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Noventa e cinco anos, Matsuda? Já conviveu com Yakumo 7, Yakumo 8, vive agora com Yakumo 9 e está vendo o começo da carreira do potencial Yakumo 10! A longevidade nipônica é mesmo assombrosa em alguns casos.

Esse episódio tinha tudo para ser só um epílogo, mas ao invés de ser um episódio comentando e encerrando o passado, com talvez algumas referências ao presente tal como ele se tornou após os fatos ocorridos até então e por causa deles, esse final foi muito mais sobre o futuro do que qualquer outra coisa. Mostrou a reabertura do teatro, as mudanças que o rakugo já sofreu e toda a esperança renovada no futuro da arte – que não é apenas esperança agora, mas realidade. O rakugo está com seu futuro encomendado e ele parece brilhante.

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Muitas pessoas, após experiências de quase morte, relatam terem visto um túnel luminoso ou algo parecido com isso enquanto estavam se equilibrando na fina linha que separa a vida e a morte. Começo o artigo falando sobre isso como gancho para comentar sobre quanto de nossas crenças e tradições na verdade são apenas as formas que encontramos (ou melhor, nossos antepassados encontraram) para descrever fenômenos que não sabiam descrever. Alguns desses nem mesmo nós sabemos ainda como descrever. O túnel de luz é um deles.

Talvez a passarela de velas que o Yakumo viu seja apenas uma forma folclórica japonesa de descrever esse mesmo fenômeno? Poderia ser esse episódio inteiro uma construção mental nos últimos instantes de vida do Yakumo? Essa pergunta talvez esteja mal formulada. Mas bom, continue lendo que eu me esforço para me fazer entender!

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Há desvantagens em assistir tantos animes, não é? A gente começa a ficar “esperto” para o que vai acontecer. É um mesmo processo mental que aplicamos à vida real: de tanto experimentar um tipo de situação, começamos a perceber quando ela está para acontecer. Mais ou menos como quando olhamos para um objeto rolando em direção à beira de uma mesa e sabemos que ele vai cair. Ou como quando vemos aquela pessoa fazendo aquela cara e sabemos que estamos à beira de ouvir um monte. Bom, pensando melhor, não acho que seja uma desvantagem. Claro que vai depender da expectativa, não é? Podemos tanto ficar ansiosos por algo bom que pressentimos quanto tensos por algo ruim. Com ficção funciona igual.

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E mais uma vez o Sukeroku de Olhos Vermelhos foi usado na abertura. De verdade, desde a primeira vez que isso aconteceu eu fico tenso durante a abertura esperando os olhos dele aparecerem. E vieram vermelhos de novo! E dessa vez não só na abertura! Quase que eu morro quando vi. De medo.

Mas desviando um pouco do assunto, acho que definitivamente fiquei chato. Não chato em um sentido ruim, entende? Um chato legal, eu acho. Sim, um chato legal. Acredito que finalmente entendo como algumas pessoas podem adorar cervejas amargas, vinhos ácidos, vodkas cheias de álcool e whiskys … e whiskys em geral. As minhas bebidas prefiro que continuem vindo todas cheias de gelo, ou em batidas docíssimas, ou geladíssimas. Mas acho que finalmente compreendo quem gosta dessas coisas.

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A arte é feita da mesma matéria da qual são feitos os sonhos. Ao mesmo tempo, ela precisa ser criada e executada por homens de carne e osso, falíveis, sujeitos aos próprios humores e também àqueles do mundo, limitados pelo local, pela época, frutos de seu tempo e que, com o tempo, passam. O Sétimo Yakumo não teve filhos de seu próprio sangue, mas criou da melhor forma que pôde duas crianças: um dançarino que feriu a perna e um moleque de rua. Eles cresceriam para se tornar Kikohiko (e depois o Oitavo Yakumo) e Sukeroku. O Sétimo se foi.

Sukeroku tragicamente se foi cedo demais pouco tempo depois. Coube a Yakumo, o oitavo, criar sua filha, Konatsu. Depois de velho ele ainda brilharia como um raio de esperança para o então detento Kyouji, que se encantou com a arte do rakugo e através dela saiu do mundo do crime, tornando-se Yotaro. Agora é o próprio Yakumo quem adentra no crepúsculo de sua vida, mas independente de qual fosse a sua vontade ele não pode querer levar tudo consigo para o túmulo. Ele não pode sequer abandonar tudo enquanto ainda vive. Ele não tem esse direito, sua arte agora pertence ao mundo. Nada disso foi e não pode se tornar apenas um sonho.

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Eu confesso que vendo tanta coisa que eu dava por certa mudando diante de meus olhos esse detalhe veloz foi algo que eu não dei a devida atenção: por quê Yakumo segurou a Konatsu no balcão, e não o Sukeroku? Por toda a história conjunta dos dois (e porque Sukeroku segurava Miyokichi, com quem Yakumo também tinha uma longa história) a escolha óbvia, automática, visceral até, seria ele ter segurado seu irmão. Deixar uma criança cair para a morte é terrível, mas o Yakumo nunca foi famoso pelo seu grande coração de todo modo, então por quê? Não que eu tivesse dado a devida atenção a isso inicialmente, como já disse.

Em seus comentários no meu artigo de análise sobre o episódio, tanto a Chell quanto o Kondou mostraram que para eles aquilo foi uma escolha deliberada e que devia carregar algum significado. Pois então comecei a pensar e … é mesmo, não é?

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Esse episódio foi excelente e pivotal para o anime, então porque não cinco estrelas? Bom, apesar de tudo foi um episódio que apenas jogou um monte de informações, ainda não deu para ver o quanto isso vai influenciar no resto da história – embora possamos especular e, como Yotaro, sentir a diferença só de pensar nela.

Eu não achava que a história sobre a morte do Sukeroku e da Miyokichi da primeira temporada fosse uma farsa. Bom, eu não descartava a hipótese e desde aquela época havia quem apontasse o óbvio: o Yakumo é um contador de histórias, ele contar essa história não significa que ela seja real. O que me fez decidir que deveria ser real sim foi não conseguir imaginar nenhum bom motivo para ele mentir. Mas existe um.

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