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O papel narrativo do simpático e misterioso menino robô (Reg), nessa história, vai muito além de ser um mero guada-costas da Riko. Embora ele compartilhe da mesma jornada da protagonista, o personagem tem seu próprio motivo para ir até o fundo do abismo.

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Apesar de sua origem ser um mistério, sabemos que ele é considerado uma relíquia de valor raro. Talvez exista uma possibilidade dele ter sido enviado por Lyza, a Aniquiladora, para proteger Riko, e se isso for verdade, ela não poderia ter feito a melhor escolha ao envia-lo como guardião de sua filha.  Afinal, Reg exerce a função de voz da razão da nossa intrépida heroína. Além disso, ele faz uso de suas habilidades a fim de garantir a proteção da mesma.

Como disse anteriormente, o menino robô não está ali apenas para proteger Riko. Ele está ali também para se autoconhecer. Quais são os seus limites? O quão letal é sua força? Até onde ele pode carregar os fardos da sua companheira? Essas perguntas serão respondidas com o tempo. O que se sabe até aqui é que ele tem auxiliado muito bem ela, quer seja salvando-a do perigo ou emprestando suas vestes para protege-la do frio.

No episódio mais recente, vimos que o poder de fogo dele é tão devastador que o deixou aterrorizado, pois seu canhão (apelidado por Riko de incinerador) poderia ter a matado. Com o tamanho de seu poder, se pode especular que Reg criou o canhão para ser um instrumento bélico. Entretanto, é notável que ele tem um lado humano no aspecto emocional. Durante a sua estadia no orfanato, por exemplo, ele se apegou ao Kiyui, e até se despediu dele quando embarcou nessa jornada. Outro ponto a ser destacado, é que ele tem se mostrado mais cauteloso e vem sentido medo em sua aventura, enquanto sua companheira tem se mostrado mais deslumbrada com a jornada a cada metro que eles descem.

Pode se dizer que ele é mais sensível no aspecto emocional do que nós e a própria Riko imagina. Prova disso foi a preocupação dele em comer a carne de um animal que se alimenta de carne humana. Para ela não há problema, pois isso faz parte da rotina do abismo. Não é como se ela fosse insensível, mas, como aprendiz de exploradora, tem noção que existe um ciclo natural de vida e morte dentro do abismo.

Existem diferenças na forma em que Riko e Reg enxergam um ao outro. Ela, por exemplo, não o enxerga como um garoto comum. Fora o fato dela o considerar um companheiro de jornada, em parte ela o trata como relíquia, portanto, ela não tem vergonha de ficar nua na frente dele, e já fez experimentos vasculhando cada centímetro do corpo de Reg para fins de pesquisa. Além disso, a cada habilidade nova do menino robô que ela presencia, deixa-a,  cada vez mais, fascinada para descobrir sobre o funcionamento do menino. Em contrapartida, ele fica envergonhado quando está muito próximo Riko ou quando ele precisou tirar as roupas da menina por estar suja de vômito, ou seja, é como se ele agisse como um garoto comum.

Pausa para a refeição

Nesta jornada compartilhada, eles não estão sós, pois a ajuda de Habo e o surpreendente consentimento do líder, permitiram que os protagonistas dessa história pudessem seguir em frente. Tanto o líder quanto o Habo confiam nas capacidades de nossos personagens centrais em superar os difíceis desafios que o abismo impõe sobre eles.

O apito preto Habo seria a companhia ideal para os protagonistas nessa jornada, devido a sua vasta experiência como explorador. Entretanto, ele sabe que essa é a jornada deles, portanto, o mesmo sabe que não pode assumir o protagonismo dessa aventura, cabendo a ele somente a função de suporte, algo que esse personagem fez muito bem.

As habilidades culinárias de Riko são importantes para a sobrevivência dos protagonistas dessa história

A revelação de que há um lendária apito branco numa base de observação na segunda camada, e a indicação de que nossos heróis tem que ir ao encontro dela para buscar ajuda, é uma prova do que falei no artigo sobre o episódio 2 a respeito da Jornada do Herói, pois Riko necessitará de ajuda para a sua descida rumo as profundezas. Pelo que vi do final episódio passado, esse encontro dos personagens com uma lenda viva promete ser interessante, o que pode deixar a aventura de Riko ainda mais agradável de se assistir.

Por fim, vale ressaltar que, aos poucos, o anime está mostrando uma faceta sombria, quer seja naquela cena onde um animal se alimenta de um explorador, ou nos cenários cada vez mais sombrios que Made in Abyss tem nos mostrado a cada camada que os personagens descem.

Ozen, a Imóvel

 

 

 

 

 

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