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Eu tenho bode com o termo “bruxa”, como usado pelo anime. Faz parecer que são garotas más, ou que tomaram a decisão que tomaram em pleno gozo de suas capacidades mentais e em um momento em que possuem várias outras alternativas melhores. Como esse não foi o caso de nenhuma delas até agora, chamá-las de bruxas apenas desloca a culpa para as vítimas. Eu entendo que o anime faz isso de propósito, mas se eu apenas repetir isso aqui estarei fazendo o oposto do que me proponho – não estarei criticando. Se essa é uma forma do anime mostrar a sua crítica, tão melhor que eu aponte isso, não é?

Nesse episódio viu-se como surge uma bruxa.

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Que pancada no final! De súbito, esse episódio se tornou tão ou mais triste que o terceiro, o da garota com uma doença incurável. E a ideia de que o Haruto “salva” as garotas fica cada vez mais difícil de defender. Ele mal parece ter uma vontade própria, mudando de comportamento e de personalidade a cada nova garota, a cada episódio.

Bom, em parte isso se deve à escolha criativa de ter um diretor por episódio, claro, mas acredito que não seja apenas diferenças de ponto de vista, e sim intenção deliberada. Com o tempo descobriremos, suponho.

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Sempre quis escrever um artigo “vamos falar de/sobre”! Valeu, 18if!

Brincadeira. Quero dizer, padrões irreais (e irracionais) de forma corporal e os distúrbios alimentares que eles causam são sim assunto sério, mas muita gente mais esperta que eu já escreveu muitos textos melhores do que eu. Eu já li vários mas de momento não me lembro, se conhecer algum me mande pelos comentários que eu edito o artigo e coloco link, ok? Obrigado =)

Ocorre que aconteceu de 18if abordar o tema também, então vamos lá.

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Esculachei esse anime no meu artigo de primeiras impressões. Não retiro nada do que eu disse – 18if realmente não me causou uma boa impressão inicial. Por suas qualidades técnicas e pura criatividade, a nota que dei (3,5 de 5) acabou sendo boa, ainda que as palavras parecessem não acompanhar.

Os outros dois episódios que assisti em seguida foram incríveis. Não incríveis apenas para eu pensar “nossa, que episódios legais”, mas o bastante para eu mudar minha expectativa com relação ao anime como um todo – a ponto de eu ter escolhido escrever sobre 18if nessa temporada. Se eu fosse reescrever hoje minhas primeiras impressões, não mudaria o sentido de nada do que eu disse, mas talvez escolhesse palavras e expressões menos duras e acrescentasse uma observação de que o episódio inicial não representa adequadamente a série como um todo.

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A temporada só começou e já vou chutar: o título “18if” significa literalmente “18 e ses”, no sentido de “e se não tivesse sido assim”. Como no caso da bruxa desse primeiro episódio (“e se ela não tivesse se pressionado tanto” / “e se o babaca não tivesse molestado-a moralmente”), acredito que o anime será episódico, “salvando” ou “libertando” uma bruxa de cada vez (e talvez perdendo alguma, pra aumentar o drama?) – 18 no total, a maioria, se não todas, no melhor estilo “crítica social foda”.

E daí junta-se dois males: o estilo “crítica social foda”, já raso por natureza, e a baixa profundidade que animes que se propõem a lidar com esse tipo de questão costumam ter no fim das contas. A cereja de chuchu que coroa essa mistura é o provável formato episódico que o anime terá, eliminando qualquer possibilidade de qualquer tipo de questão ou desenvolvimento de tema mais aprofundado por pura falta de tempo.

Por outro lado, visualmente foi um anime muito interessante. Não foi a coisa mais bonita ou bem produzida entre animes de visual maluco que já vi, bem longe disso, mas tem seus méritos, não achei ruim. E é de certa forma corajoso produzir um anime que se passa o tempo inteiro em um espaço surreal, do qual não se sabem as regras, deixando o expectador completamente confuso sem saber o que esperar ou, em alguns casos, sem saber exatamente o que está acontecendo e porquê – felizmente, colocaram um pesquisador-coelho falante que explicou tudo o que foi necessário. Ainda restam muitas dúvidas, então espero rever o coelho.

Mas não consigo me importar com esse anime. Quero dizer, nem o protagonista se importa, não é mesmo? A atitude dele o episódio inteiro foi “isso é só um sonho, tanto faz”. E o pior é que nem posso culpá-lo! Porque tanto faz mesmo. É só um sonho afinal, não há regras ou consequência de fato. “Se você morrer você morre!” – ele teve a cabeça cortada e não morreu. “Se sair pela porta azul você acorda!” – ele não acordou. Por que ele deveria levar a sério? Mas se nem ele levar a sério, por que eu deveria?