Um ano depois do encerramento da primeira temporada, Iruma retorna com suas aventuras no mundo demoníaco. A primeira temporada foi muito divertida em seus 24 episódios com momentos realmente interessantes e criativos. Agora, com 21 episódios programados, resta saber o que essa sequência nos reserva. Independente de qualquer coisa, uma certeza temos: será divertido de acompanhar.

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Osamake (bem mais fácil de lembrar e escrever) é mais uma estreia desta temporada e está disponível na Crunchyroll. Apesar de ter uma proposta um tanto quanto comum, Osamake promete trazer uma comédia romântica divertida, maluca e com um triângulo amoroso bem interessante. Nisso, a estreia se saiu muito bem pois conseguiu trazer vários detalhes da trama e ainda assim, mostrou apenas a superfície.

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Slime Taoshite é um dos últimos lançamentos dessa nova temporada. Com um elenco respeitável de dubladoras e tendo sido feito por um estúdio pouco conhecido, a obra vem com uma proposta mais tranquila e divertida e provavelmente deve ser uma ótima opção para quem quer ver ocasionalmente sem ter que pensar muito. Enfim, vamos “falar” um pouco mais sobre essa estreia.

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Nessa história acompanhamos Cestvs, um escravo que deve lutar pela sua liberdade. É simples, basta ele vencer cem lutas para se tornar um homem livre. Com o detalhe de que se ele perder uma que seja ele morre. Eu disse que era simples, não que era fácil. É um grande desafio mas ele é um habilidoso pugilista. E sim, estamos falando de um anime de esporte. E de um anime que se passa na antiguidade, se desenrolando na capital do glorioso Império Romano. Então acredite, além do gênero esporte ele também é histórico. E foi justamente essa combinação curiosa que me fez dar uma chance ao anime.

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To Your Eternity (“Fumetsu no Anata e” no original) é um anime do estúdio Brain’s Base (Durarara!!, In/Spectre, Gakuen Babysitters) programado para 20 episódios que adaptarão o mangá da prestigiada Yoshitoki Oima (“A Voz do Silêncio” ou “Koe no Katachi” no original).

Como gostei da sinopse do Crunchyroll vou pegar ela emprestada, espero que você não se importe.

 

“No começo, “aquilo” era uma orbe, lançada na Terra. “Aquilo” conseguia fazer duas coisas: tomar a forma de algo que “o” estimulasse; e voltar da morte. “Aquilo” se transformou de orbe em rocha, de rocha em lobo, e de lobo em garoto – vagando pelo mundo como um recém-nascido que nada sabe. Como garoto, “aquilo” virou Fushi. Ao ter contato com a bondade humana, Fushi não apenas aprende a sobreviver, mas também sobrevive como “pessoa”. Sua jornada é ameaçada pelo inexplicável e destrutivo Nokker, e pelas crueis despedidas das pessoas amadas.”

 

Fumetsu no Anata e é um mangá com um conceito tão bacana e uma execução tão sensível, mas visceral, que apesar de ter lido um pouquinho há alguns anos posso garantir que foi uma das obras que mais me marcaram na vida.

Por sorte o anime veio antes de eu ler mais, então as surpresas que você, caro(a) leitor(a), terá serão quase todas minhas também. Para você ter noção, eu sequer terminei o arco da March, a garotinha encantadora que aparece na prévia do próximo episódio.

Enfim, não existem muitos mangás e/ou animes no mercado que abordam o conceito de existência como Fumetsu, e é ainda mais interessante que essa história seja da autora de A Voz do Silêncio.

Por que escrevo isso? Porque ela já nos presenteou com uma obra marcante por ser capaz tanto de abordar aspectos intimistas, quanto socioculturais relevantes ao ponto de tornar quase impossível não hypar qualquer coisa que essa mulher escreva.

E o hype se justificou? Você já sabe a resposta, mas vamos conversar sobre o assunto.

