"Prazer, eu me chamo Morte e a partir de hoje seremos grandes amigos"

Um goliath (como num bom RPG, descubro que isso é um tipo de monstro e não o nome do chefe específico do andar anterior) apareceu, muito mais forte aquele do qual Bell fugiu antes de chegar nesse andar. Ele é capaz de se regenerar de qualquer dano recebido em uma velocidade que deixaria o Wolverine morrendo de inveja, e o desmoronamento que causou em sua entrada bloqueou a passagem para outros andares, efetivamente trancando todos os que ainda estão ali. Os monstros do próprio andar, até então pacíficos, e outros tantos que chegaram com o goliath, atacam ferozmente. E não custa lembrar que a ala mais forte (todos os personagens que conhecemos) da Família Lóki já havia partido, diminuindo vastamente o poder ofensivo das dezenas de aventureiros azarados que ainda estão ali. Muitos morrem logo de cara com os grandes desmoronamentos, outros tantos morrem durante os combates, e no fim todos os aventureiros acabam mortos. Apenas os deuses (Hermes e Héstia) sobrevivem, e ele a arrasta para que se escondam enquanto aguardam alguma forma de resgate, pois essa é sua última esperança. Héstia está em prantos, inconsolável, e Hermes teve grande dificuldade para convencê-la a não usar mais uma vez seu poder divino, pois mesmo que assim conseguisse matar o goliath, apenas acabaria atraindo inimigos cada vez mais poderosos.

Infelizmente o final não foi exatamente assim, embora a descrição inicial do cenário esteja correta e as conjecturas para o que poderia acontecer não tivessem eles um Bell protagonista protagonizando ao seu lado me pareçam bastante razoáveis. Mas não foi tão ruim também!

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Até Triage X esperou o último episódio, o epílogo, pra fazer isso. E não colocou o protagonista espiando nem fez ele cair no meio delas.

E como diria o Professor Girafales, foi quando pensei estar errado. Não retiro os elogios que fiz à Dungeon, particularmente os que fiz à Héstia, mas também os que fiz ao Bell, além de outros que fiz sobre a história e outros personagens ao longo de toda a temporada. Mas percebo agora que não deveria ter retirado uma vírgula do que eu disse no meu primeiro artigo: se já não bastava o título sugestivo do anime (“É errado dar em cima de garotas dentro da dungeon?”), o primeiro episódio não foi nada sutil em dizer que essa era sim uma história sobre um protagonista sem graça e seu harém. Ou alguém pode me dizer sobre o que se trata Dungeon? Qual é a grande história do começo até o fim?

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E depois desse episódio Bell adquiriu a habilidade de morder o dedo e virar um gigante

Aquilo era o Goliath, o super chefe de nível do décimo sétimo andar da dungeon? Por que alguém se dá ao trabalho de derrotar ele? Tá bom, tá bom, pra ganhar experiência, como em qualquer outro MMO. Mas se um troço lerdo daqueles é o chefe, dá pra entender que os monstros terríveis dos andares intermediários sejam coelhinhos com cutelos. Os cachorros cospe-fogo não são muito melhores também.

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Os filhos do Takemikazuchi estão arrependidos de terem aprontado para o Bell

Eu li um artigo que comparou o Bell a uma criança que se perdeu na floresta atrás de casa e sua mãe precisa pedir ajuda à vizinhança para ir procurá-lo, de tão inútil que ele é (inútil como uma criança). Eu sei que isso é exagerado. Em cada situação em que ele fracassou em ser útil (ou só conseguiu ser com alguém dando apoio por trás, geralmente a Héstia, sua “mãe”) houve uma boa explicação. Mas é que esses momentos já estão se acumulando, e até a habilidade especial dele (Argonauta) foi descrita pela Héstia como algo que permite até a uma criança ser um herói. Não que ele seja um herói, ele apenas consegue fazer coisas legais que heróis fazem de vez em quando (graças a poderes e equipamentos que mais parecem coisas que uma criança mimada ou com muita imaginação teria mesmo). E veja, não estou criticando o Bell ou dizendo que esse episódio foi ruim (e nota está ali em cima, foi um bom episódio). Eu até já escrevi um artigo dedicado primariamente a listar as qualidades do Bell. Mas quem quer que esteja a cargo da adaptação do roteiro (seja porque ele é assim no original e foi mantido, seja por adaptações e modificações ruins) está fazendo um trabalho muito ruim e transformando o Bell em um crianção mimado que acha que pode tudo e só se preocupa em lidar com a merda depois que ela está feita e se não conseguir, oh, bem, que azar né? O jeito é esperar que apareça alguém para resolver para ele.

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É tanto protagonismo que a mão chega a soltar fagulhas

Você já ficou assistindo alguém jogar vídeo-game? Ou só eu que sou estranho assim? Porque já fiz muito disso (e de vez em quando ainda faço). Qual a graça disso? Bom, quando estou assistindo um conhecido jogar, a graça é socializar com o tal conhecido. Prestar atenção no jogo para tentar ajudar, simplesmente zombar do jogo ou de quem joga, enfim. Mas admito que não é lá tão divertido assim. O que são jogos eletrônicos? Sem dúvida eles evoluíram muito desde Pong, mas mantém até hoje uma característica básica: repita os mesmos comandos de novo e de novo até vencer, ou perca tentando. Quando se retira os relacionamentos entre os personagens de Dungeon, é exatamente isso o que sobra. E é o que os últimos episódios vêm fazendo, esse incluso.

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Meu herói! (o minotauro)

Dungeon atinge seu ponto mais baixo, mas não é como se não pudesse piorar porque esse episódio foi ruim por motivos diferentes daqueles que me incomodaram no anterior. Quem sabe não juntem tudo o que há de pior em Dungeon em um só episódio? É possível. Nesse episódio Bell, fingindo ser um herói, partiu em uma pretensa aventura. Quase morreu, expôs a Liliruca ao perigo, e mais uma vez mostrou que ele tem uma visão perturbada sobre as mulheres.

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Com o que Bell e Héstia estão espantados? Como se até as pedras já não soubessem que isso iria acontecer...

Quando Dungeon foca na, digamos, aventura do suposto herói, a história perde o brilho. Porque na verdade ele não está precisando se esforçar nada. Não apenas ele está ficando mais forte em um ritmo muito acima do normal graças ao “poder do amor” como todas as garotas do anime (deusas inclusas, e no plural mesmo) estão direta ou indiretamente trabalhando para ajudá-lo. Eu gosto bastante dos personagens, especialmente da Héstia e do próprio Bell, e nunca escondi isso, mas o que os tornam interessantes são suas relações humanas, não as diversas formas com que todas ajudam o Bell a protagonizar seu próprio anime de ação e aventura.

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