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Esse episódio é o que acontece quando o ritmo da história é ruim e percebem que não vai dar tempo de encerrar de forma satisfatória se continuarem assim? Dão um jeito de inserir todos os personagens em um só arco?

Não que seja ruim. Gostei bastante do clima desse episódio e nenhuma aparição soou forçada. Inútil talvez, mas não forçada. Tudo teve uma razão de ser e cumpriu um propósito, ajudando a compor um episódio verossímil. Mas ainda é o sétimo episódio então esse próximo arco não deve ser o final. E nem pode, o Sorey ainda tem muito o que aprender e fazer ainda. Sigo duvidando que tudo será resolvido no anime.

Mas esse episódio foi legal e o arco que ele iniciou tem tudo para ser também, então até aqui estou ok e vou deixar para reclamar só quando a hora chegar – e sigo na torcida para que essa hora nunca chegue.

O conflito entre o ganancioso e egoísta Bartlow e a generosa e altruísta Alisha prossegue em uma espiral ascendente e cada vez mais poderosa – exatamente como os tornados que vêm surgindo ao redor de Ladylake e estão cada vez mais perto de ameaçar a capital de Hyland. O que está em disputa não é isto ou aquilo, não é um objeto, uma mera posse, uma posição privilegiada, ou algo pequeno assim. É o próprio futuro do reino. A visão e o objetivo de ambos se chocam de forma irreconciliável e nenhum dos dois irá ceder. E quem está em posição desprivilegiada é, lógico, Alisha.

Como ela, a princesa, se tornou tão impotente? Quando um mero burocrata (provavelmente um nobre) se tornou tão poderoso? Acredito que tenha a ver com o fato da mãe da Alisha ter origem plebeia e ela própria ter nascido quando seu pai, o rei, já era tão velho. Àquela altura, até onde se sabe sem herdeiros, toda a corte já devia dar de barato que um dos seus seria o próximo a sentar-se no trono de Hyland. Então surgiu Alisha. Desde antes dela nascer seu pai deve ter sofrido toda sorte de pressões para garantir mais poder aos burocratas e diminuir o de sua própria prole. Agora Alisha cresceu mas não a obedecem mais do que um punhado de soldados de sua guarda pessoal. Em seu excesso de bondade e vontade de evitar conflitos, porém, ela parece ter buscado apenas contornar quaisquer dificuldades que se lhe tenham sido impostas ao invés de confrontar seus adversários. Foi sua boa vontade que a deixou nessa situação atroz.

Zaveid deu as caras brevemente

O demônio que a tentou está correto. A primeira pessoa que Alisha deve culpar é a si mesma. Se tivesse enfrentado e exposto Bartlow quando isso ainda era possível talvez tudo o que está acontecendo agora pudesse ter sido evitado. Soldados seus, companheiros seus, já morreram. A princesa sequer se pode dar ao luxo de dizer que pelo menos evitou quaisquer mortes. Nesse momento crítico em que os exércitos de Hyland deveriam estar dedicados a ajudar a população vítima dos tornados eles estão mais ocupados com a nada nobre tarefa de caçar Alisha. Para não mencionar que é quase certo que os tornados só existem em primeiro lugar porque o conflito assumiu a dimensão que assumiu. A dimensão que Alisha permitiu que assumisse, enquanto ela tentava de todas as formas possíveis fingir que não existia ou se esquivar dele.

Bartlow está disposto a qualquer coisa para derrotar Alisha, enquanto Alisha não está disposta a derramar uma só gota de sangue para vencer Bartlow. É uma luta desigual por natureza, de qualquer ângulo que se analise. Ela enfrenta um terrível dilema mas a conclusão a que chega é que deve continuar fazendo o que sempre fez. Talvez não tenha conseguido chegar a conclusão alguma e apenas decidiu continuar como estava? Talvez tenha concluído que depois de tanto sacrifício seria uma desonra mudar, além de desrespeitoso com os que já morreram defendendo-a? Qualquer que seja a resposta, no mínimo a princesa merece ser admirada por sua coragem e por sua vontade de ferro.

