Adeus, Shinichi, Satomi.

Tematicamente, o episódio anterior foi o final. Esse episódio 24 foi um epílogo, corroborou as conclusões do episódio anterior e ofereceu um vislumbre da vida do Shinichi após os eventos da invasão parasita. Serviu também como um episódio leve, que amacia e acalma os corações dos expectadores que acompanharam uma história até aqui brutal. Não deixou de ter um último evento de ação, mas o clima de calmaria e história já encerrada era tão evidente que em nenhum momento eu senti que havia qualquer risco para a Satomi e muito menos para o Shinichi. E olha que em todos esses episódios ela nunca havia chegado tão perto da morte. Antes do episódio anterior, portanto antes da história acabar, eu teria temido pela vida dela. Mas nesse episódio isso foi impossível. O que é realmente novo nesse episódio é a consideração sobre a solidão humana, que eu achei muito interessante (até porque vivo pensando nisso e concordo com o ponto de vista expresso em Kiseijuu) e a essa altura acho que não esperava mais nenhum novo tema. Mas teve, foi um bom tema e casou-se perfeitamente com a história.

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Shinichi prestes a matar outro ser vivo apenas para preservar a sua própria vida

Que coisa, não é apenas Dragon Ball, a Marvel e a DC que ressuscitam personagens. Migi está de volta. Isso em parte justifica a relativa pouca importância dada à morte dele no episódio anterior, nem tanto por não ter sido uma morte real e porque ele iria voltar, mas mais porque quanto maior fosse o drama mais ridículo soaria seu retorno. Ele murchou, e ele voltou, e é isso. Era importante o Migi ter morrido? Sustento que sim, como afirmei no artigo sobre o episódio anterior, isso marcou o amadurecimento do Shinichi. Lógico que ele tem muito a aprender ainda, como todos nós temos durante toda a vida, e por isso Migi voltou, mas sua jornada de crescimento pessoal em Kiseijuu já havia terminado. O próximo episódio deve ser para o Shinichi lidar com as consequências dos eventos bizarros pelos quais ele passou nesses episódios todos.

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Migi, o braço direito (literalmente) de Shinichi

As vezes tenho enorme dificuldade em dar títulos aos meus artigos. Coisas como minha disposição pessoal, estado mental e tempo disponível afetam, mas o episódio em si é sempre o fator preponderante. Pode ser porque não aconteceu nada digno de nota, pode ser porque não consigo achar o tom correto para dizer o que precisa ser dito, ou pode ser como no caso desse episódio, em que aconteceu uma coisa, mas o significado dela é totalmente diferente e difícil de sintetizar em uma frase. No final fiquei com esse título meia-boca, e um pouco besta por seguir a mesma estrutura dos títulos dos episódios do anime. Se eu quisesse traçar um paralelo entre os dois faria muito sentido, mas como foi sem querer fica essa sensação esquisita. Prometo que o texto está melhor que o título, contudo, então me acompanhe por favor!

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Murano e Shinichi

Fui atacado por spoilers antes de assistir esse episódio, então não sei se reagi a ele exatamente da mesma forma que alguém que tenha assistido normalmente, sem spoiler. Mas bom, por mais que eu deteste spoilers, devo admitir que os quais fui sujeitado antes desse episódio eram, para alguém atento, previsíveis. A maioria das pessoas não é atenta o bastante para isso, anime é só um entretenimento como outros tantos afinal, e entretenimento é só mais uma coisa no dia entre tantas outras no dia de alguém. Assim, embora eu não ache o spoiler em questão admissível e continue condenando spoilers em geral, reconheço que eu, como alguém que, mesmo que seja por hobby, tenha tomado para si a responsabilidade de semanalmente acompanhar Kiseijuu com mais atenção que uma pessoa normal justamente para poder produzir conteúdo relevante a respeito, acabei fracassando e por isso peço desculpas a você e a todos os meus leitores. Felizmente, como também me disseram, embora chocante o tal spoiler era apenas um detalhe no episódio.

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Que horror inominável aguarda os soldados após essa junção no corredor?

E eis que fui positivamente surpreendido. Como esperado, esse foi um episódio de ação, e sustento que deva ser assim até praticamente o final. Mas ao invés da ação que o anime vinha tendo até agora, (mal) inspirada em battle shonen, é ação com suspense, ação em território desconhecido, ação subindo os degraus do desespero, enfim, ação comum em histórias de horror. E para um anime de horror, apenas faz muito sentido que seja assim.

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Shinichi e Murano se lembrando de quando Kiseijuu era bom

Pena que Kiseijuu é um anime longo, as cenas de ação que teve até agora não foram particularmente boas (não pela ação, pelo menos) e quem está assistindo até agora certamente não fazia isso pela ação, enquanto quem buscou esse anime pela ação no já distante mês de outubro de 2014 deve ter desistido no meio do caminho. O que quero dizer é: para quem é essa ação? Não acho que vá ser necessariamente ruim. Só desperdiça o conflito psicológico e ideológico que foi construído e no episódio 18 teve seu momento de catarse quando um parasita deu a vida para salvar seu bebê humano. Até a narrativa piorou perceptivelmente, com os personagens repetindo coisas que já foram contadas pelo andar natural do anime. E parece que esse será o grande arco final. Kiseijuu é classificado como um mangá de horror, e histórias de horror frequentemente não têm finais felizes. Prepare-se para o pior.

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Tamura Reiko, a humana

No já distante dia primeiro de novembro do ano passado eu escrevi o artigo chamado “As três mães” sobre o episódio 4 de Kiseijuu. Suas protagonistas eram a mãe de Shinichi, Tamura (então Tamiya) e sua mãe (ou melhor: mãe de sua hospedeira). O episódio atual apenas confirma a importância do tema maternidade conforme as três retornam, de um jeito ou de outro, para se despedir. Sim, foi uma despedida. Imagino que agora Kiseijuu tomará um rumo completamente diferente, o que me deixa mais uma vez apreensivo. Mas se foi capaz de entregar esse episódio não posso senão continuar acreditando no potencial de superar as minhas expectativas que Kiseijuu tem.

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