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Por motivo de tragédia, no caso, falecimento do meu velho computador, infelizmente não pude analisar o episódio 7 de Sagrada Reset. Na verdade, quem eu quero enganar, foi uma benção não ter que assistir esse anime durante uma semana inteira, realmente me senti mais leve. Enfim, reclamações à parte, nesse artigo eu irei analisar os dois episódios (o da outra e desta semana) da melhor comédia dessa temporada.

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Assim como o título desse artigo diz — eu diria que nesta vida — tudo é uma questão de interpretação. Às vezes, mesmo que sem querer, acabamos interpretando certas situações de maneira totalmente errada. A má interpretação acontece em qualquer lugar, desde sua prova de português até em um anime qualquer chamado “Sagrada Reset”. O que exatamente estou querendo dizer com esse monólogo feito apenas para encher linguiça? É bem simples, meus confrades, Sagrada é uma benção, o motivo da minha raiva constante não passa de uma péssima interpretação em relação a esse anime abençoado.

Com toda a sinceridade do mundo, estou em conflito comigo mesmo. A questão é: eu não sei se Sagrada é genial e eu sou burro demais para entender ou se Sagrada é ruim mesmo e eu não quero aceitar esse fato de maneira tão fácil. De verdade, 70% — ou até mais — dos diálogos desse anime são totalmente aleatórios. Durante esse episódio 7, enquanto eu ria igual louco dos diálogos sem sentido que estavam surgindo diante dos meus olhos míopes, algo surgiu em minha mente conturbada: “E se esses diálogos na verdade são importantes e eu que não estou sabendo interpretá-los?”. E então? Vocês já tentaram resolver seus próprios problemas imaginários? É um saco, não é? Existem muitos pontos de vistas diferentes em relação a Sagrada, e por ter rido demais com o 7º episódio, cheguei a conclusão de que esse anime é completamente genial.


As imagens acima ilustram um dos melhores diálogos que já vi em toda minha vida, de verdade. E querem saber de uma coisa? Sagrada tá cheio disso, diálogos aleatórios feitos apenas para encher linguiça e — talvez — tentar ligar um ponto nada a ver a outro ponto nada a ver. Eu sei que “ligar um ponto nada a ver a outro ponto nada a ver” ficou completamente confuso, mas faz sentido, é como se você estivesse conversando sobre bolo de chocolate com a sua mãe e do nada ela começasse a falar sobre exploração dos escravos no Brasil por conta do ciclo da cana-de-açúcar. Entenderam? FICOU ALEATÓRIO, NÉ? Mas bolo de chocolate tem açúcar, não tem? Querendo ou não, ela ligou um ponto nada a ver a outro ponto a ver com um diálogo aleatório.

O episódio 7 foi uma lambança total. Além de situações sem qualquer sentido uma após a outra sendo despejadas na minha cara, o episódio em si estava LOTADO de diálogos confusos e aleatórios. Apesar de estar reclamando disso, eu ri pra caramba assistindo. Era tudo tão “???” que achei mais graça do que realmente deveria. O problema em si de Sagrada é justamente a direção e o roteiro provavelmente mal adaptados — apesar de que o maior erro é do autor do material original, pois ele sim criou essa bela coisa. Os diálogos fluem de maneira estranha e a maioria apresenta expositividade, as situações acontecem de maneira estranha ou são muito convenientes e até mesmo os personagens não conseguem se expressar da maneira que bem desejam. Sagrada Reset vem cometendo os mesmos erros desde o primeiro episódio, apenas o episódio 4 conseguiu de alguma forma se salvar desse ciclo horroroso.

Mesmo sendo ruim, o episódio teve utilidade para “algo”, que no caso foi desenvolver mais a Oka Eri — outra personagem ruim que foi apresentada no episódio 6. Assim como eu disse no parágrafo acima, Sagrada possui muita expositividade em seus diálogos, mas não acaba por aí, até mesmo em seus monólogos podemos encontrar a tal da expositividade — ou seja, a falta de capacidade do roteirista/autor. Neste episódio 7, logo no início, tivemos um monólogo dessa mesma personagem explicando seu passado clichê, e aquilo foi horrível. A maneira que foi apresentado não ficou nada bom, além do mais, ficou muito fora do eixo. Existiam N formas de criarem um background para essa personagem, mas aparentemente escolheram a forma mais fácil — e a pior também.

Deixando o episódio 7 de lado, vamos logo para o episódio 8, que no caso, foi um dos menos piores até agora. O objetivo desse 8º episódio foi justamente “colocar as coisas no eixo”. Imagem Sagrada como um cavalo descontrolado, o episódio 8 é basicamente um peão especialista em adestrar cavalos. Tudo que não fazia sentido, começou a fazer um pouco de sentido nesse, pelo menos a maioria das coisas sim.

Sendo sincero, não tenho muito sobre o que falar deste episódio. Parece que eu não consigo escrever muito sobre coisas que não foram horríveis, é uma espécie de dom, eu acho. Bom, o episódio encerrou a trama da velha bruxa, que no caso, era namorada do velho da foto. A partir disso, quase tudo que ocorreu nos episódios 6 e 7 começou a fazer sentido, apesar dos pesares. Me desculpem, mas eu achei um pouco jogado, digo, a relação do velho com a velha foi desenvolvida muito em cima da hora, achei um pouquinho estranho, mas nada que tenha sido verdadeiramente ruim.

Aliás, mesmo que tenha sido um episódio menos pior que os outros, não conseguiu fugir das conveniências e dos diálogos aleatórios. Na fuga da bruxa velha, tudo fez sentido, de verdade, menos os seguranças terem desaparecido simplesmente do nada de dentro do prédio e dos arredores. Bem conveniente, não? Outro fato bizarro desse episódio: a bruxa velha pegando um táxi, sendo que ela não tinha dinheiro. Como será que ela pagou pela corrida? Será que aceitam fiado em Sakurada? Tantas perguntas, nenhuma resposta… Bom, olhando por um lado positivo, pelo menos o plano do Asai foi legalzinho.

Esse anime é incrível e ao mesmo tempo um lixo. Muitas situações confusas e convenientes, que quando são explicadas, acabam se tornando ainda mais confusas, diálogos porcos e personagens sem qualquer expressão. A única personagem disso com expressão é a ruivinha, que por sinal, é um saco sem fundo de tão chata. A única explicação plausível é que a David Production lucrou demais com JoJo, que agora querem ser humildes e estão tentando perder uma parte do dinheiro produzindo essa bela bost*. NÃO ERA MAIS FÁCIL DOAR O DINHEIRO PARA UMA INSTITUIÇÃO DE COMBATE AO CÂNCER? MEU DEUS, DAVID PRODUCTION!

Posso concluir por aqui? Posso, né? O episódio 7 foi ruim e o episódio 8 menos pior que o episódio 7. A animação disso nem viva tá, tudo é estático quase, mas pelo menos temos poucas deformações. A trilha sonora tenta, e eu diria que a produção realmente não sabe onde encaixar ela. No 7º episódio, por exemplo, encaixaram a música da abertura no monólogo horrível da ruivinha, e eu diria que isso fez a “cena” pior do que já era. Agora que o escritório se declarou malvado por ser do mal — BWHAHAHAHA! — vejamos quais serão os próximos passos dos nossos protagonistas iludidos.


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