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Eu confesso que vendo tanta coisa que eu dava por certa mudando diante de meus olhos esse detalhe veloz foi algo que eu não dei a devida atenção: por quê Yakumo segurou a Konatsu no balcão, e não o Sukeroku? Por toda a história conjunta dos dois (e porque Sukeroku segurava Miyokichi, com quem Yakumo também tinha uma longa história) a escolha óbvia, automática, visceral até, seria ele ter segurado seu irmão. Deixar uma criança cair para a morte é terrível, mas o Yakumo nunca foi famoso pelo seu grande coração de todo modo, então por quê? Não que eu tivesse dado a devida atenção a isso inicialmente, como já disse.

Em seus comentários no meu artigo de análise sobre o episódio, tanto a Chell quanto o Kondou mostraram que para eles aquilo foi uma escolha deliberada e que devia carregar algum significado. Pois então comecei a pensar e … é mesmo, não é?

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Com um certo atraso absurdo aqui vai uma cena que eu estava querendo fazer a muito tempo (por muito tempo quero dizer desde que ela foi inventada a 3 meses atrás). A cena da queda de J.J é em minha opinião uma das melhores cenas em Yuri on Ice e merece uma análise separada de si mesma que eu não podia dar na época em que soltei o artigo referente ao episódio dela.

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Essa temática não chega a ser novidade, pois, muitas pessoas já falaram a respeito disso, mas eu resolvi dar meu parecer sobre tal assunto. Para isso, eu escolhi uma cena do episódio de número cinco de Love Live! Sunshine!! na qual a personagem Ruby mostra toda a sua fofura para um vídeo promocional. A cena é interessante porque nela as Aqours (grupo de idols do anime) estão fazendo um vídeo promocional com a finalidade de se tornarem mais conhecidas, e usam a fofura da Ruby para atrair fãs. De certa forma a produção do anime usa a fofura das personagens, especialmente a Ruby, para atrair os espectadores.

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Quando eu assistia Death Parade eu estava tão revoltado com o desperdício de enredo que eram todas as considerações e revelações sobre o além-morte onde as pessoas são julgadas que me limitei a dizer que a cena de patinação da Chiyuki foi bonita. Oh, foi bonita sim! Mas foi bem mais do que isso. Antes de começar, recomendo que assista o vídeo da cena inteira.

Patinadora artística durante toda sua vida, Chiyuki amava aquilo. A felicidade visível na cena e em flashbacks era genuína: ela não conhecia ou reconhecia outras felicidades que não fossem a patinação artística ou estivessem ligadas ao esporte. O presente que ganha é um novo par de patins. O homem com quem sai é seu treinador (ou assim eu entendi, o rosto dele nunca aparece então não se pode ter certeza). Suas amigas são todas amigas de patins. Tanto era o patins a sua vida que foi enquanto patinava que ela viu toda sua vida passar diante de seus olhos. Ela derramou sua vida na patinação.

Mas antes que pudesse perceber tudo havia acabado. Ela nunca mais patinaria. Estava viva, sim, mas desconectada para sempre daquela única coisa que a fazia feliz. Que a fazia se sentir viva. Massacrada pelo vazio existencial, desesperada por reunir corpo e alma, ela se suicida. Sua alma sem patins estava morta, e o que ela fez foi levar seu corpo ao encontro dela, já que reviver a alma não era possível.

A Chiyuki é um caso extremo, mas não tão incomum assim, de pessoa que coloca todo o significado de sua vida em uma coisa só. No mundo real, isso é algo comum em esportistas e alguns artistas, mas pode acontecer com qualquer pessoa. O que dá sentido à sua vida? É uma atividade? Um hobby? Um lugar? Uma pessoa? E se você perdesse isso da noite para o dia, como reagiria?

O título acima é uma referência a uma das mais lindas passagens bíblicas que se encontra na primeira epístola de Paulo aos Coríntios no capítulo de número 13 (mais precisamente no versículo 7) no qual o Apóstolo Paulo de forma inspirada discorre sobre um dos mais nobres e complexos sentimentos que é o amor.

Este belo sentimento é o tema central deste artigo que retrata uma cena importante do episódio de número 18 do anime Re: Zero. A cena em questão trata-se do momento em que a personagem Rem tira o Subaru do “fundo do poço” através do amor (ironicamente utilizei um texto bíblico para me referir a um amor de um demônio por um humano, Rem e Subaru respectivamente, entretanto, a raça na qual a Rem pertence não importa neste artigo e sim os sentimentos dela pelo protagonista).

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Olá aqui é o Iwan do Anime21! Eu não comentei nada sobre a abertura nos episódios passados mas acho que é de bom tom faze-lo em algum momento, a abertura é bem simples e animada com pouca simbologia direta que eu possa ver com uma observada rápida (talvez eu seja capaz de pegar cenas sutis com o tempo, quem sabe) porém eu achei uma imagem bem interessante e gostaria de mostrá-la e analisá-la para vocês, meu primeiro “uma cena” então… vamos lá né:

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Eu sou um piadista muito ruim (ou muito bom, depende do interlocutor), e quando estou andando com alguém pela rua e dizem “vamos atravessar para o outro lado” eu sempre mando uma das minhas tiradas preferidas: “não, vamos atravessar para o mesmo lado!”.

Pois é, é ruim assim. Mas a rua não é um lugar que você fica, é um lugar que você atravessa; pelo meio dela, pela faixa ou, como Usami e Uchimaki, por uma passarela. A menos que você seja infame como minhas piadas ou um bêbado, a travessia é sempre unidirecional e definitiva. Atravessa-se sem a intenção de retornar (não tão cedo, pelo menos). Usami enfrentava uma travessia metafórica em sua vida ao mesmo tempo em que realizava uma travessia literal pela passarela: o Uchimaki estava para sair do clube. Ela perderia o contato com ele. Tinha que falar algo logo ou perderia para sempre a chance.

Mas é claro que faltava coragem para a garota, por isso ela apenas o seguia, esperando por uma abertura que fosse – semáforo vermelho. E ela veio quando ele a perguntou se ela ficaria triste com a saída dele do clube – semáforo verde. Mas durou pouco tempo: quando ela decidiu aproveitar essa chance para tomar uma atitude, Uchimaki revelou que estava só contando uma piada (estava mesmo?) – proibido. Ele voltou a ser tão distante dela quanto antes, ela perdeu sua chance, a travessia era agora inevitável e por isso ela desabou em lágrimas. Ainda bem que ele captou essa dica e mudou de ideia no dia seguinte, não é?