O mais novo harem inverso da temporada faz a sua entrada triunfal e já começa mostrando a que veio – mostrar sua protagonista comum e os ikemen que vão seguir ela até o fim da série. Mas fora isso sobre o que trata essa série e o que mais ela mostrou? Me acompanhem que eu conto.

Meiji Tokyo Renka é baseado num jogo e tem uma versão anterior feita em filmes e produzida pelo Studio Deen. Apesar da base ser a mesma, me parece que as linhas de pensamento e execução dessas duas adaptações divergem um pouco, inclusive não existe indicações específicas pra ver um antes ou depois, os dois são considerados histórias independentes.

A história da nossa protagonista renderia um bom drama se os personagens históricos viessem até ela – não que o contrário não vá funcionar, mas seria bem interessante também -, porque no seu próprio mundo ela é ostracizada e largada pelas pessoas por ter a capacidade de ver fantasmas. Eu costumo me perguntar porque as pessoas temem tanto aquilo que não conseguem compreender e tentam se livrar daquilo o mais rápido possível, seja abandonando, esquecendo, ferindo e em alguns casos até “matando” mesmo, enfim.

Ayazuki Mei desde pequena possui o poder de ver fantasmas, mas pela sua própria inocência ela não contém o vazamento dessa informação e isso a coloca na situação de solidão em que está – a coisa já chegou num ponto que até quem tenta se aproximar é arrastado pra longe da menina. Ela em consequência decidiu que o mais sensato a se fazer era se livrar das vozes que ouvia e dos seres que via pra aliviar sua aflição e ir apagando de sua mente o que lhe causou tanto mal mesmo que involuntário.

Depois de um encontro predestinado com um mágico duvidoso exatamente na Noite da Lua Morango, ela é levada ao passado de Tokyo, a Era Meiji. Porque razões ela foi levada exatamente a essa época eu não sei, mas espero que além do relacionamento entre todos, o anime possa me tirar essa pequena dúvida.

A partir daí somos rodeados de eventos convenientemente preparados pra que conhecêssemos a cada um dos futuros amigos e pretendentes de Mei. Acho que um destaque pra mim foi que mesmo os rapazes tendo aquelas personalidades comuns e galantes claro, eles parecem ter um certo lado cômico como ficou exposto no episódio um deles é misófobo que onda – confesso que gostaria bastante se o anime tivesse um pouco da pegada de Dame x Prince, dando a eles mais personalidade que apenas serem bonitos e românticos.

Mei por sua vez, estava ficando cada vez mais uma protagonista de visual novel sem personalidade alguma só corando a cada cena, até ela mostrar também um lado inesperado que só tínhamos visto no flashback da infância dela: ELA É UMA GULOSA NATA!

Metade das confusões que tiveram no baile onde ela conheceu o elenco masculino, aconteceram porque ela seguiu um prato de comida – eu achei engraçado terem explorado uma faceta nova nesse tipo de padrão feminino do harém inverso. Se os bonitões quiserem realmente levar a melhor, eles vão ter que usar o poder daquela frase que diz “que se conquista uma pessoa pelo estômago”. No caso dela essa informação é super válida, e espero que continuem trazendo coisas novas como essa pra dar uma nova cara tanto a ela como aos rapazes.

Bom, esse primeiro episódio realmente só focou na apresentação de todo o grupo de protagonistas (que ainda não decorei os nomes todos) e na problemática central que era a habilidade de se comunicar com fantasmas da garota – ela é uma Tamayori e não sei o que é isso ainda, mas ficou um cliffhanger básico no ar. Como esse poder tinha afetado sua vida no presente, certamente teria efeito no passado onde as coisas são mais estritas ainda, portanto isso irá influenciar a sua sobrevivência no passado e pela cara do inspetor não parece coisa boa também – dom esse que por sinal não parece exclusivo a ela, já que o escritor Kyoka e o inspetor Fujita também tem tal poder.

A proposta do enredo em si tem muito pra explorar já que trata de um período e personagens históricos, mas não dá pra confiar que isso vai ter muita relevância em detrimento do romance. Uma obra que conseguiu balancear bem essas duas medidas foi Code:Realize que tinha um contexto bem interessante e trabalhado, seria muito bom que aqui pudessem usar do mesmo equilíbrio que conseguiram lá.

A animação aqui não decepcionou nem surpreendeu. O design dos rapazes era o esperado, já o de Mei é simplório e meio bolachudo, mas ao mesmo tempo condiz com a idade e o jeito dela dando um certo ar de fofura então tá de boa.

Digo que a estreia foi bem basicona como já era de se esperar desse modelo e nem dá pra manter as expectativas altas, mas não custa sonhar que ela possa ser divertida ao longo do caminho. Pra quem gosta de acompanhar eu acho que vale a pena.

  1. Vi o primeiro episódio deste anime e até que não é mau.
    Gostei bastante da protagonista, ela é simpática e acima de tudo gosta de carne assada, mulher assim é para casar.
    Achei interessante também o facto da Mei, mesmo quando criança não se incomodar com os espíritos que via (coisa que mudou quando cresceu).
    Quanto aos personagens masculinos não tenho nada a citar, cada um tem a sua personalidade vincada, o artista esse parece ser o mais pé do chão.
    A parte histórica não está mau, a parte do baile demonstrou bem a mescla entre a cultura japonesa e ocidental na Era Meiji.
    Excelente artigo de primeiras impressões JG.

  2. JG

    Oi Kondou, que bom que concordamos sobre o anime *-*
    Acho que essa série tem potencial pra alcançar um resultado agradável, essa estreia foi morna, mas aquele tipo de morna que diz “ainda vale a pena me assistir, tenho algo legal pra tentar desenvolver”, ao menos me convenceram que a tentativa é válida.
    A Mei é ótima, só o fato de ela não ser 100% passiva já valeu. Ela ser comilona e aloprada foi um bônus e muito bem vindo.
    Aquela questão dos fantasmas realmente é algo visível, mas foi como falei, a inocência e a falta de bom senso da coitada não a ajudaram a entender que a humanidade é cruel mesmo na infância, e aí como isso perdurou, já viu.
    Os rapazes são estereotipados como já era de se esperar, mas consegui achar graça nas macaquices deles, acho que funciona melhor do que essas personalidades muito românticas, sérias e dramáticas que costumam usar (e realmente até agora o Mori é o mais “coeso”).
    Estou agora só ansioso por uma maior exploração histórica, ainda não tenho queixas sobre, mas vamos ver no que dá.

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