Ter aliadas como Sirel e Ian ajuda um bocado

  1. Este episódio foi bom, só pelo simples facto da Alisha ganhar destaque outra vez. Vou começar pelo pai da Alisha, ele não é um pai, é um monstro. Lá por ele ter tido uma filha com uma plebeia, quando já era velho, não lhe dá desculpa de não a defender em relação aos ataques venenosos do Bartlow. Geralmente um rei, na Idade Média, quando tinha filhos já velho, era um grande problema, pois levantava dúvidas em relação à paternidade e se fosse bastardo a situação ainda era pior. E este é o caso da princesa Alisha, filha do rei com uma plebeia. Eu só acho que o rei está debilitado, por influência de alguma artimanha do Bartlow, só acho. O Bartlow, continua a mesma cobra peçonhenta de sempre, em vez de usar os soldados do reino, para salvar as populações afectadas pelos tornados, não usa esses mesmo soldados para encontrar a suposta traidora, princesa Alisha.
    Agora falando da Alisha, ela tem uma vontade de aço, ela sabe que aquilo que almeja, é demasiado utópico, quase impossível, mas ainda assim segue com a ideia de tomar Ladylake sem verter uma única gota de sangue. Aquela cena onde a Alisha e os seu homens acampam, num sitio ermo, para cuidar dos feridos e são atacados pelos seus próprios aliados. Tal cena, demonstra a falta de moralidade, decência, em uma guerra civil. O embate entre o Baltrow e a Alisha, deu origem a uma guerra civil, e tal guerra civil aumentou em muito a malevolência na capital Ladylake, aqueles tornados não surgiram do nada. Como foi bom rever o Zaveid, ele como sempre, as suas entradas são sempre em grande. Ele ainda não se esqueceu da promessa do pastor em salvar o irmão Dragão da Edna, mas por este andamento o anime, vai passar ao lado neste anime. Aquele demónio que tentou a Alisha, é mesmo irritante, ele não percebeu desde o inicio, que a Alisha não se deixa manipular, ela tem as suas convicções. E mais importante ainda, ela tem os seus homens, que apoiam os seus ideais como a Sirel e a Ian. Não me posso esquecer, daquela ordem nojenta do Bartlow, expor em praça pública, a professora mestre da Alisha. Aquilo foi um golpe sujo, o Bartlow sabia que a Alisha ia salvar a sua mestre, agora será uma questão de tempo, para a Alisha ser capturada.
    Aquela táctica de invasão da Alisha à capital Ladylake, em termos reais, ia correr muito mal, as armaduras fazem barulho, o andar na água faz barulho, se a cidade estivesse minimamente protegida, a Alisha e o seu grupo nunca teriam saído da água com vida. Não me posso esquecer do pastor e o seu rebanho, só espero que eles não vão cheios de ideologias para a tomada da capital, tal coisa só estragaria o episódio.
    Como sempre mais um excelente artigo, de Tales Fábio.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      A posição do rei de Hyland, pai de Alisha, e a posição de reis em estados medievais em geral, é complicada. Concordo que ele é um fracasso como pai. Mas ao mesmo tempo não sei se muitos agiriam diferente dele. Ao menos quer ver a filha mais uma vez, viva, então afeto ele tem, só sente que não se pode deixar governar por isso. No fundo a Alisha, filha de plebeia, sempre foi uma estranha ali, o Bartlow sempre esteve em vantagem. Me parece que em seu idealismo a princesa nunca tentou derrotar seu adversário, sempre fez apenas defender-se, e agora se vê nessa situação atroz. Ela própria está em risco de vida, soldados seus já morreram, sua mestra está sendo supliciada, súditos do reino morreram e continuam morrendo por causa das prioridades erradas que o Bartlow impõe. Se Alisha tivesse sabido ser mais política, ou mais agressiva, ou de qualquer forma tivesse confrontado o Bartlow no passado talvez nada disso estivesse acontecendo. A culpa é dela? Decerto que não. Mas ela poderia ter evitado. Sinto que o Sorey parece às vezes tão indeciso, tão inseguro, porque é esse tipo de equilíbrio que ele está procurando.

      Sobre a invasão a Ladylake, bom, certamente não funcionaria no mundo real, mas em um RPG eletrônico esse tipo de absurdo funciona e é bastante comum, hehe.

      Obrigado pela visita e pelo comentário! =)

      • Vamos ver o rumo que o anime vai levar. Mas espero ver mais da Alisha, ela ainda tem muito para dar. Aquele assalto à capital, em termos reais seria impossível, os fossos não davam para serem transpostos, geralmente neles haviam animais carnívoros, quem lá pusesse os pés já não saia de lá.

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