Quem cativou quem?

Tecnicamente o episódio 10 não se encaixa com os outros dois. Bom, tecnicamente os três episódios contam histórias bem diferentes mas, como você vai ver, o que eu tenho a dizer sobre o final de Amanchu encaixa razoavelmente bem os episódios 11 e 12. O episódio 10 está incluído junto apenas porque eu acho que ele não diz nada demais. Nada que não tenha sido dito antes ou que não venha a ser dito depois. Claro que só faço isso pela excepcionalidade da situação também; estivesse em dia com os artigos e sairia um para cada, inclusive o 10. Mas hediondamente atrasado que estou, não acho razoável o esforço. Entrego um trabalho melhor assim, acredito.

O Pequeno Príncipe deve ser um dos livros mais conhecidos – principalmente por quem lê pouco ou nada mas se envergonharia de dizer isso em público. Ele também parece profundo o bastante, bem mais do que a maioria dos livros infanto-juvenis, embora eu pessoalmente ache Meu Pé de Laranja Lima muito mais pungente, apenas para dar um exemplo. Quero dizer, a profundidade de O Pequeno Príncipe é bastante … rasa. O que não é nenhum demérito considerando sua qualidade literária e seu público-alvo. Mas bom, esse artigo não é para falar do Pequeno Príncipe, mas sim da que provavelmente é sua mais famosa citação, quando a raposa diz “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Acho que a maioria das pessoas erra o ponto exato dessa afirmação, mas Amanchu acerta em cheio.

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Futaba não tem mais maria-chiquinhas, mas não mudou nada

Enquanto o oitavo episódio foi bastante mediano, quase só para passar o tempo, ainda assim ele foi divertido e tocou em pontos importantes. Já o nono episódio se equipara aos melhores episódios do anime até agora e, particularmente para mim, ele tocou fundo.

Você vê, eu me identifico com a Futaba em vários aspectos. E agora a conheço um pouco melhor e me identifico mais ainda.

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Eu sabia que eram hortênsias! Essa é uma das poucas flores que eu reconheço. Graças à Sankarea

Muita chuva nesses dois episódios desse anime que não perde uma oportunidade de ser mais simbólico do que realista: chuva é tristeza, depressão, sentimentos ruins. Pelo menos para adolescentes, porque adultos maduros como a professora já passaram por essa fase eufórica da vida e aprenderam que tudo existe por uma razão, que tudo tem a sua beleza, até mesmo dias de chuva.

E até mesmo adultos ainda tem o que aprender com adolescentes, ou não foi essa a conclusão do sétimo episódio? Em episódios assim há significado em cada traço, cada som e cada movimento de Amanchu!, e o anime quer sim passar uma mensagem. Mas não é pedante ou invasivo porque é apenas uma mensagem relaxante de que encontrar paz e satisfação está sempre ao alcance de todos nós, a qualquer momento. Se nada te convencer disso, pelo menos assistir as vidas e relações dos personagens desse anime (principalmente as duas protagonistas) deve servir para te aquecer o coração um pouquinho.

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Os irmãos Ninomiya

Que inesperado, não é? Eu sei, não é. Felizmente a Ai tem um irmão mais novo e, infelizmente para ele, costuma descarregar a parte “tsun” toda nele. Ah, o saudável abuso doméstico violento entre irmãos é uma coisa tão linda! Meu momento favorito foi aquele em que ela o chutou sem nenhuma razão, sem sequer estar brava com nada, apenas porque ficou tímida com o elogio que recebeu da Hikari.

Um dia eles vão crescer, cada um irá seguir sua própria vida, construir sua própria família, e sentirão saudades desses dias inocentes cheios de doce espancamento gratuito. Sim, aposto que o irmãozinho vai sentir falta também! Mas aproveite o momento, Makoto, tudo na vida um dia acaba mesmo.

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Vai ou fica?

Quantas coisas não deixamos de fazer porque ficamos com medo? Medo do fracasso. Medo da rejeição. Medo de não ser como esperávamos que fosse. Medo de sair da nossa zona de conforto. Medo da frustração. Ou medo de morrer afogado também, esse é bem mais compreensível. Exceto quando não é.

E quem escreve isso é alguém que já quase morreu afogado. Estava eu no Guarujá com um grande amigo na linda Praia da Enseada. Eu não sei nadar, se está lendo minha série de artigos sobre Amanchu você já sabe disso. Eu sei boiar, o que nem sempre ajuda, e até já fiz aula de natação e consegui, assim mais ou menos, mais pra menos que pra mais, dar uma volta em uma piscina de 10 metros. Enfim, eu não sei nadar. Mas eu sou louco de linguiça também, e já com a água na cintura eu olhei mais para o fundo e disse para o meu amigo: “vamos ali onde as ondas estão arrebentando e morrer afogados”. Com essas palavras. Eu sou um imbecil.

Com efeito, a água chegou até o meu pescoço, a correnteza me puxava para o fundo e as ondas arrebentavam por cima da minha cabeça. Dá calafrios só de lembrar. Devo minha vida a um surfista que me salvou aquele dia. Muito obrigado, surfista anônimo! Não cheguei a engolir água nem nada, mas o trauma ficou. Mas a Futaba estava quase para se afogar nesse episódio? É claro que não!

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Você tentou isso, não tentou?

Atire-se primeiro na água aquele que não tiver tampado o nariz e estufado os ouvidos nesse episódio! Mais um episódio feliz de Amanchu, mais uma pequena “aula” de mergulho, e mais uma grande aula sobre amizade e motivos para ser feliz!

A Futaba continuou tímida e preocupada como sempre, a Hikari continuou impulsiva como sempre, e as duas juntas continuam sendo a coisa mais adorável da temporada. Como sempre!

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O chamado

Segundo anime que eu irei cobrir nessa temporada. O primeiro é 91 Days, além de Re: Zero que venho cobrindo desde a temporada passada e vou continuar. Além de mim, o Iwan está cobrindo Berserk e Orange, a Tamao-chan está cobrindo Amaama to Inazuma, Battery e Days, e o flavio está cobrindo Love Live! Sunshine!! Não perca nenhum deles!

E eu ainda vou cobrir mais dois animes! Quais? Se-gre-do! Bastante, não é? Serão onze no total. Curiosidade: em julho de 2015 o Anime21 cobriu quinze animes, esse não é nosso recorde, hehe. Mas já deu de enrolação. Amanchu é um slice of life delicioso, um anime daqueles para assistir enquanto descansa, relaxa, respira fundo, imagina uma luz em cima da sua cabeça, se imagina andando em direção a uma porta … opa, desculpe, sem querer eu estava falando de hipnose.

Mas há algo de hipnótico na Hikari, não é? Pelo menos parece ser a impressão da Futaba!

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