A mãe de Mumei com a filha nos braços

Tenho uma interpretação para esse episódio que é altamente controversa. Com todos que conversei, em toda parte que comentei, foi mais fácil encontrar quem discorde do que quem concorde comigo. Quando algo assim acontece é fácil suspeitar de si mesmo, não é? Mas vou sustentar minha posição mesmo assim. Não porque eu sou teimoso, mas porque eu acho que mesmo as alternativas à minha interpretação levam ao mesmo resultado. Na verdade não apenas acho: já vi por aí interpretações diferentes que, no entanto, chegaram a uma conclusão parecida. Exporei minha posição, portanto, e listarei também algumas alternativas.

E de que estou falando afinal? Bom, não escrevi esse título no sentido metafórico. Eu realmente acredito que a Mumei matou a própria mãe nesse episódio. Além disso vou comentar sobre outras coisas desse episódio, então não feche a página agora ainda, mesmo se discordar de mim que a Mumei tenha matado sua mãe, poderá concordar noutras coisas, não é?

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Belos músculos, Yukina!

O título é uma menção e uma homenagem a um artigo do blog É Só Um Desenho que acabei de recomendar no oitavo artigo de recomendações da Blogosfera, no qual o Diego disserta sobre a influência que obras de ficção em geral e o anime em particular pode ter em seus espectadores/consumidores.

A cena sobre a qual vou falar aqui não é particularmente significativa para o episódio, embora seja muito bonita e seja perceptível o capricho que a equipe de animação colocou nela. Me refiro, como a imagem de capa já revelou, ao momento em que a Yukina, a maquinista do Koutetsujou, desveste sua jaqueta para melhorar a mobilidade e num movimento brusco e poderoso puxa uma alavanca do trem, tensionando vários músculos nas costas e nos braços, que ficam bastante visíveis.

E o que tudo isso tem a ver? Eu pensei em comentar isso no artigo do Diego, mas achei que escrever aqui em forma de testemunho seria melhor: eu nunca vi mulheres musculosas como belas ou sexualmente desejáveis. A minha imagem de mulher musculosa era a imagem que eu tinha de qualquer pessoa que malha em academia, e aqueles movimentos repetitivos, aquele suor gratuito e aquelas roupas coloridas e coladas nunca me agradaram. Esse episódio de Kabaneri me mostrou uma mulher musculosa em uma situação prática. E nossa, ela é bonita, não é? Nunca mais vou enxergar mulheres musculosas da mesma forma, graças a Kabaneri of the Iron Fortress. É só uma bobagem, mas você ainda acha que anime é só um desenho?

Veja um gif animado da cena em toda a sua glória abaixo:

Kabaneri of the Iron Fortress - 6 - Yukina

Alguém dá um tiro nele, por favor

Episódio forçado. Demais. E eu reclamando do ciúme clichê e da reação desproporcional da Mayura no episódio anterior. Nossa, mil vezes aquilo (que ainda é bem ruim), volta Mayura! Não deixa fazerem isso com o Rokuro e a Benio não!

É tudo forçado, dentro da história Rokuro e Benio são literalmente forçados a viver juntos em um ambiente que os aproxima, eles de fato se aproximarem é uma forçada do roteiro, e eu aqui estou sendo forçado a assistir tudo isso. Pô Japão, é por isso que sua taxa de natalidade está caindo e o país está experimentando um crescimento populacional vegetativo negativo! Porque os jovens são ensinados que um relacionamento começa quando um cara esquisito e podre de rico te junta com alguém em uma casa maluca!

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Blogosfera-8

Na oitava edição desse artigo onde eu indico artigos bacanas de outros blogs da Blogosfera Otaku BR eu vou experimentar um formato diferente para esse artigo, mais simples e objetivo. Por favor, deixe um comentário dizendo o que achou!

Resenhas

Reflexões

Podcast

Esses artigos de recomendação são uma iniciativa da Blogosfera Otaku BR, um coletivo de blogs e sites brasileiros que publicam sobre animes, mangás e afins. Curta a página da Blogosfera no Facebook! Se você tem um blog ou gostaria de ter ou entrar para um mande mensagem na página para nós.

"Mamãe também?"

Episódio semelhante ao terceiro. Aqui também temos um traidor de seu país, dessa vez do Reino Unido ao invés da França. Mas com algumas diferenças importantes. E o que realmente tornou esse episódio impactante não foi suas semelhanças nem suas diferenças com o terceiro episódio: foi a retratação do sofrimento humano, das dificuldades que pessoas de verdade passaram durante a guerra. No final das contas isso tem a ver com o terceiro episódio também, mas foi o quarto que havia retratado isso de forma mais cruel até agora – nele o espião sequer teve grande participação na história, permitindo que os personagens daquela história em particular brilhassem sozinhos. De todo modo, quem está esperando por um episódio que comece a contar uma história que englobe todo o anime ao invés de histórias fechadas, episódicas, pode tirar o cavalo da chuva que ainda não foi dessa vez.

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"I believe I can fly" - R. Kelly

Melhor episódio de Re: Zero até agora e o arco ainda não acabou. Foi revelada a identidade do assassino (ou não!), além de uma quantidade de outras informações importantes para a história mas que a essa altura ainda estão longe de revelar um quadro mais claro do que se passa. Se o Subaru tivesse habilidades melhores de detetive (bom, se ele tivesse qualquer habilidade de detetive) talvez pudesse tirar uma ou duas conclusões e compartilhar com a audiência, mas não há jeito, leitor: estamos abandonados à nossa própria perspicácia. Não que eu vá reclamar disso já que uma das coisas que mais me diverte ao assistir um anime (ou consumir qualquer forma de ficção em qualquer meio) é especular, tentar chegar no final antes dos protagonistas. Você gosta disso também?

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A Irina por trás da Irina

Esse quadro (não é sequer uma cena) não tem muito segredo, até porque Assassination Classroom não costuma ter muitos segredos. Ele faz uso de símbolos sim, mas é tudo sempre bastante óbvio, como as cores do professor Koro, por exemplo. O que torna essa cena especial é sua beleza plástica e como ela resume muito bem um dos mais importantes personagens adultos do anime durante seu arco de desenvolvimento.

A professora Irina sempre teve ar de durona, e sempre deixou claro que sua personalidade aparente se molda de acordo com as circunstâncias e objetivos. A Irina natural é durona e implacável, se ela estiver se apresentando amável provavelmente está atuando. Mas eis que a Irina durona também é apenas uma construção, e uma que ela criou não para enganar os outros, mas para enganar a si mesma. Vislumbrando a iminência da própria morte no oitavo episódio da segunda temporada, após ser traída, Irina se lembra de como as coisas sempre foram duras para ela desde criança. Ela endureceu para enfrentar o mundo duro, mas é só uma fachada: por dentro ela continua sendo a mesma criancinha assustada desde que perdeu os pais. Representar essa fachada como um quebra-cabeças mostra simultaneamente como essa é uma construção complexa, artificial, e que está se desmontando aos poucos.