Nanatsu no Taizai: Fundo no Shinpan é a quarta temporada do battle shounen de sucesso que a princípio era animado pelo ótimo A-1 Pictures, mas acabou no estúdio Deen nas mãos de uma equipe de produção aparentemente desanimada e certamente pouco recursada para entregar um pouco da qualidade que marcou ao menos a primeira temporada da série. Não à toa os memes se acumularam na terceira temporada e nessa não há uma perspectiva de algo muito diferente. Sem mais delongas, vamos falar um pouco sobre essa S4 de Nanatsu, uma sombra do que Nanatsu foi um dia…

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Kaifuku Jutsushi no Yarinaoshi (Redo of Healer) é um anime do estúdio TNK que é adaptação de light novel e conta a história de Keyaru, um herói curandeiro que obtém um grande poder e decide com ele voltar ao passado para se vingar dos membros da party que abusou dele. Sim, o protagonista é edgy, nem parece, né? Ao menos o anime deu uma suavizada nos problemas da light novel e do mangá, afirmo isso porque li alguns capítulos do último. Mas ainda assim não é grande coisa, é o tipo de anime que quer “causar”. E causou na estreia?

Vendo o episódio fiquei meio confuso, mas após pensar um pouco acho que entendi bem. O olho da criação é uma habilidade que o protagonista adquire antes de ser explorado pela party dos heróis que intencionam matar o Rei Demônio e o que ele faz com a pedra filosofal é o resultado das características de seu poder de cura, tão menosprezado pelos companheiros. Keyaru também é um herói, então, por mais que seja um curandeiro, acho muito zoado que aceite o abuso dos companheiros calado. Ele não tem a quem recorrer e se ele ficou tão poderoso, por que não agiu antes?

Eu sei, porque ele planejou voltar no tempo e se vingar antes mesmo de fazerem mal a ele. Não digo que não faz sentido, mas é uma coisa meio doentia, né? Dá para dizer que ele se tornou esse tipo de pessoa devido aos abusos que sofreu? Talvez, mas não é uma forma muito simplória de tratar a questão? Além disso, ser abusado justifica abusar? É também para esse tipo de herói que o público de anime em geral quer torcer? Além disso, o anime cortou essa parte ao menos na estreia, mas tem um elemento que joga Kaifuku no lixo para mim, e esse é o estupro.

No mangá, imagino que na novel também, ele estupra as antigas companheiras de party como parte de sua vingança sob a desculpa de que ele também foi abusado sexualmente. Sério mesmo que agora estupradores também podem ser protagonistas de anime que não um hentai? Isso, claro, se não omitirem esse elemento da trama. Espero que não apelem para ele, apesar da primeira cena do anime ter me incomodado bastante, acho que no mangá ele a estupra nesse trecho. Nada explícito aparece lá e não vai aqui mesmo se acontecer o estupro, mas que é escroto é, óbvio.

Aliás, chamar esse tipo de história de escrota é redundância. Sei que há um esforço para contextualizar a party e o próprio reino como os vilões, mas isso só cola até a pagina dois. Nesse mundo não existe o conceito de justiça, de moralidade, de diplomacia? Sei que dizer que o reino foi construído a base do massacre e da escravidão de outros povos passa a ideia de que o povo é conivente com a escrotidão e é, mas, repito, o que isso torna o que o Keyaru faz heroico? O que o torna aceitável? Nada. Torcer pela vingança do “herói” é o mesmo que concordar com o vilão aqui!

Enfim, eu queria entender por que empregadas se revezam para transar com o protagonista, seria uma espécie de tradição confortar heróis assim? E se não for, será que o protagonista não pensou que pode ser uma manobra de alguém com algum interesse em prejudicá-lo? Pela maneira que ele reage e se aproveita da situação acho bem mais provável o primeiro caso, o que com certeza não limpa a barra do reino enquanto sociedade machista que não surpreende ninguém que seja, mas também não limpa a dele. Se valer da posição de superioridade para obter algo é errado sim.

Ele não quer se chamar de herói? Que tal se agisse como um? Okay, okay, eu sei que ele é um anti-herói edgy que escreve certo por linhas tortas, mas entenda que tentar repetir o que os outros fizeram de mal a ele usando qualquer um que vê pela frente não faz dele politicamente incorreto, faz dele o mesmo lixo humano que ele tenta nos vender a ideia de que vai combater. Se a Flare é um lixo, e ela é mesmo, o Keyaru não quer ficar atrás. Repito, se prender as justificativas tolas as quais ele se agarra não o torna mesmo vilão nessa história. Todos são vilões, nenhum presta, né?

