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Quem achou que todos os animes de Julho já haviam sido lançados se enganou. Recentemente tivemos a estreia de uma das produções mais curiosas e interessantes dessa temporada: The Reflection. Conhecido popularmente como o “anime do Stan Lee”, parece que ele não tem apenas o nome no projeto. Ele está muito envolvido e animado com essa série, inclusive participando através da narração dos episódios e trailers!

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Não assisti nenhuma das outras três temporadas de Jigoku Shoujo. Nem um mísero episódio. Mas com uma premissa simples e o formato episódico, nem preciso. Você também não precisa, caso esteja se perguntando a mesma coisa. Alguns animes simplesmente dá pra começar pelo meio. Outro dessa temporada que assisti sem nunca ter visto as temporadas anteriores foi Saiyuki Reload Blast. É divertido também.

Jigoku Shoujo é um anime sobre rancor e vingança. Sobre ação e reação, sobre o preço que se paga por isso, e sobretudo sobre a moral subjacente. A cada episódio, alguém com rancor e com desejo de se vingar consegue eventualmente entrar em contato com Ai Enma, a Garota Infernal do título, e tem então a opção de enviar a pessoa de quem quer se livrar para o inferno. O preço? Quando morrer, aquele que se vingou também irá para o inferno. Colocado dessa forma não parece uma oferta muito tentadora, mas acredite: em determinadas circunstâncias, muitas pessoas (qualquer pessoa?) é capaz de fazer tão mal negócio.

A protagonista desse primeiro episódio foi uma garota vítima de bullying em sua classe. Bullying parece o tema da moda ou é impressão minha? Clione no Akari, sobre o qual escrevi ainda hoje, é inteiro sobre isso. Aposto que uma das bruxas de 18if será uma garota vítima de bullying na escola, escreva aí, e não duvido que venha a surgir também em Youkoso Jitsuryoku. E estou falando só de animes dessa temporada! Mas bom, voltando a Jigoku Shoujo.

A garota era zombada por toda a sua classe e um dia uma colega se apiedou dela. Não a defendeu, mas ofereceu a ela um lugar seguro e deu um pouco de força e confiança pra continuar. Nada disso eliminou a raiva que ela sentia de seus demais colegas de classe, mas serviu como uma válvula de escape. Até o dia que ela foi traída e todo mundo ficou sabendo do que ela falava pelas costas deles – invariavelmente, ela desejava que todos morressem, o que era bastante compreensível em sua circunstância, e igualmente compreensível foi que todos se revoltassem com ela e que ela se desesperasse com a enorme traição sofrida. Estava decidido: a (falsa) amiga merecia ir para o inferno.

O anime nem tenta disfarçar que ela tomou a pior escolha. Não só havia condenado a própria alma quando morresse, mas tornou-se imediatamente uma pessoa pior. E surpresa!, o argumento principal que ela usou para condenar a ex-amiga provou-se falso – antes de cometer um erro de julgamento, ela já havia cometido um erro de avaliação. Mas a história dela acabou.

O que não acabou é a história de Ai Enma. Ela continuará condenando pessoas ao inferno até o final do anime, enquanto o seu próprio trabalho (como ela chama) é questionado moralmente. Só porque é supostamente a função dela, Hell Girl está isenta de culpa pelo sofrimento que causa?

A primeira coisa que chama atenção em Clione, mas que definitivamente não é a mais importante, é que esse se trata de um projeto de baixo orçamento e isso fica evidente na (falta de) animação. Traços super-simplificados, pouquíssimo movimento. O character design é como já havia aparecido no material promocional, um pouco incomum, por assim dizer. Não diria que é feio, mas é, sim, simplificado também. Nada disso chega a atrapalhar porque o anime adota um tom reflexivo, quase como se eu estivesse vendo-o ser narrado pelos pensamentos de seus dois protagonistas. E eles não narram quase nada, porque eles próprios só estão assistindo.

