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Olá pessoal, é hora de mais uma primeira impressão da temporada de Verão e, dessa vez não cochilem, pois é hora de falar de um assunto bem “sério”, das preocupações cotidianas de uma garota centauro. Com vocês, Centaur no Nayami aqui no Anime21.

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Foi uma surpresa esse começo, admitam kkk…

Sim, o anime começa assim mesmo, com o beijo mais rápido – ele acontece logo nos primeiros segundos – da história dos animes? Bem, não tenho conhecimento suficiente para fazer essa afirmação e o que importa mesmo é que não, – vou falar logo para evitar decepções – o mangá o qual o anime adapta não é um yuri, – nessa cena estão a protagonista e a amiga dela – mas sim um slice of life, tanto que esse beijo só ocorreu por causa de uma peça pregada por outro colega. Logo de cara nos deparamos com algo que ocorre no dia a dia de uma escola comum, mostrando o teor cotidiano e realista que a obra deve ter.

Depois que o mal-entendido é esclarecido os alunos continuam ensaiando para a peça da escola, – sim, esse beijo fazia parte do roteiro, só não era para ser de verdade kkk – fazendo os preparativos para a apresentação e então atuando, o que rende até uma cena bem bonita em que a garota centauro – seu nome é Himeno, ou Hime (Princesa) para os íntimos – pula de uma parte do cenário que desmorona com sua amiga Nozomi – a que levou o beijo e é o príncipe na peça – nos braços, invertendo o padrão para esse tipo de papéis – Hime é a princesa, belo trocadilho, né kkk – e rendendo um beijo na bochecha de agradecimento da garota dragão a sua “Princesa Encantada”.

Quero shippar, mas tenho medo de ser só amizade mesmo e eu estar exagerando rs…

Isso resume a primeira parte do episódio, daí vem a abertura para separar esse primeiro momento do seguinte – cada um adaptando um capítulo do mangá, eu suponho. Acredito que a abertura virá no comecinho nos próximos episódios, só fizeram assim nesse para fazer a gente conhecer direito as personagens antes dela, o que achei uma boa escolha da direção.

Ora, ora… temos três Xeroque Holmes aqui…

Na segunda parte do episódio é explicado porque aquele mundo é habitado por aqueles seres. Basicamente, no começo da evolução existiam seres que tinham seis patas e os que tinham quatro, os que tinham seis se adaptaram melhor e sobreviveram, e os que tinham quatro – que resultariam em humanos como nós – foram extintos.

Isso justifica o fato de os humanos nesse mundo serem centauros, faunos, anjos, etc – sendo divididos de acordo com suas “patas”. Tudo foi explicado em uma aula de biologia, – o que faz sentido no contexto escolar da obra – de forma bem natural e abordando aspectos históricos e sociais também. Outro ponto positivo para a direção, pois não prejudicou o ritmo da narrativa e definiu o mundo que difere do do telespectador.

Improvável, mas não impossível, infelizmente…

Essa segunda parte foi bem simples, apenas com uma maratona em que conhecemos um pouco mais da personalidade das protagonistas – as duas que já citei e Kyouko, uma garota de chifres – e as limitações e vantagens de cada classe de humano, além de detalhes interessantes sobre a sociedade. O anime acaba com uma cena de comédia bobinha, algo que poderia vir facilmente após o encerramento, mas disposta no fim do episódio não atrapalha em nada também.

Por montar na minha amiga… Abordaram um assunto delicado de forma bem natural, gostei disso!

A animação foi até boa – dentro das suas limitações – para um estúdio chinês que tem má fama na parte técnica, e assim como a trilha sonora não se destacou muito, mas também não atrapalhou em nada. A dublagem e o roteiro já achei um pouco melhores, e a direção também ajudou a tornar o anime mais prazeroso de se assistir, – mesmo sem um grande diferencial – o que é importante para obras menos movimentadas como essa.

Estejam preparados para diálogos do tipo aqui e acolá kkk…

Destaco a cena do beijo, o final da peça de teatro e um momento em que a Hime pula sobre um carro na rua como os momentos mais legais do episódio. O que achei bem positivo, pois em contraposição não tenho nada de ruim para falar do anime, não lembro de nada que realmente me incomodou nele.

Nada como saltar para não ser atropelada, né rs?

Esse primeiro episódio mostrou que o anime deve ser um slice of life de comédia com um tanto de romance – se a abertura não me trollar kkk – e um pouco de drama, é no que eu acredito. No geral gostei do que vi, me diverti e devo continuar vendo, mas alerto a vocês que ele é bem simples e leve e que apesar de seu mundo ser interessante e peculiar ele não apresentou nada que o destacasse muito em comparação a outras obras do tipo.

Porque você anda de olhos abertos e eu não kkk!?

Indico Centaur no Nayami principalmente para quem gosta de histórias que exploram a vida cotidiana, mas creio que qualquer um pode gostar do anime se o der uma chance. A regra dos três episódios pode ser uma boa também!

Kawaii *-*!!!

E é isso, agora fico por aqui pessoal e até uma próxima!

  1. Esse anime não será mais comentado?
    Do primeiro até o terceiro episódio, não está parecendo apenas um slice of life inocente.
    Desde que começou, tenho estranhado tantas menções a democracia, discriminação e direitos de minorias.
    Me chamaram a atenção aquela aula de biologia misturada com discurso e o risco de ser acusado discriminação por montar em um centauro no ep. 01; o questionamento sobre haver demanda para certas espécies trabalhar como modelos e a aquela reclamação sobre discriminação reversa por criar próteses para seres marinhos andarem na terra no ep. 02; e agora no ep 03 vemos a Hime contando um conto de fadas para a priminha onde este acaba com os personagens vivendo uma vida democrática e felizes para sempre e mais adiante, na casa da menina anjo, vemos um televisor mostrando um anime onde o vilão quer democracia e o voto da maioria seja respeitado e a garota mágica luta por ética e lei!
    Por falar na menina anjo, vemos que ela é filha de um casal inter-espécies e tem 3 irmãs gatinhas trigêmeas que puxaram ao pai e uma irmãzinha caçula mestiça.
    É curioso notar que as filhas dessa família que nasceram puxadas para cada um dos lados da família são saudáveis enquanto a filha mestiça tem a saúde frágil.
    Parece haver uma crítica sutil aos excessos do politicamente correto.

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