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Um vasto sistema solar, várias candidatas, uma única vencedora e rainha suprema, essa é a história de Battle Athletes Victory ReSTART – ou Battle Athletess Daiundoukai ReSTART! -, que aparece nessa temporada para mostrar como pode ser difícil e desafiador representar o universo com uma “beleza diferente”.

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Edens Zero é um anime do estúdio J.C.Staff que adapta o mangá de Hiro Mashima (sim, o autor de Fairy Tail) lançado na revista Weekly Shounen Magazine.

 

“Na história acompanhamos Rebecca, uma espécie de youtuber espacial, e seu mascote, Happy. Eles param em um planeta habitado por robôs e o humano Shiki. O garoto nunca havia visto outro humano, esconde um poder misterioso e embarca com a dupla em uma jornada pelo universo.”

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Pretty Boy Detective Club (Bishounen Tanteidan) é um anime do estúdio Shaft que adapta a série de light novels escrita por Nisio Isin e ilustrada por Kinako. Na história acompanhamos um clube de detetives colegiais que resolvem casos em sua escola. O “Clube de Detetives de Garotos Bonitos” tem por regra aceitar apenas garotos bonitos que, claro, também são detetives.

Já li uma light novel do Nisio Isin (Death Note: Another Note) e ao menos nela não ha a mesma verborragia que normalmente as adaptações de suas obras em anime trazem a tela. Em outros animes que vi dele essa ideia funcionava, ao menos quando há um pano de fundo mais palpável e mais variações, coisas que eu não vi nessa estreia. Para começo de conversa, o conceito de beleza é tão “intenso” que chega a irritar.

Não consigo evitar de achar a ideia fútil por causa da tamanha fixação a beleza que a contamina, além da opção por diálogos mais longos e menos objetivos que em muitos casos apenas servem para encher linguiça. Chego a invejar Nisio Isin por sua criatividade para escrever ao mesmo tempo em que fico um pouco de saco cheio quando isso não me parece ser o mesmo que ter conteúdo, foi o caso com esse anime.

Mas antes de falar mais disso, apesar da animação de excelente qualidade e de decisões artísticas acertadas, como os rebuscados trechos que narram o passado da heroína, a insistência em destacar a beleza e principalmente as quebras constantes me desagradaram muito. A primeira opção acaba exagerando no conceito, enquanto a segunda mina o ritmo de um anime já arrastado por muitos diálogos e pouca objetividade.

Quanto a apresentação dos protagonistas, o vai e vem nela acaba tirando tempo do caso que eles investigam, além do próprio caso trabalhar com uma ideia abstrata que em si não é o problema, mas torna ainda mais lúdico um anime que de realista o máximo que apresentou foi a escola e, ainda assim, não faz parecer um pouco fútil toda a “suntuosidade” do grupo, mesmo que eles digam o contrário?

Quer eles estejam prejudicando ou ajudando a escola, é fato que torram uma grana para ir atrás de uma “estrela” e se apoiam na própria beleza como forma de justificar seus atos. Tem um momento emblemático em que a heroína questiona um deles por achar que estão menosprezando o desejo dela e até gosto dessa parte pela revelação da origem humilde do personagem, porém, ele desconversa e não responde objetivamente.

Por mais que digam que suas ações não são fúteis, ainda assim, não consigo deixar de me incomodar com a megalomania do clube, assim como a verborragia do roteiro que tenta passar uma profundidade que em nenhum momento me convenceu. Até gostei da explicação sobre a diferença entre o belo (kakkoii) e o bonito (utsukushii), como um sendo a aparência e o outro o conteúdo, mas mesmo isso não me ganhou.

Achei bacana que o ideal de beleza almejado pelos heróis dessa história de detetives para lá de peculiar não seja apenas físico, mas também de personalidade e moral, mas por que isso precisa ser hipervalorizado se no fim das contas tudo que querem é ajudar as pessoas resolvendo seus problemas? Se a pessoa tiver aparência ruim, mas estudar na mesma escola, for legal e também uma baita detetive, não seria aceita no clube?