Esse é o ponto principal de Clione no Akari: Kyouko e Takashi assistem inertes enquanto a turma toda zomba e maltrata Minori. A coisa é feia, quase inacreditável que algo desse nível possa existir (e eu aposto que existe e que não é tão raro assim). É a turma inteira e ninguém parece se importar nem um pouco, querem provocar o maior dano emocional possível na garota que por alguma razão, em algum momento, escolheram para ser a vítima da sala. O anime é curto, mas mesmo assim parecia que não ia acabar nunca enquanto eu me sentia angustiado com tanta zombaria, tanta crueldade. É pesado, e não culpo quem achar que talvez o anime esteja exagerando a situação só para fazer valer a sua crítica, mas eu penso diferente. Mesmo que não houvesse uma só pessoa no mundo (ou no Japão…) sendo maltratada daquela forma, ainda assim existem as que são maltratadas em níveis menores ou sei lá, muito menores, não é? A partir de qual nível você acha que a zombaria deixa de ser crueldade e se torna apenas “brincadeira”? É quem zomba que tem que definir isso? São terceiros, são os outros que decidem o quanto você pode tolerar de dor?

Clione no Akari vai longe para contar a sua história, mas talvez exista alguém perto de você que, quem sabe, nem é tão desgraçada da vida quanto a Minori, mas cada um sabe de suas próprias dores e mais ninguém, então a mensagem para que você não seja como Kyouko ou como Takashi é universal. Eles devem aprender a estender a mão ao longo da jornada que empreenderão no curso do anime, e que bom será se pudermos aprender com o sofrimento apenas de personagens fictícios.

Fala galera, mais uma temporada chegando e eu voltei para passar minha visão sobre esses nossos queridos animes. O anime que vou escrever semanalmente é o tão esperado – pelo menos por mim – Hajimete no Gal. Cara, eu realmente estava ansioso por esse lançamento. Primeiro porque eu queria muito começar a escrever aqui e segundo eu acreditava que esse anime seria muito bom, só pelo que vi na capa. E eu não estava errado.

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A primeira coisa que chama a atenção em Youkoso Jitsuryoku Shijou Shugi no Kyoushitsu e é como Youkoso Jitsuryoku Shijou Shugi no Kyoushitsu e tem um nome incrivelmente longo. Adaptação de light novel, certo? Faz sentido.

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Olá, pessoal! Aqui estou eu, Tamao-chan, trazendo as primeiras impressões deste anime incrível que é Mahoujin Guru Guru! Para mim foi uma das melhores estreias, e por ser um remake do mesmo anime exibido em 1994, acredito que será uma grande surpresa. O fato de ser uma comédia resgatando todos os elementos de um JRPG me agrada muito, e a comédia ao meu ver não é forçada.

A história começa como qualquer RPG. Tem-se uma história contada através de um diálogo mostrado na tela, inclusive naquele estilo bem “começo de filme do Star Wars”, e não é algo que se pode ignorar, pois vários pontos importantes surgirão na sua cara. Como o rei demônio ressurgiu, estão procurando um herói para matá-lo, e inclusive a pessoa será nomeada como o Príncipe do Reino Antygo. Mas, como havia uma lenda dizendo que existia uma magia chamada Guru Guru e é muito antiga, ninguém acredita nela.

Mas vamos entrar nesse quesito depois, já que precisam de um verdadeiro herói que usa espada, e não magia, que era o sonho de Nike, o escolhido. Ele foi forçado a sair de Thediosa, a cidade do princípio da aventura (que é tediosa mesmo porque não tem nada) para visitar a Vovó maga, mas foi feito de uma maneira nada convencional, utilizando-se um estilingue gigante. Mas mal sabia ele que, ao chegar na casa da mesma, encontraria Kukuri, uma maga que usa a Guru Guru, que é uma faca de dois gumes. Inclusive, até mesmo ao chegar no Reino de Antygo, Nike foi escolhido para ser realmente um herói.

O melhor deste anime é que, dependendo da cena, os personagens recebem design em 8bits, e até mesmo a voz muda. Esta obra não tem o pudor de usar apresentações de RPG, inimigos do mesmo estilo, e nem mesmo história e  armas, as quais aumentam o poder de HP, por exemplo. Acredito que muita gente se identificará com a obra, não por ser algo saudosista, mas também pelas partes de comédia que são muito bem elaboradas. O cenário é bem feito e muito old school e, por ser um remake, achei super válido colocar um traço bem parecido com o de antigamente.