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Bahamut é um anime que sempre tem um monte de coisa acontecendo, e esse episódio não poderia ser diferente. Azazel está tentando convencer os demônios de que é capaz de derrotar os humanos. Um pouco mais sobre o passado do Rei Charioce é revelado e Kaisar finalmente reúne coragem para opor-se firmemente ao monarca. E de quebra, parece que a Rita talvez tenha algum apego pelo cavaleiro..?

Mas a grande estrela do episódio foi mesmo o Mugaro. Ou seria a Mugaro??

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Eu não sei nada de japonês então não faço ideia de como costumam tratá-lo normalmente. Sei que ele sempre se vestiu como um garoto e as legendas sempre se referiram a ele no gênero masculino. Mas parece que a Nina, muito mais próxima a ele do que eu, está convencida de que ele é ela, e até comprou um vestido para … a Mugaro? Mugaro apenas sorriu, como sempre. Baco pareceu confuso com suas novas roupas, mas ele nem devia conhecer Mugaro até há pouco, então isso não quer dizer nada. Só que a Nina, a personagem mais cabeça de vento desse anime, achar que Mugaro é uma garota também não quer dizer nada. Esse detalhe é pouco importante, mas só faz aumentar o mistério ao redor do filho (ou filha) de Joana D’Arc. E se tem uma coisa que Bahamut gosta é de personagens misteriosos.

Uma tarde de garotas

Lembra da Amira, da primeira temporada? Lógico que lembra, quem não lembraria da protagonista do anime. Ela era um total mistério, não sabia direito quem era ou de onde vinha, só sabia que se roubasse uns itens aí reencontraria sua mãe. Surpresa! Isso era memória forjada! Tudo o que ela conseguiu foi libertar o Bahamut – ou melhor, ela tornou-se a chave que rompia o lacre do Bahamut, e por ele foi absorvida. As informações sobre ela foram sendo reveladas bem aos poucos até o grande clímax final. Mugaro não deve ser capaz de libertar o Bahamut, mas com certeza encerra em si própria (ou próprio) um grande poder. Algo usado levianamente por Azazel, o demônio, sem saber com o que estava se metendo. Algo ambicionado por deuses e temido pelo rei dos Homens. Um poder capaz de virar completamente o rumo do conflito.

E que a tonta da Nina leva pra passear na cidade para fazer compras. Tudo bem, ela não sabe de nada, não falei no mal sentido. É que ela é uma tonta mesmo, não é? Isso é parte da graça da Nina. E depois de conhecer Azazel, ver de perto a realidade dos demônios, o seu senso de justiça está quase fazendo-a finalmente escolher um lado. À rigor, o que ela fez já pode ter sido suficiente para atrair as atenções para ela e fazer com que não haja mais escolha, mas acho que o Mugaro (ou a Mugaro) acabou se destacando muito mais no final das contas e ela (ou ele) é que deve acabar sendo lembrado (a) se esse caso vier a chegar nos ouvidos do governo. E o Rei Charioce ficar mais perto de encontrar o filho (ou filha) de Joana D’Arc é francamente pior do que ficar mais perto de encontrar o dragão vermelho.

A garota dragão estava louca pra dar umas boas porradas mas Mugaro foi mais rápido (ou rápida)

Mas uma coisa me agradou naquela cena: o povo comum não é todo à favor da escravidão, ou pelo menos dos maus tratos contra os demônios. Claro, os seres humanos tinham todos os motivos do mundo para temer os seres das profundezas, então não espero ver um movimento abolicionista ou coisa parecida surgindo entre humanos, mas as pessoas comuns na rua ainda assim foram capazes de sentir empatia por um demônio injustamente maltratado por seu dono humano.

