Esse foi o melhor episódio até agora do melhor anime da temporada até agora. E não é só pelo apelo às alegorias nerds. Claro, elas foram muitas. Como já apontei noutro artigo sobre Bahamut, o anime está deliberadamente se esforçando para alimentar o espectador com uma coleção de cenários variados normalmente encontrados em jogos de RPG Eletrônico (massivo ou não, online ou não, embora os MMORPGs tenham tendência maior a exibir esse caldeirão de referências), e nesse episódio vimos a cidade portuária, os piratas e os monstros do mar. Não só isso, mas Rita, agora acompanhante de Kaisar, transformou uma tripulação pirata inteira em zumbis, e depois os colocou para lutar contra uma tripulação de homens-peixe (que a partir de agora chamarei de sahuagins, como são chamados nalguns jogos). Um navio pirata abalroa outro, há a clássica luta de espadas nas cordas dos mastros, enfim, esse episódio é um prato cheio para quem fica feliz só de ver todas essas referências e clichês. Mas além disso uma quantidade decente de flashbacks e conversas entre os personagens finalmente lançou luz sobre o passado de Favaro e porque Kaisar o persegue. E não satisfeitos em esclarecer o passado, os produtores nesse episódio ainda lançaram sólidas fundações para o futuro e material para especulação forte também. Que nota esse episódio merece? Mais de oito mil!

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Ronja aprendeu a ser corajosa e também está sendo mais cuidadosa. Ela foge de harpias e espanta anões cinzentos. E está fazendo coisas perigosas, como escalar paredões rochosos sozinha e com as mãos nuas ou querer saltar a Fenda do Inferno. O pai de Ronja, Mattis, e todos os ladrões do bando continuam sendo um monte de chorões que se orgulham da menina e a mãe dela, Lovis, continua parecendo ser a única pessoa sensata do lugar. Bom, acho que aos olhos da maioria das crianças as mães é que parecem pessoas normais, para o bem ou para o mal, e os pais parecem ou super-heróis ou criançonas crescidas. Com frequência, alternam entre uma impressão e outra.

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Finalmente apareceu o homem salvador da abertura! Sabe, aquele que irá livrar Ange, a protagonista, de todo o peso em seu coração e colocá-la no caminho correto! Porque jamais uma protagonista, mesmo tendo toda a força de vontade da Ange (até um pouco demais para seu próprio bem), mesmo já tendo aceitado que jamais poderá voltar para sua velha vida, poderia encontrar um novo propósito para a própria vida sozinha, né? Ela precisa de ajuda. E tem que ser ajuda de um homem! Como é de Cross Ange que estamos falando, adicionalmente isso significa que ela o conhecerá de uma forma não muito agradável, mas ai! ossos do ofício, não é, princesa? Mas isso é só o final do episódio, estou me adiantando. Durante, o episódio foi divertido, com destaque para a dupla de valentonas tentando “se vingar” da Ange pela morte da Zola.

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O episódio 3 foi um tédio só. Quero dizer, foi metade do episódio com a Rin explicando pro Shirou o que significa participar da guerra pelo Santo Graal. Quem vencer tem o direito de fazer um pedido para ser atendido pelo poder infinito do cálice sagrado. Que são sete mestres e só um pode vencer no final, e que os servos são ferramentas para isso. São os servos que pegam o Graal, já que ambos têm natureza espiritual, mas é mais fácil derrotar os mestres porque os servos são fortes pra caramba. E que enquanto um mestre tiver selos de comando ele pode arranjar novos servos, caso sei lá, perca o seu ou se canse dele, eu acho, o que é mais razão ainda para matar os mestres. A outra metade do episódio eles gastam na igreja, onde o Kirei explica tudo isso pro Shirou de novo. Eles dão tanta ênfase na questão de ser mais fácil matar mestres do que servos e o Shirou é tão contra isso que se eu não soubesse melhor, teria certeza que andarão por aí matando mestres. O episódio 4 não foi muito cheio de eventos também, mas foi mais divertido.

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Aos trancos e barrancos venho conseguindo acompanhar quase vinte séries da temporada (tem mais um punhado da temporada passada que estão na geladeira mas pegar um dia e assistir tudo o que resta). Entre esse e o ranque anterior houveram diversas mudanças de posição, o que é natural se considerarmos que ainda estamos no começo da temporada e que estou avaliando apenas um episódio, e não o conjunto do anime até agora, sendo portanto mais sensível a variações de qualidade ao longo das séries. Mas da mesma forma que alguns mudaram de posição loucamente, outros se mantém firmes. Sem mais delongas, vamos à classificação:

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O vilão coloca um pouco mais as suas garras de fora. Enquanto isso, parece que os mocinhos ainda estão bastante perdidos. Preferem acreditar na verdade conveniente que o sistema Sibyl pode atestar. Mesmo a Tsunemori parece estar duvidando de si mesma. Enquanto isso conhecemos um pouquinho mais os novos personagens, e um antigo personagem volta a aparecer (não, não é o Kogami ainda, infelizmente). Nesse episódio várias coisas desconexas entram em movimento, e ao final parece que a próxima grande jogada de Kamui pode estar começando. Será que ele quer continuar capturando inspetores? Será que ele ainda tem interesse especial na Tsunemori? Por quê?

