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A palavra chave desse anime é resetar. Ela até está contida no título, mas o que é resetar? Isso é algo muito simples de responder, pois resetar é nada mais nada menos que apagar algo para reiniciar. De forma prática e didática o exemplo dos jogos de vídeo game é o melhor para explicar o reset, pois nos jogos o jogador pode voltar as fases quantas vezes quiser para refazê-las, ou seja, todas as missões realizadas pelo jogador são apagadas dando a impressão de nada aquilo ter acontecido.

O poder de Misora Haruki (protagonista feminina), que é um dos fatores que movem a trama, é fácil de ser compreendido, mas a história que gira em torno dessa habilidade não. Eu não considero a história desse anime uma porcaria ou algo similar, eu acho apenas meio complicado pois não estou acostumado com esse tipo de narrativa. Dizem que essa história se encaixa na definição “esse não é um anime para todo mundo” mas o que seria “não é para todo mundo”? A resposta é simples, significa apenas que não é uma história que vá agradar a todos pois ela não é muito acessível devido a uma narrativa complexa, cheia de diálogos e discursos filosóficos, além de não ter muito movimento.

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O mundo onde se passa esse anime é interessante, pois temos uma cidade onde metade da população tem alguma habilidade especial, embora a maioria delas não seja grandes coisas. Outros detalhes importantes são que as pessoas ao saírem da cidade de Sakurada perdem os poderes e ao que parece a informação de que tem pessoas com poderes na cidade é preservada e não foi revelada para o resto do país ou do mundo.

Os protagonistas dessa história se completam pois suas habilidades, embora diferentes, são complementares e juntos fazem a história se mover. A protagonista feminina (Misora) é sem graça e tem comportamento de um robô, pois ela não tem vontade própria, sendo completamente dependente do protagonista masculino (Kei). O Kei Asai é um garoto aparentemente comum que tem a habilidade de lembrar do passado através dos cinco sentidos, permitindo que ele lembre de qualquer acontecimento passado com precisão, significando que a memória dele é acima da média.

Memória de infância

A habilidade de resetar da Misora é facilmente confundida com viagem no tempo, entretanto, não é a mesma coisa, pois numa viagem temporal a pessoa se desloca de uma linha temporal para outra, já no caso do reset os personagens não precisam se deslocar de uma linha temporal para outra, pois no nesse fenômeno todas as informações dos últimos 3 dias são deletadas.

Dentre as personagens de suporte, a que mais chamou a atenção foi a garota que juntou Kei e Misora, por algum motivo que não ficou muito claro e por motivos aparentemente desconhecidos se jogou de uma ponte.

Se eu não estou enganado, a sinopse do anime dizia que os protagonistas fazem parte do clube de serviço, onde ajudam pessoas a resolverem problemas usando suas habilidades com a permissão do escritório, que é responsável por manter o controle sobre aqueles que têm poderes. Mas no início da história vemos os personagens antes de criarem tal clube, que é formado no final do segundo episódio. Por falar em escritório que controla a população com poderes, eles têm papel fundamental na história, pois eles supervisionam o clube do qual os protagonistas fazem parte.

Será que Misora realmente não sentiu nada ao ver Kei abraçando outra garota?

A habilidade de resetar acaba se tornando inútil, pois a sua usuária também é afetada, significando que nem ela mesma sabe se realmente foi útil o uso de sua habilidade. A Misora costumava usar o reset quando alguém chorava, o que segundo ela era uma de suas regras para usar esse poder, todavia, deletar todos os acontecimentos de um determinado período de tempo (3 dias) não significa evitar algum mal ou tristeza, principalmente devido ao fato da própria usuária não poder interferir depois de resetar porque também foi afetada.

Com a ajuda de Kei, Misora foi capaz de presenciar o fato da sua habilidade ser realmente útil para ajudar alguém, pois ele consegue auxiliá-la através da sua habilidade de lembrar do passado. Toda aquela situação em que eles ajudaram uma garotinha provou que as habilidades deles juntas podem ajudar as pessoas e que separados o alcance de ajuda através de seus poderes é mínimo. Além de servir para Misora ganhar mais confiança e passar a exibir um sorriso tímido que antes ela não tinha, fazendo-a parecer mais um robô, porém, mesmo assim ela ainda tem atitudes “robóticas”, como confiar cegamente em Kei. Para sorte dela, ele não é uma pessoa, e aí eu lembro daquela conversa filosófica sobre ajudar os outros, que aconteceu no primeiro episódio, onde é contada uma história interessante sobre uma pessoa amaldiçoada por Deus, que passou a sentir dores ao ver pessoas tristes e após isso passou a ajudá-las, depois Deus cria uma cópia dela e ela passa a imitá-lo, ajudando todas as pessoas tristes. Deus deu a eles os nome de Zen e Gizen, mas quem seria Zen e quem seria Gizen?

A discussão levantada acima é interessante devido ao jogo de palavras (Zen = bondade; Gizen = hipocrisia). Percebemos que existe uma ligação entre a hipocrisia e a bondade, pois o “original” da historinha contada praticava o bem para si próprio e não porque queria acabar com a tristeza das pessoas. Baseado nesse jogo de palavras dá para entender que a hipocrisia é vista como uma falsa bondade, e o que define se uma atitude é boa ou não, não é apenas o ato em si e sim a intenção.

Pobre garotinha, felizmente o problema dela é resolvido

Os dois primeiros episódios corresponderam a um arco onde os protagonistas ajudaram uma garotinha e consequentemente, a protagonista feminina, que além de cortar o cabelo, ficou um pouquinho mais confiante, chegando a esboçar um tímido sorriso, mas continua sem graça e totalmente dependente do Kei, o que é um ponto negativo, pois uma protagonista sem personalidade é muito ruim.

O terceiro episódio é um novo arco que começa com uma simples procura a um gato que acaba virando algo mais profundo e filosófico.

A parte técnica é ok, a paleta de cores não é chamativa mas até que combina com a história. O protagonista masculino, ao contrário da Misora, parece ter um pouquinho mais de carisma, apesar de aparentar ser apenas um garoto comum. A interação entre Misora e Kei parece funcionar pois seus poderes se completam mas a dependência dela para com ele é ruim, pois faz com que ela pareça mais um robô do que humana.

Confesso que esse anime me exercita bastante a mente e que vou ter trabalho para escrever sobre. Espero que essa jornada acompanhado Sagrada Reset seja divertida.

Obrigado a todos que leram este artigo e até a próxima!

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