O Rei Charioce por outro lado quer mesmo é subjugar a tudo e todos, e não deixará pedra sobre pedra no caminho de sua cruzada particular contra deuses e demônios. Se ele não visse utilidade em Kaisar como um meio de chegar à Azazel e à filha (ou filho) da Guerreira Santa, tenho certeza que o teria mandado prender ou matar ali mesmo. Nada pessoal, ele só não pode permitir que exista divergência. A coragem de Kaisar é louvável, mas temo que ele possa estar confundindo a natureza de seu rei. Sim, o que ele diz pode fazer sentido, ele pode parecer bem intencionado ainda que se discorde dos meios dele, mas eu não tenho dúvidas de que não há um pingo de boa-fé sob os ombros do monarca. Ele é apenas um adolescente mimado que passou por muito mais do que devia e tem muito mais poder do que poderia. Filho de uma concubina, o desastre do Bahamut e o caos subsequente selou seu destino dando-lhe a oportunidade de agarrar o trono de Anatae.

No fim das contas, quem exatamente é Mugaro? Meio humano e meio divino, quase certamente. Segundo Kondou, leitor habitual do blog, ele (ou ela) não é senão a reencarnação de Miguel, o deus que concedeu seu poder à Joana D’Arc na primeira temporada e que morreu para salvá-la. Eu gosto dessa hipótese. Explicaria seu abundante poder e porque ele é tão visado por deuses e humanos. Mas quem seria o pai? Há um pai? Talvez um deus só possa nascer de uma virgem santa. Mas se é para fazer especulações selvagens, quão legal seria se essa criança fosse filha de Kaisar, que treinou com Joana anos atrás? Tem até o cabelo preto! Se bem que pelo que vi nesse episódio eu acho que a Rita ficaria bastante irritada caso isso fosse verdade e ela descobrisse.

Tomar um caldo da Rita parece ter enfiado um pouco de coragem no Kaisar

  1. Este episódio de Bahamut foi o mais fraco/mediano até agora, mas ainda foi bem interessante. Começando pelo mistério do género do Mugaro, eu acho que ele é um garoto. Bahamut apenas seguiu a tendência das personagens principais femininas têm de vestir os garotos fofinhos com roupas de mulher. A Nina apenas fez aquilo para aliviar um pouco o clima do anime. Se bem que a certa altura o facto dela se referir ao Mugarou como ela, já me estava a deixar confuso. Aquela parte dos escravos e do senhor sem escrúpulos na rua onde a Nina e o Mugaro estavam, foi muito interessante. Foi interessante ver que nem todas as pessoas daquele reino concordam com as políticas do seu rei. Além que é sempre engraçado ver a Nina toda preparada para uma luta. Nunca na vida aqueles mercenários ou bandidos que estavam a fazer escolta daquele capataz, teriam uma chance de magoar a Nina. Mas nesta cena quem roubou os holofotes foi o Mugaro, ele é muito poderoso, aquele poder dele, cada vez mais confirma a minha teoria que ele é o Micael reencarnado. Quanto à questão do pai dele, eu acharia muito interessante, se a Joana tivesse tido um caso com um Kaisar, depois daquela segunda short story é impossível não shippar os dois.
    Agora a parte, em que se pode ter descoberto uma coisa interessante. Afinal a Rita parece nutrir algum interesse romântico no Kaisar. Interesse muito bem escondido pela mestre necromancer Rita até agora. O Kaisar além de estar num dilema ele é péssimo a perceber o clima em seu redor. A Rita por momentos pensou que aquilo fosse uma declaração de amor por parte do Kaisar, mas eram apenas lamurias da parte dele. Nesta cena até tivemos a oportunidade de ver uma segunda vez o ataque épico da Rita (poder usar os membros do corpo daquela maneira deve ser bem interessante).
    Quanto à última parte,o confronto entre o rei Charioce e o Kaisar foi o ponto alto do episódio. O Charioce como eu pensei é o vilão, o passado dele é até meio cliché para a sua postura como governante controlador e conquistador. Se formos a ver bem, o Charioce está-se a caga. para os valores de cavaleiro do Kaisar, ele apenas quer deixar a sua imagem e feitos nas história daquele mundo, nem que para isso precise de exterminar os deuses e os demónios. Já o Kaisar, com os seus ideais de cavaleiro, está de profundo desacordo com o seu senhor e rei Charioce, ao ponto de levantar a voz e a questionar as acções do seu rei. E o Kaisar de certa forma vai agir contra as ordens do seu rei, ele defende uma convivência pacífica entre humanos, deuses e demónios.
    Aquele subordinado loiro do Kaisar, é mais sincero do que eu imaginava. Ele só entrou nos cavaleiros de Órleans por causa da Cavaleira Santa Joana, que ele idolatrava.
    O Azazel está a ficar execrável outra vez, foi nojento a forma como ele se vangloriou com os outros demónios, quando disse que ia usar a Nina para atingir os seus fins.
    Não posso acabar o meu comentário, sem fazer uma referencia ao Deus mito Baco e o seu fiel amigo deus pato. Fartei-me de rir quando ele no final do episódio, tenta confirmar se o Mugaro é mesmo a criança procurada pelos Deuses. Quando o Baco leva um pontapé da Nina e o Mugaro acorda e o Baco vê o olho divino no Muggaro, aquele grito do Baco no final foi muito engraçado.
    Como sempre, mais um excelente artigo de Bahamut Fábio.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Bom, que serviu de alívio cômico é inquestionável, independente do gênero da criança, hehe. Melhor ainda foi ver o Baco perguntando que diabos eram aquelas roupas. E foi bem interessante sim a cena dos escravos, por vários motivos:

