Ezequiel: "Não deixe acabar assim, por favor!"

Foi um final feliz para a Maria, não é? Então tem isso, eu acho. Eu não queria um final trágico, e esse definitivamente não foi um final trágico. O que não quer dizer que eu esteja satisfeito com ele. O que dizer daquele momento em que ela está encarando Miguel e todo mundo aparece pra dar uma mão? Foi como uma versão piorada da formação da Sociedade do Anel em Senhor dos Anéis. Ártemis e Príapo: “Você (Maria) tem o nosso apetite sexual insaciável!”. Viv: “E os meus cachos perfeitos!”. Edwina: “E-e-e a minha ti-timidez!”. Bando de bruxas sem nome: “E a nossa irrelevância!”. Bem, para o meu gosto, não foi um final feliz!

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Segure bem o seu homem, Maria

Final feliz não é o mesmo que final bom. Em alguns casos, bem longe disso. Agora, não acho que Junketsu no Maria precise terminar em tragédia, nem quero isso tampouco em qualquer momento achei que fosse possível, mas também não esperava o tipo de final feliz que se está desenhando. O ponto alto do anime foi quando Maria estava presa e Bernard foi conversar com ela e teve aquele brainstorm ao conciliar sua própria crença com a crença oficial da Igreja e com as palavras da bruxa. Já no episódio seguinte o próprio Bernard dava de ombros para Maria, e agora o anime dá de ombros para tudo o que construiu.

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Tremei! Pois diante de ti está Edwina, a bruxa, a manifestar seu verdadeiro poder!

A essa altura acho que você e todos os meus leitores (umas cinco pessoas) devem estar começando a perceber: quando eu uso títulos com dois substantivos unidos por uma conjunção é porque o anime me deixou com mais dúvidas do que me esclareceu. Foi o caso desse episódio. Mormente porque ações de vários personagens, principalmente vilões e antagonistas, não parecem fazer sentido à luz das ações que tomaram noutros episódios. Mas não o achei um episódio ruim (as quatro estrelas já devem ter evidenciado isso). Foi um episódio emotivo e tenso, e só não foi mais tenso porque era óbvio que Maria não morreria não importa o que lhe acontecesse.

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Maria capturada e passando pela primeira etapa do processo de julgamento por heresia: a declaração de testemunhas

Felizmente, Galfa não estuprou Maria. Infelizmente, ele a deixou sem magia de alguma outra forma não revelada no episódio. É temporário, mas mais do que o suficiente para ela ser capturada, espancada e presa. Aguarda julgamento por heresia em uma cela minúscula. Seus familiares, Joseph e Ezequiel estão, como era de se esperar, fazendo tudo o que podem para reavê-la, mas o mais surpreendente é a participação de Viv. Não surpreendente por ela ajudar, mas a determinação com a qual ela está decidida a ajudar Maria é um pouco inesperada, me faz pensar se não faltou desenvolvimento nessa frente. Mas o ponto alto do episódio durou pouco tempo, e foi a conversa que Bernard manteve com Maria presa, quando as palavras da bruxa rejeitando o divino fizeram o religioso passar brevemente por boa parte do pensamento cristão da época até que ele teve uma epifania como se finalmente tivesse entendido uma verdade mais profunda sobre a essência de Deus e da fé.

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Maria está em uma enrascada feia, mas nesse momento ela estava apenas envergonhada por ter abraçado Joseph sem pensar

Pouca coisa aconteceu nesse episódio, e ao mesmo tempo muita coisa aconteceu. Foi um episódio sem ação, mas foi um episódio denso. As diversas movimentações de Bernard para fazer o povo se voltar contra Maria e sua reunião à socapa com Galfa para planejar um ataque à bruxa, a mudança de opinião do povo, motivadas em parte por Bernard mas não só, a própria família da Ann, a própria Martha que sempre a defendeu a abandonando, as conversas de Maria com seus familiares, Ezequiel e Joseph, os únicos que restaram ao lado dela, a tensão romântica nascida do desespero de Maria, o movimento de Cernuno (e Ezequiel descobrindo assombrada sobre sua existência), a consolidação de Galfa como marionete de Bernard e como líder de seu bando de mercenários. Ufa, quanta coisa! E talvez eu ainda esteja esquecendo de algo. E nos momentos mais importantes para Maria a câmera não parava quieta. Se movia lateralmente, verticalmente, se aproximava e se afastava, até mesmo girava. Tudo isso para criar uma sensação de grande tensão. É muita tensão em toda parte, mas especialmente, é tensão psicológica demais para a própria Maria lidar.

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Ezequiel e Maria. A anja aos prantos por ter ferido a bruxa, que nem por um instante a culpou, sabendo que na verdade ela a salvou desobedecendo ordens superiores.

Escrevi bastante sobre o livre-arbítrio nos artigos sobre os dois últimos episódios porque ele era de fato tema central neles. Como ações ensejam reações, é lógico que uma escolha que se faça irá ter uma consequência, e esse é o outro lado do livre-arbítrio que muita gente normalmente ignora. Especulei e falei um pouco sobre as tais consequências também, mas foi só nesse episódio que as escolhas de cada personagem começaram a cobrar deles um preço alto. É um pouco curioso que um anime de fantasia histórica, com magia, temas religiosos e guerras tenha um plano de fundo que trata de liberdade e responsabilidade. Mas isso é tão forte que acho que os personagens estão perdendo prioridade e estão se desenvolvendo pouco. Exceção honrosa: Ezequiel. Os demais, mesmo a protagonista, podem ter refletido um pouco, podem ter até refletido bastante em alguns momentos, mas se chegaram a alguma conclusão foi a de que deveriam continuar como estavam antes. Eu não acho isso ruim, mas pelo menos da Maria eu espero um pouco mais.

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Ezequiel, Maria e Joseph. Sobre os ombros deles pesam decisões difíceis.

Semana passada escrevi um artigo com nome parecido, então agora estou dando uma de espertão para falar desse episódio e do outro lado do que falei semana passada. Para começar provocando, no artigo anterior eu basicamente argumentei que impedir os humanos de guerrearem era um atentado a seu livre-arbítrio, mas se vivemos em sociedade e tudo o que fazemos interfere na capacidade de escolha de outras pessoas, não estamos todos sempre atentando contra o livre-arbítrio de alguém? Onde se traça a linha a partir de onde dissemos que é “interferência demais” e consideramos imoral?

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