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Nesse terceiro episódio o drama de Kaori começa a aparecer. Ainda não contam nada, mas ela diz com todas as letras estar em um momento em que está quase “perdendo o coração” enquanto chora copiosamente quase ao final do episódio, que começou no ponto onde pararam o episódio anterior e terminou com os quatro garotos se dirigindo para mais uma apresentação. A novidade é que dessa vez Kousei irá se apresentar junto com Kaori, como seu acompanhante. Bom, vou resumir rapidamente os fatos desse episódio e depois dizer o que estou imaginando que essa série irá entregar.

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Cross Ange não deixou de ser apelativo, mas substituiu o abuso sexual pela escatologia. Pode ainda não ser agradável, mas é uma melhora. Este episódio começa retomando de onde o anterior parou, com a recruta morrendo. A novidade é que teve uma trilha sonora animadinha enquanto ela morreu dessa vez. Foi um breve momento de dissonância cognitiva mas tenho certeza que foi acidental, o que torna a cena hilária. Imagine só uma garotinha inocente e cheia de esperança e vida pela frente (muito embora tenha sido enviada para uma filial do inferno lutar pela segurança de um mundo que a odeia) sendo despedaçada ao meio, cuspindo sangue, e uma música de batalha animada tocando no fundo. E ela tinha apenas 12 anos, descobri nesse episódio. Ainda era uma criança. Mas se você pensou que um cadáver faria Ange mudar de ideia, pense de novo, porque precisou de bem mais do que isso!

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Lembra da cena final do episódio anterior, com um homem e uma mulher nus, prontos para fazer sexo? Pois é, eles eram mesmo parasitas. E a mulher engravidou! De um bebê totalmente humano, como eu aventei em uma de minhas hipóteses. Faz sentido, o DNA de seus órgãos reprodutores continua sendo humano, já que eles só tomaram o lugar do cérebro. Dito isso, esse episódio é o primeiro da série que não tem conclusão (termina em aberto, só no próximo saberemos o que vai acontecer), o que indica que agora a série vai engrenar em sua história. E sua história é sobre o que, exatamente? Não é sobre parasitas que devoram seres humanos. Eles são parte central da história, mas ela não é sobre isso. Apesar do medo estar se espalhando, não é como se eles estivessem exterminando a humanidade: no episódio é citada a contagem de corpos encontrados esquartejados, e é de apenas 84. Claro que isso não esgota o total de vítimas, pois está ignorando os desaparecidos por terem sido devorados inteiros, os parasitados, os que morreram de outras formas que não esquartejamento (é perfeitamente possível), enfim, mas mesmo assim o número total deve ser razoavelmente pequeno. Como o Migi disse, eles só estão comendo. Não estão aqui realmente para exterminar a humanidade – eles precisam de nós, afinal, como hospedeiros e como comida, pelo menos. Então se a história não é sobre extermínio da humanidade, é sobre o quê?

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Acho que Shingeki no Bahamut pretende mostrar cenários variados típicos de um RPG eletrônico. Já teve cidades, campos de batalha, covis de criminosos, mansões abandonadas de feras, nesse episódio uma vila de mortos-vivos, e no próximo se o título for para ser levado a sério haverá uma cidade portuária. Isso pode parecer óbvio, mas não é tão óbvio assim. Sem dúvida, animes de fantasia medieval mostram vários cenários como esses, mas quantos deles têm tantos cenários diferentes em tão poucos episódios? E como os protagonistas são um grupo pequeno (ainda não coeso) de heróis com habilidades diferentes e complementares em uma aventura, se preferir uma quest, o ambiente de RPG eletrônico está completo. O curioso é que o anime é baseado em um card game (não sei se físico, eletrônico ou ambos), não em um RPG (ou MMORPG). Bom, não importa, faz tempo que não jogo nada mas adoro RPGs eletrônicos, não é de se espantar que seja meu anime predileto até agora. Nesse episódio, além de mortos-vivos tivemos importantes flashbacks, revelações e o acréscimo de mais um membro à party!

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