      – A Nina gosta de medir sua força com os outros (não por acaso ela também tentou pagar uma loja com uma queda de braço, hehe).
      – Mugaro consegue fazer as coisas evaporarem com a força do pensamento. Isso é absurdamente poderoso. Mas ele não parece ter força física nenhuma, se alguém chegar até ele, já era. Ainda bem que tem justo a Nina a seu lado.
      – Como citei no artigo já, satisfatório saber que nem todos apoiam maus tratos de demônios, mesmo que talvez não sejam contra a escravidão.

      Não aposto tanto que a Rita tenha sentimentos românticos pelo Kaisar, mas ela conhece-o há bastante tempo então é inevitável ficar abalada/ansiosa com algo assim. Os casais de maior sucesso estão na verdade muito mais próximos de grandes amizades do que de paixões tórridas. Acho que foi o caso dela. E depois ela ficou irritada e confusa consigo mesma. Mas logo volta tudo ao normal.

      Não sei também se o objetivo do Charioce é deixar seu nome na história. Ainda acredito que possa ser pura vingança. Ou talvez seja ideologia mesmo, depois de tudo o que ele viu ele não confia em ninguém. Se tornou supremacista da espécie humana. Um Hitler jovem, sem bigodinho engraçado e que age como um galã (e visita túmulos disfarçado de plebeu). Pelo menos, por tudo o que Kaisar tem de tonto, ele ainda está com suas ideias no lugar certo. Só falta descobrir como mudar o mundo de acordo.

      Quanto ao Azazel, você diria execrável? Para mim soou apenas… demoníaco? Faz sentido, não faz? =D Quem sabe ele aprende algo sobre convivência com os demais.

      E sim, o ponto alto foi o grito agudo do Baco quando descobriu que Mugaro estava esse tempo todo ao seu lado! E a Nina botando ele e o pato para dormirem fora da própria carroça, hahaha!!!

      Obrigado pela visita e pelo comentário =)

      • O Azazel soube iludir-me bem nos episódios iniciais de Bahamut. Ele parecia mudado, mas como um demónio de alto escalão como ele é, ele pode até ter mudado, mas a sua natureza demoníaca fala sempre mais alto. Ele desde que viu os poderes da Nina, ele já tinha interesse neles, até cogitou e perguntou a ela se ela não se unia a ela, para combater o tirano que é o Charioce. O Azazel ficou pior, foi quando aquele demónio gigante lhe questionou se ele estava mesmo no lado da sua espécie.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        Não sei se iludir é bem a palavra? Ele era um demônio ajudando demônios. Mas acho que ele tem por onde aprender e aí sim, melhorar de verdade. E são os humanos (e a Nina) que terão que ensinar a ele sobre coexistência pacífica. Já está muito melhor que o Charioce, o rei não tem salvação nenhuma.

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