Provavelmente não porque a heroína é linda, com destaque para a cor de seus olhos, e se o anime não estiver trollando a pessoa que aparece com roupas masculinas no breve trecho inicial é ela. Pensei que fosse ser um integrante do grupo, mas a transição para ela dá muito na cara que se trata da mesma pessoa e pela forma que se porta dá a entender que também integrará o clube. E a regra de só participarem garotos bonitos?

Vê como é tudo um capricho? Não sou averso a conexão entre a forma e o conteúdo em qualquer atividade na vida, mas eu não vejo qualquer significado em hipervalorizar essa beleza que não possa ser caracterizado como “fútil”. Talvez eu esteja menosprezando um anime com altos valores de produção, mas a verdade é que não consegui enxergar nada demais na proposta, achei mais “pose” que “conteúdo” de fato.

É claro que foi apenas um primeiro episódio, e um que sequer concluiu o caso, mas sério, quais as chances do desenrolar não ser previsível? Mesmo que encontrem a tal estrela, o que vai apaziguar o coração da heroína e levá-la a uma decisão será o caráter simbólico do desfecho e de quebra isso a levará a se integrar ao clube mesmo que não se respeite a regra de segregar quem não só parece, mas é uma garota.

Porque, convenhamos, até o conceito de beleza explorado é basicamente o feminino, afinal, os cinco têm um visual andrógino que chega a ser fetichista (aquelas pernas “sensuais” do loirinho eram mesmo necessárias?), o que é uma construção simplória. Um homem não pode ser bonito se não tiver traços mais delicados? Acho que tirando o que virou diretor aos fuckin’ 12 anos (ridículo, né?) o resto passa por garota fácil.

Se o conceito em si é limitado, como eu posso levar a sério o anime, ainda mais quando ele se apresenta com tantos requintes superficiais? Não menosprezo a escrita do roteiro, acho que há bons momentos e, inclusive, consegui levar a heroína a sério, até mesmo gostar dela, mas a ideia cai por terra quando ela chafurda na mediocridade, mas tenta parecer sempre mais e isso me incomodou profundamente nesse anime.

Por fim, talvez seja pretensioso da minha parte tecer essas criticas a uma mente criativa tão proeminente e que consegue emplacar adaptações em anime regularmente, mas como crítico (ainda que seja a pessoa medíocre que sou) não vou me furtar em dizer que não gostei, e não foi por não ter entendido (não tem o que quebrar muito a cabeça com essa história, né), é que um anime cheio de “excessos” não é para mim mesmo.

Assista por sua conta e risco, e se como eu você já viu alguns animes de obras desse autor sabe que a pegada não vai mudar. Se também já viu muitos animes, assim como eu, não é difícil imaginar como esse primeiro caso vai se resolver, até por isso decidi soltar “logo” esse artigo e não esperar pelo segundo episódio, não acrescentaria muito a minha experiência, como imagino que não acrescentaria a sua.

Até a próxima!

Ruka e Hiori se conhecem

Bom dia!

O anime começa no meio de uma luta e sem contexto nenhum. Uma garota mágica encara um robô-monstro esquisito enquanto outras discutem sobre a conveniência ou não de correr até o local. Uma delas efetivamente corre, atropelando pessoas pelo caminho.

O bichão se chamava Sephiroth, a garota que corria chegou enquanto escutamos outra garota lamentar e, no final, a que corria foi lá só para sucumbir a uma crise de fé e aí tudo acaba em luz e suponho que o Sephiroth tenha vencido.

Uma caixinha de joias ornamentada cai no chão e espatifa seu conteúdo, o que simboliza um final trágico e ao mesmo tempo o fim da infância (fim da inocência).

Ser garota mágica é difícil.

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