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Essa temática não chega a ser novidade, pois, muitas pessoas já falaram a respeito disso, mas eu resolvi dar meu parecer sobre tal assunto. Para isso, eu escolhi uma cena do episódio de número cinco de Love Live! Sunshine!! na qual a personagem Ruby mostra toda a sua fofura para um vídeo promocional. A cena é interessante porque nela as Aqours (grupo de idols do anime) estão fazendo um vídeo promocional com a finalidade de se tornarem mais conhecidas, e usam a fofura da Ruby para atrair fãs. De certa forma a produção do anime usa a fofura das personagens, especialmente a Ruby, para atrair os espectadores.

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Quando estão felizes, as pessoas sorriem

Quando eu assistia Death Parade eu estava tão revoltado com o desperdício de enredo que eram todas as considerações e revelações sobre o além-morte onde as pessoas são julgadas que me limitei a dizer que a cena de patinação da Chiyuki foi bonita. Oh, foi bonita sim! Mas foi bem mais do que isso. Antes de começar, recomendo que assista o vídeo da cena inteira.

Patinadora artística durante toda sua vida, Chiyuki amava aquilo. A felicidade visível na cena e em flashbacks era genuína: ela não conhecia ou reconhecia outras felicidades que não fossem a patinação artística ou estivessem ligadas ao esporte. O presente que ganha é um novo par de patins. O homem com quem sai é seu treinador (ou assim eu entendi, o rosto dele nunca aparece então não se pode ter certeza). Suas amigas são todas amigas de patins. Tanto era o patins a sua vida que foi enquanto patinava que ela viu toda sua vida passar diante de seus olhos. Ela derramou sua vida na patinação.

Mas antes que pudesse perceber tudo havia acabado. Ela nunca mais patinaria. Estava viva, sim, mas desconectada para sempre daquela única coisa que a fazia feliz. Que a fazia se sentir viva. Massacrada pelo vazio existencial, desesperara por reunir corpo e alma, ela tira se suicida. Sua alma sem patins estava morta, e o que ela fez foi levar seu corpo ao encontro dela, já que reviver a alma não era possível.

A Chiyuki é um caso extremo, mas não tão incomum assim, de pessoa que coloca todo o significado de sua vida em uma coisa só. No mundo real, isso é algo comum em esportistas e alguns artistas, mas pode acontecer com qualquer pessoa. O que dá sentido à sua vida? É uma atividade? Um hobby? Um lugar? Uma pessoa? E se você perdesse isso da noite para o dia, como reagiria?

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O título acima é uma referência a uma das mais lindas passagens bíblicas que se encontra na primeira epístola de Paulo aos Coríntios no capítulo de número 13 (mais precisamente no versículo 7) no qual o Apóstolo Paulo de forma inspirada discorre sobre um dos mais nobres e complexos sentimentos que é o amor.

Este belo sentimento é o tema central deste artigo que retrata uma cena importante do episódio de número 18 do anime Re: Zero. A cena em questão trata-se do momento em que a personagem Rem tira o Subaru do “fundo do poço” através do amor (ironicamente utilizei um texto bíblico para me referir a um amor de um demônio por um humano, Rem e Subaru respectivamente, entretanto, a raça na qual a Rem pertence não importa neste artigo e sim os sentimentos dela pelo protagonista).

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Ah... juventude

Olá aqui é o Iwan do Anime21! Eu não comentei nada sobre a abertura nos episódios passados mas acho que é de bom tom faze-lo em algum momento, a abertura é bem simples e animada com pouca simbologia direta que eu possa ver com uma observada rápida (talvez eu seja capaz de pegar cenas sutis com o tempo, quem sabe) porém eu achei uma imagem bem interessante e gostaria de mostrá-la e analisá-la para vocês, meu primeiro “uma cena” então… vamos lá né:

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A passarela

Eu sou um piadista muito ruim (ou muito bom, depende do interlocutor), e quando estou andando com alguém pela rua e dizem “vamos atravessar para o outro lado” eu sempre mando uma das minhas tiradas preferidas: “não, vamos atravessar para o mesmo lado!”.

Pois é, é ruim assim. Mas a rua não é um lugar que você fica, é um lugar que você atravessa; pelo meio dela, pela faixa ou, como Usami e Uchimaki, por uma passarela. A menos que você seja infame como minhas piadas ou um bêbado, a travessia é sempre unidirecional e definitiva. Atravessa-se sem a intenção de retornar (não tão cedo, pelo menos). Usami enfrentava uma travessia metafórica em sua vida ao mesmo tempo em que realizava uma travessia literal pela passarela: o Uchimaki estava para sair do clube. Ela perderia o contato com ele. Tinha que falar algo logo ou perderia para sempre a chance.

