Decim, ao despedir-se de Chiyuki

Que final sensacional! Decim enganou Chiyuki uma última vez para julgá-la, e colocadas as coisas dessa forma e considerando a má impressão que eu tinha dele após o episódio anterior, era de se esperar uma terrível crueldade. E foi uma terrível crueldade! O fato da Chiyuki não ter protestado não muda isso. Ela é compreensiva, ela viveu com Decim todo esse tempo e o entende. Também não é possível afirmar que, embora dentro de um sistema naturalmente mau, os seus agentes sejam maus também. Eles não têm escolha, eles não criam as regras, e eles sequer entendem o que estão fazendo. Eles são apenas bonecos.

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Quando estão felizes, as pessoas sorriem

Está tudo errado no além. Não consigo mais pensar em nada que salve. E vendo tanta e tamanha injustiça, sou levado a refletir e concluir que não haveria possibilidade nenhuma de um julgamento justo desde o início. Não é novidade essa conclusão de todo modo, é algo que eu já disse em artigo de outro episódio: as almas são atiradas no vazio ou reencarnam e fatalmente morrem e são julgadas de novo onde as únicas opções, outra vez, são o vazio ou mais uma volta nesse ciclo inútil de reencarnação e morte. A vida não é inútil, lógico, só estou colocando as coisas em perspectiva. A tendência, dado tempo suficiente, é que toda alma seja jogada no abismo. É como se almas estivessem eternamente caminhando sobre uma corda bamba e a queda fosse sempre fatal. A perspectiva de julgamentos diferentes e juízes mais humanos, dada por Nona, nublou o meu julgamento, mas esse episódio me fez perceber, mais uma vez, que esse sistema está errado desde sua concepção.

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Decim não parece feliz enquanto Ginti ralha com ele sobre não haver certo e errado no ato de julgar. Bônus: Mayu dormindo ao fundo

O Decim quebrou nesse episódio (não fisicamente, não se assuste) e boa parte das minhas teorias também. Bom, nem tudo é de se jogar fora, algumas coisas ainda parecem certas e rearranjar os cacos das teorias quebradas talvez funcione também. Mas um chute se provou completamente errado: eu havia hipotetizado que o Decim havia julgado e condenado a Mulher de Cabelo Negro (que ganhou nome nesse episódio, viva!). Mas mais importante que hipótese é a análise dos fatos transcorridos no episódio, então vou encerrar aqui essa introdução e começar logo o que interessa.

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"Julgamento" encerrado

Nesse episódio culmina toda a experiência da Mulher de Cabelo Negro desde que ela despertou sem memórias e se tornou ajudante do Decim. Talvez se não fosse um julgamento complicado com pessoas complicadas isso demorasse muito mais, ou talvez nem acontecesse. Mas aconteceu, e a conclusão dela é categórica: Decim não está julgando ninguém.

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Tatsumi e Shimada: mortos, jogadores e assassinos

Ou melhor, quem é o “mais culpado”? O detetive Tatsumi ou o jovem Shimada? Com o jogo e o episódio interrompidos até a semana que vem logo após a revelação bombástica de que ambos são assassinos, mentes viajam em toda sorte de teorias internet afora. E isso é algo divertido de se fazer. Não é à toa que na Era de Ouro das Histórias de Detetives os livros que contavam tais histórias eram considerados jogos. Houve até quem compilasse regras sobre como escrever essas histórias. Contudo, por divertido que seja especular sobre quem matou quem e qual a história dos jogadores, eu não vou fazer isso.

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A melancolia de Nona

Um episódio cheio de dados desencontrados e informações pela metade que nem com o que já foi exibido até agora é suficiente para fazer qualquer juízo. Dá para ter certeza que a Nona está planejando algo que o Oculus não pode saber e que tem pouco tempo para concluir seu plano, mas tudo isso já era sabido de antes, de uma forma ou de outra. A informação nova e importante é que humanos em julgamento e juízes são fisicamente iguais: ambos são bonecos. Claro que eu posso ter entendido errado essa parte, mas vou fazer essa aposta. No meio disso tudo, a Mulher de Cabelo Preto se lembrou que um dia foi viva. A história dela não é a história desse purgatório onde as almas são julgadas, mas esse pequeno acontecimento para a Mulher de Cabelo Preto, desconectado de todo o resto do episódio, está ali para dizer que ela é a pessoa mais importante do anime e que provavelmente tudo irá acontecer no final em função dela, tenha sido esse o plano da Nona ou não.

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A felicidade sem freios de Mayu diante de Harada, seu ídolo

Bem no meio da temporada o episódio mais deslocado da série até agora. Não acredito que tenha sido acidental, contudo, e deve marcar o começo de mudanças, mas ainda assim ficou parecendo um pouco estranho. Um julgamento como outros que já houveram, mas dessa vez o juiz foi Ginti, aquele juiz ruivo que apareceu no episódio anterior querendo tirar satisfação com o Decim por ele não ter julgado a Mulher de Cabelo Preto ainda. Ele não parece se importar muito com as almas que julga e explica as regras (e as muda) no decorrer do jogo. Mais estranho ainda, o episódio termina sem revelar o resultado do julgamento. A garota que foi julgada aparece na abertura então imagino que ela deva continuar por aí azucrinando o Ginti. Bom, isso é o mínimo que ele merece.

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