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A Estrela da Morte do Charioce na verdade é uma Mão da Morte, e seu poder é capaz de romper até mesmo as mais poderosas barreiras protetoras criadas pelos deuses. Uma arma de um tempo antigo, antes da existência dos homens no mundo e que mesmo a maioria dos deuses nunca ouviu falar, embora fosse em um de seus templos saqueados que o projeto para sua construção estivesse guardado. Seu poder é capaz de rivalizar com o Bahamut, e Gabriel não tem a mais pálida noção de como os humanos foram capazes de construí-la. Um único disparo derrubou a nave divina do céu, com muito prejuízo, e custou apenas a visão do olho esquerdo de Charioce.

O título do episódio faz sentido – Adeus às Armas. Com uma arma dessas, todas as outras se tornam inúteis. As guerras acabam porque todos os que tiverem sabedoria, bom senso, medo ou simplesmente vontade de continuar vivos têm que se submeter ao domínio de Charioce.


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Enquanto a arma estava sendo construída em segredo, Charioce podia ter alguma garantia de que ninguém iria desafiá-lo por sua posse. Os deuses atacaram de frente porque não contavam com o Dromo, se soubesse dele certamente sua tática de batalha teria sido muito diferente. E não apenas os deuses sob comando de Gabriel como quaisquer deuses agindo por contra própria, demônios e mesmo generais e senhores da guerra humanos adorariam obter o Dromo para si. Tê-lo é ter poder suficiente para dominar o mundo, e ainda que a arma em si seja super-poderosa, Charioce nem tanto. Ele sem dúvida já demonstrou ser mais forte que um ser humano normal, mas o que ele pode fazer contra um bem planejado plano de assassinato? César não pôde fazer nada. Não fosse Kaisar tão vocal sobre suas diferenças com o rei, poderia muito bem ter sido seu Brutus, por tudo o que o anime exibiu até agora. Os Cavaleiros de Ônix eu vou apenas assumir que de alguma forma, por alguma razão, estão ligados ao rei de forma que não podem ou não querem traí-lo jamais.

“Me abraça?”

O comportamento de Charioce é contraditório. Ao mesmo tempo em que ele é implacável com seus inimigos, ele evita a todo custo matar outros seres humanos. Os rebeldes anti-guerra foram apenas espancados, e os heróis fugidos da prisão também foram apenas combatidos com a intenção de recaptura. Nas relações pessoais do rei é possível falar em afeto ou piedade. Ele poderia, mas não quis, sentenciar Nina e Kaisar à morte. Também ordenou que Kaisar fosse poupado no final desse episódio. Mas por que esse comportamento piedoso (em partes) se estenderia aos Cavaleiros de Ônix? Foram eles que, sozinhos, decidiram recapturar os fugitivos nesse episódio, sem nenhuma intervenção do rei e ao mesmo tempo em que eram implacáveis com os deuses. Talvez reconheçam a Joana e o Kaisar, mas e a Rita? Foi poupada apenas porque estava junto dos outros dois? Mas isso nem é o mais estranho.

Por que Charioce ajudou Nina? Claro, ele ainda não sabia que ela era o dragão, mas ele sabia muito bem quem ela queria ajudar, o que ela queria fazer, e ele sabia porque ela disse literalmente, e pediu ajuda a ele. E ele ajudou, mesmo sem entender no que sua atitude poderia ajudá-la. Com efeito, desde que Nina caiu em sua cabeça ela não fez nada além de atrapalhá-lo ou desafiá-lo, e ainda que àquela altura ele já tivesse certeza da vitória, simplesmente permitir que Nina continuasse falando e fazendo o que quisesse não parece adequado para quem é uma pessoa autoritária que deseja exatamente o oposto que ela. Mesmo apaixonado que possa estar pela protagonista, a atitude de Charioce para com ela parece auto-sabotagem.

Como rei ele está sempre entediado. Ele só se diverte mesmo disfarçado de plebeu, andando pelas ruas da cidade, sozinho. E ao mesmo tempo ele possui uma determinação inacreditável em sua missão de submeter deuses e demônios, estabelecendo a hegemonia dos seres humanos no mundo. Uma missão grande demais para alguém que só quer dançar e flertar com uma garota bonita e inocente. Seu passado continua sendo um mistério, e acredito que nele jaz o segredo para sua atitude e personalidade aparentemente contraditórias. O desejo de ser feliz? Ou o senso de responsabilidade? Por que ele assumiu essa responsabilidade em primeiro lugar? Se fosse apenas por vontade própria, acredito que ele seria capaz de usar a mesma vontade de ferro para esmagar seus desejos egoístas. Teria há muito parado de passear pela cidade. Jamais teria permitido que Nina fizesse o que quer. Há algo mais forte que a vontade de Charioce aí.

Talvez em seu íntimo ele deseje que alguém o pare? Seus adversários pelo trono foram todos aniquilados. A corte se acovarda diante dele. Os Cavaleiros de Ônix são seus cães fiéis, e dois capitães sucessivos dos Cavaleiros de Órleans foram incapazes de fazer o que era necessário – Joana desistiu e Kaisar foi indeciso até o fim. Azazel e os demônios foram fracos demais. Os deuses também. Será Nina capaz de salvar Charioce de si mesmo?

Nina tem o que é preciso?

  1. Acho que faz por volta de um ano quando li um artigo antigo seu, Fábio, no qual você dizia algo sobre, um dia, todas as pessoas do mundo serem redatoras do Anime21. É incrível ver tantos redatores atualmente no blog, apesar de ainda não ser à mesma quantidade mundial, hehehe.
    Enfim, sobre o episódio, a luta entre às deusas e o ovo, à explosão e a reação (ou talvez falta de reação) da Rita foram legais. Ainda tenho minhas dúvidas quanto ao Charioce também, além de estranhar se há alguém nos bastidores ajudando o rei.

    Fora isto, ótimo post. Até!

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