Mas é claro que faltava coragem para a garota, por isso ela apenas o seguia, esperando por uma abertura que fosse – semáforo vermelho. E ela veio quando ele a perguntou se ela ficaria triste com a saída dele do clube – semáforo verde. Mas durou pouco tempo: quando ela decidiu aproveitar essa chance para tomar uma atitude, Uchimaki revelou que estava só contando uma piada (estava mesmo?) – proibido. Ele voltou a ser tão distante dela quanto antes, ela perdeu sua chance, a travessia era agora inevitável e por isso ela desabou em lágrimas. Ainda bem que ele captou essa dica e mudou de ideia no dia seguinte, não é?

Tão perto e tão distante

Essa é uma cena chave, talvez a grande cena chave do episódio final de Kuma Miko. Já faz mais de uma semana que o anime acabou, então quem se importa com spoilers não deve ter mais problemas a essa altura, não é?

Machi escutou sem que Yoshio soubesse o discurso dele sobre como a garota tinha uma obrigação, como sacerdotisa da vila, de se sacrificar por ela – e em tempos contemporâneos isso significa, segundo ele, se tornar uma idol mesmo que ela tenha fobia social severa. É um discurso forte e duro vindo de alguém em quem (apesar de tudo) ela confia. Ela é a sacerdotisa e mesmo nos dias atuais isso significa que ela é um sacrifício.

Depois que Yoshio e Hibiki partem, Machi se move até a grade do topo do prédio onde se encontra, e é esse quadro que destaco nesse mini-artigo. Melancólica porém resignada, Machi já entendeu seu destino, já o aceitou. Mesmo que não goste, está presa a ele, e essas grades representam isso muito bem. No final das contas ela, a caipira sacerdotisa de sua vila não pode mesmo fazer parte dessa cidade, e ao mesmo tempo está presa em um destino que a traz para dentro dela.

Olhe a expressão no rosto de Machi: a dolorosa resignação ao seu destino

Olhe a expressão no rosto de Machi: a dolorosa resignação ao seu destino

A triste partida de Chinatsu

Pesado esse episódio, não foi? Ele não é complexo, mas dentro do contexto de um anime tematicamente rico como Concrete Revolutio achei por bem deixar para analisá-lo junto ao episódio 11, final, dado que eles formam um único arco. Esse décimo episódio foi apenas o prelúdio do fim, que será, supostamente, uma “guerra”. A não ser que tenham guardado todo o dinheiro para o último episódio, não espero assistir muitas cenas de ação desenfreada – a animação nessa segunda temporada tem sido uma droga afinal, e olha que na primeira já não era grande coisa. E o mais importante: há muitas pontas soltas no enredo, muitos conflitos entre personagens para ser resolvidos.

Assim, para não deixar meus leitores (os dois ou três) sem nada sobre o anime essa semana escrevo esse artigo curto onde destaco uma cena sobre um dos temas principais do episódio. O grande tema, lógico, foi a tomada de decisão do Jirou, e embora eu pudesse especular muito sobre isso aqui (com grande chance de acertar), deixo para o futuro eu comentar sobre as motivações e implicações dessa decisão quando elas já forem completamente conhecidas. Separação por outro lado foi um tema exclusivo desse episódio (não que não possa ressurgir no próximo). Houve várias cenas que eu poderia ter escolhido que representam esse tema, mas escolhi essa: o momento em que Chinatsu, funcionária há décadas do Magotake, que viu o Jirou crescer, vai embora do laboratório. Até onde ela e nós sabemos até aqui, para sempre. Logo antes disso ela rasgou um cartaz do filme maldito que manchou irremediavelmente a imagem da família a quem serviu ora como secretária, ora como empregada doméstica. Ela não os odeia, ela queria continuar com o doutor e com o Jirou, mas ela não pode. A guerra faz isso com as pessoas.

A guerra obriga todos a escolher um lado – e não escolher lado nenhum é interpretado como escolha também. Na maioria das vezes ninguém tem escolha. Chinatsu não teve. Como não tiveram, esteja certo disso, Jirou, Emi, Kikko, Fuurouta, Raito, o casal Megasshin, o Planetário S, e quero acreditar que Jaguar também. Foram o Mestre Última e o Satomi quem tramaram durante anos à fio essa situação. Eles é que escolheram deliberadamente o caminho do conflito. O caminho que não deixou opção para muitas pessoas, super-humanos, youkais. O caminho que levou a tantas separações.