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Inicialmente, quando vi que o episódio seria sobre algo aleatório, já havia ficado um tanto quanto desanimado, “que ótimo, depois de um episódio bom voltamos para os episódios qualquer coisa”, pensei. Contudo, por algum motivo, o episódio foi um pouco melhor do que o esperado — mas não deixou de ser qualquer coisa. Sinceramente, foi  tão idiota e tão comum que eu ri do início ao fim.

“Por quê?”, creio que essa tenha sido a primeira coisa que veio à minha cabeça assim que o 11º episódio se encerrou. Navegando em meus pensamentos, pude confirmar que a utilidade desse episódio serviu justamente para o óbvio. O foco na Misora, no caso, teve como objetivo mostrar que ela é uma garota normal — apesar de um pouco esquisita. Indecisa, inocente, pura, pensativa. Enfim, apenas uma garota normal dentre outras milhares de garotas normais existentes no mundo.

Não acho que o episódio tenha sido ruim, muito menos que tenha sido bom, mas em comparação com os outros episódios aleatórios, foi consideravelmente ok. Minha única insatisfação com esse episódio é que ele parece no meio do nada. Parece jogado. Antes do episódio 10, tivemos 3213215314 episódios aleatórios que serviram apenas para nos apresentar os personagens que participariam da trama principal da obra, mas após o 10, novamente voltamos para essa maré de aleatoriedade.

Vamos fingir que do episódio 1 até o 4 temos o período conhecido como Antiguidade, certo? Do episódio 5 até o 7 temos a Idade Média. E do 8 até o 9 temos a Modernidade. O episódio 10 foi basicamente uma Revolução Francesa, a partir dele deveríamos ter um avanço, mas parece que novamente voltamos para a Idade Média. Alô, Idade Contemporânea, cade você?

Apesar de já ter reclamado sobre isso antes com relação a Sagrada, eu realmente gosto de diálogos aleatórios e descompromissados. Posso estar parecendo hipócrita, mas eu realmente gosto. Diálogos descompromissados passam um ar de naturalidade, mas ao mesmo tempo também passam um ar de encheção de linguiça, depende da sua ideologia escolher o lado mais confortável. Enfim, o meu problema com os diálogos de Sagrada é que a cada 3 diálogos tem algo aleatório. Isso ultrapassa o limite aceitável. Além do mais, logo após esses diálogos, empurram diálogos expositivos goela abaixo. Não aconteceu nenhum caso de expositividade nesse episódio — não que eu tenha notado — mas metade desse episódio foi focado em um diálogo COMPLETAMENTE aleatório. E isso não é implicância minha, a própria personagem disse a mesma coisa.

Só pra concluir, esse episódio teve como objetivo exatamente o que eu já havia dito antes, mostrar que a Misora é uma garota como qualquer outra, apesar de ser um pouquinho estranha. Uma personagem bem “humana”, se tu for parar pra pensar. Entretanto, só acho que desperdiçar um episódio inteiro com isso foi palhaçada. Aliás, se fosse pra fazer algo assim, que tivesse sido antes do episódio 10. Faria mais sentido até, já que essa ideia do Kei sobre ela fazer amigas é algo lá do início. Bom, enfim, acho que tô querendo demais de Sagrada, né? Eu sabia que o anime não ia conseguir manter um nível aceitável em todos os episódios, mas pelo menos esse não foi desagradável como os outros, eu até que gostei. Eu espero que o próximo, pelo menos, tenha envolvimento com o plot principal do anime, até porque o episódio 10 me deixou curioso em certos aspectos. Resumindo: no geral, foi um episódio bem na média, mas como eu ri bastante com ele, gostei um pouquinho só.

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