro a admitir que eu sou uma pessoa bem…exótica quanto a forma que me relaciono, sou o amigo absurdamente leal que vai acompanhar seus amigos em qualquer tipo de loucura  que concorde, eu estou bem ciente que isso não é como uma pessoa costuma agir e por causa disso tenho um apreço gigantesco pela temática da amizade porém também a vejo com extremo cinismo.

O diferencial do que acontece nesse episódio de Blue Exorcist é que pegaram a formula chata dos primeiros 4 episódios (rin bonzinho fala com amigo e converte ele de volta para o lago “rin é legal” da força) e transformaram ela em um approach completamente novo. Com a Shiemi sendo aquela que tenta convencer o Rin que ele está sim certo e que a culpa de toda essa situação horrível não é dele. Considerando o build extremamente longo que tivemos para algo do gênero essa cena foi genial e se aplica aos personagens de uma forma excelente.

Basicamente depois de ser continuamente odiado por todos devido ao sangue que corre em suas Rin simplesmente havia perdido a fé em si mesmo, aquilo que ele sempre lutou para acreditar (que no fim das contas ele não era um monstro, era só o pai dele que era um) estava em frangalhos com as continuas liberações do fogo azul ferindo pessoas próximas a ele. Rin precisava de alguém para ajuda-lo como ele havia ajudado tantas vezes, e essa pessoa foi a Shiemi.

Se existe uma pessoa tão imbecil e honesta quanto o Rin em termos de como lidar com seus amigos essa pessoa é a Shiemi, vivendo sua vida isolada com as memórias de sua vó, ela nunca teve amigos e aprendeu a valoriza-los como se fossem seu bem mais precioso (inclusive quase sendo possuída por um demônio por causa disso). Rin sendo sempre uma pessoa extremamente aberta com seus sentimentos foi lentamente se sentido pressionado e pressionado, incapaz de dizer o que estava pensando pois seus amigos não queriam lhe ouvir até que chegou ao ponto de ter um choque emocional.

Porém o choque foi exterior, em seu interior ele ,que ainda se importava profundamente com seus amigos, foi incapaz de desejar mal a Shiori, que no fim recebeu uma saraivada de chamas azuis não quentes com ódio, mas mornas com as lágrimas que Rin derramava por finalmente falar o que estava dentro de seu amâgo. As chamas que não machucaram Shiemi permitiram que ela fosse ao encontro de rin e que lá mostrasse a ele que não havia razão para se considerar um monstro.

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