Isso por enquanto, não duvido que apareçam personagens diferentes da Flare ou do próprio Keyaru. Em todo caso, se não tem o que falar bem da história, a produção também não tem pelo que elogiar, é no máximo mediana. Mas faço uma ressalva sobre a censura, poderiam ter pensado em um tipo de censura que não escurece tudo e quem mais está ao redor, foi exagerado e de mal gosto. E eu não estou dizendo aqui que queria ver peitos e bundas nem nada assim, mas haviam maneiras menos porcas de esconder o que não poderia ser exibido em alguns canais de televisão.

Por fim, mesmo sem chegar ao extremo do estupro não tenho mesmo como ter achado essa estreia boa. Sei que a sinopse dava a exata ideia do que foi o episódio, mas isso não significa que sou obrigado a gostar. Não é porque você sabe o que esperar que sempre vai conseguir ver algo de positivo. Redo of Healer é escroto e apelativo, uma obra de muito mal gosto que mesmo suavizada não deixa de incomodar devido aos problemas na construção de sua trama rasteira, mas, principalmente, pela vontade quase imoral de chocar apenas por chocar. Ser ofensivo virou qualidade?

Até a próxima!

Finalmente Log Horizon voltou e esse episódio resgatou não só o meu imenso gosto pela obra, como atiçou a minha animação com o que as tramas políticas podem nos oferecer nessa continuação.

Velhos aliados agora se posicionam como novos inimigos, e gente que até então não precisou se posicionar, agora vai precisar se erguer efusivamente para fazer valer seus desejos. Qual será o destino de Akiba e dos membros da távola redonda, nessa disputa de ideais?

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Azur Lane: Slow Ahead! (Azur Lane: Bisoku Zenshin!) é um anime spin-off da franquia Azur Lane (o primo chinês de Kancolle) focado em slice of life com algumas personagens fofas da série. É um curta bobinho de oito minutos que você pode assistir na Crunchyroll, diferente do anime principal que é da Funimation.

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Yatogame-chan Kansatsu Nikki voltou com tudo para sua terceira temporada mostrando que ainda há muito o que se aprender e divertir com esse anime de pequena duração, mas grande qualidade.

Não preciso dar a sinopse, né? Se ainda não viu nada assista a primeira e a segunda temporadas no Crunchyroll e leia meus artigos de primeiras impressões delas. Vamos ao que importa!

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SK∞ (ou SK8 the Infinity) é um anime original do estúdio Bones dirigido por Hiroko Utsumi (Free!, Banana Fish) que trata do skate de uma forma bastante colorida, alto astral e moderninha. Na história conhecemos Reki, um colegial louco por skate que compete em verdadeiros “rachas” e trabalha em uma loja de skate. Em um belo dia ele conhece Langa, um aluno transferido nipocanadense que chega do Canadá para viver no Japão e está atrás de emprego, mas mal sabe ele que se envolver com skatistas o levará a relembrar experiências do passado.

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Back Arrow já começa com ação e uma ação cheia de informação. Importante para toda história que se baseia em tantos elementos diversos como é o caso de Back Arrow. Há muitas formas de se passar informações, a mais simples delas foi a que o anime escolheu. Apenas diga as coisas com clareza e tudo está resolvido. Claro que ser expositivo sempre tem os seus problemas mas é um recurso tão útil que toda obra utiliza-se dele em diversos momentos.

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Kemono Jihen é um anime do estúdio Ajia-Do (Isekai Maou to Shoukan Shoujo no Dorei Majutsu, Kakushigoto, Shuumatsu no Izetta) que adapta o mangá de Shou Aimoto lançado na revista Jump SQ. Na história acompanhamos o investigador do oculto, Inugami, e Kabane, um garoto órfão que, assim como Inugami, não é um humano, ao menos não um humano comum. Inugami e Kabane são kemono, uma espécie de demônio. Inugami trabalha justamente resolvendo casos que envolvem essas criaturas e após cruzarem caminhos Kabane começa a trabalhar com ele em sua agência.

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Tensei Slime ou Tensura (que tal That Time I Got Reincarnated as a Slime?) voltou e com isso, novas aventuras aguardam Rimuru e companhia. E bom, esse retorno é bem interessante por conta de tudo que envolve ele. A forma como a história se desenvolve nessa parte que a segunda temporada vai adaptar, a segunda parte já anunciada e por aí vai. Sinceramente estou realmente empolgado com esse retorno.

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WIXOSS Diva(A)Live é um anime do estúdio J.C.Staff que dá seguimento a franquia de card game WIXOSS em animação, mas dessa vez em um cenário e com uma pegada bem diferentes. Se Selector e Lostorage focavam no drama, Diva deve focar em moe e comédia, ou ao menos foi essa a impressão que eu tive.

Na história acompanhamos Hirana, uma garota que joga o card game WIXOSS e quer se tornar uma Diva lendária. Diva é uma espécie de jogadora muito popular, amada pelo público tal qual uma idol. WIXOSS se tornou um grande fenômeno cultural no mundo todo e como Hirana há outras garotas com o mesmo sonho e que vão batalhar por ele.

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