Estamos recrutando redatores, clique aqui e se candidate, vagas limitadas!

A Nina está tentando inventar a bomba atômica. Em que pese ser curioso que ela ainda não tenha sido inventada (na verdade parece que sequer técnicas de refino de urânio em escala suficiente para uma bomba foram inventadas), não é nenhum espanto que, caso uma dessas venha a surgir no anime, seja através do gênio de inimigos do Japão. A única ironia é que pelo menos parte do processo de desenvolvimento se dê em solo japonês ocupado.

Mas fugi do tema que eu próprio me propus e que observei nesses dois episódios. Coletivismo e individualismo. E sim, eu escrevi ocidental mesmo que no anime a oposição ao Japão venha de Britannia, mas é porque Britannia não existe e está lá apenas como um substituto para uma potência estrangeira ocidental genérica. A Inglaterra é apenas um dos bons candidatos para isso e foi a escolhida como molde. E não vá me dizer que não concorda que em maior ou menor grau a valorização da individualidade, da ação individual e do mérito individual não é disseminada por todo o ocidente?

Só não consegui descobrir ainda se Code Geass critica o Japão, o ocidente, ou se tentou propôr um caminho intermediário. O que você acha?

Ler o artigo →

O Mao sobreviveu àquele fuzilamento! E como ele disse, a medicina britanniana é mesmo incrível, considerando o pouco tempo que ele levou para receber alta, ainda que continuasse cheio de ataduras, gesso, e andando manco. Mas não importa, ele só esteve no episódio 16 para revelar o passado de Suzaku.

O Toudou, por sua vez, foi condenado à morte. E claro que sobreviveu. Me impressionou que a execução de um condenado de tão alto nível estivesse tão mal protegida. Achei que a Cornelia fosse estar lá. Onde ela foi, se não estava no complexo penitenciário onde dar-se-ia a execução, nem ao lado de sua irmã na inauguração do Museu do Clovis? Bom, outra pergunta retórica, já que isso também não importa: Toudou só esteve no episódio 17 para mostrar o caminho para o futuro de Suzaku.

E o Lelouch? Bem, o Lelouch…

Ler o artigo →

Eu não acho que esses episódios mereçam de verdade a nota máxima que estou lhes atribuindo, mas eles foram sim muito bons e o build-up até eles foi excelente. Sem falar que eles próprios estão apenas servindo de construção para o que vai vir a seguir, não é? Quero dizer, quem é que liga para o Mao, um stalker sem nome que de repente participou de forma intensa da história mesmo sem pertencer a lado nenhum – mas por apenas dois episódios?

E depois do incidente com a Shirley o Lelouch está furioso, achando que sofreu de algum tipo de penalidade inerente ao geass. Pobre coitado, ele fracassa de forma retumbante em perceber que o plano que levou o pai da Shirley à morte poderia ter sido concebido e executado por qualquer um, o geass era irrelevante – como ele foi de fato irrelevante para aquela batalha, aliás. Está se deixando levar pelos sentimentos, Lelouch. Existe sim uma espécie de maldição para usuários do geass, como o Mao exemplificou bem, mas ainda não é o caso do protagonista. Não ter percebido isso vai levá-lo de braços abertos para o colo da maldição – e confesso que devo estar com uma expressão maníaca no rosto enquanto penso nisso, semelhante às que o Mao fazia para a C.C. Ai Lelouch, e você se acha tão inteligente, tão racional. Você e seu anime são tão simplórios … quer ver? Aposto que vou fazer com você o mesmo que você fez com o Mao no episódio 15!

Ler o artigo →

Eu cheguei a questionar no artigo sobre os episódios 10 e 11 se depois daquela imensa avalanche que tantos danos diretos e colaterais causou o apoio à Ordem dos Cavaleiros Negros e ao Zero, continuaria igual (em uma legenda de imagem apenas, mas está lá dada a questão). E não demorou nada para vir a resposta: lógico que não poderia continuar igual!

Mas a reação veio de um lugar que eu não esperava, embora, admito, previsível. Os japoneses no geral ainda são “invisíveis” em Code Geass e o anime tem focado muito mais em seus personagens do que em sentimentos de massa. Nesse caso achei a escolha certeira, devo dizer.

Ler o artigo →

Um exemplo de storyboard preciso.

A princesa Euphemia, embora esteja conseguindo manter o auto-controle como poucos seriam capazes em seu lugar, está uma pilha de nervos enquanto olha para o painel que mostra a posição de todas as tropas. Sua irmã mais velha está em terrível apuro depois de uma avalanche que a isolou da tropa principal, que ou foi destruída ou está tentando se reagrupar em meio ao contra-ataque da Frente de Libertação do Japão. Zero e a Ordem dos Cavaleiros Negros encurralam Cornelia. Os oficiais na base móvel onde ela está suplicam para que a princesa dê a ordem para mover a própria base em socorro à sua irmã, mas ela havia recebido ordens da própria para não se mover não importa o quê. E provavelmente avançar com a base seria uma péssima ideia de todo modo. O que fazer?

Enquanto se debruça sobre o monitor olhando sua própria posição, como a esperar que surja uma resposta, eis que a resposta surge mesmo! Centralizada em suas mãos, mensagem de Suzaku, com o próprio se oferecendo para resolver o problema. Só ele seria capaz de resolvê-lo àquela altura e se apresentou quando Euphemia mais precisava. A cena foi montada e conduzida de forma e demonstrar tudo isso com o máximo de impacto dramático. Uma das excelentes cenas da ótima Batalha de Narita.

O Guren foi introduzido no episódio 10, e revelou-se um robô de batalha (“knightmare”, no jargão do anime) poderosíssimo, rivalizável apenas pelo Lancelot, que no entanto só entrou na Batalha de Narita no episódio 11. O choque entre os dois poderosos robôs era inevitável. O britanniano e o japonês? Sim, mas não.

Guren é pilotado por Karen, uma britanniana mestiça, filha de seu pai com uma criada japonesa (ou pelo menos a essa altura do anime ela é uma criada, não sei se era diferente quando Karen foi concebida; de todo modo, foi um caso fora do casamento), e membro da Ordem dos Cavaleiros Negros, que foi fundada a partir de uma célula de resistência japonesa por Lelouch para ser seu exército particular contra o Império. Karen luta pela causa japonesa mas ela própria não é totalmente japonesa e está trabalhando sob um homem cujos planos não são exatamente a libertação do Japão, mas sim a destruição de Britannia.

Lancelot é pilotado por Suzaku, japonês e britanniano honorário, filho do ex-primeiro ministro japonês quando o país foi derrotado e ocupado. Ele luta por Britannia sim, mas seu objetivo, por confusos que sejam seus meios, é melhorar as condições de vida de seu povo realizando reformas dentro do Império.

Dois japoneses lutando por japoneses, mas de lados opostos. Seus robôs não poderiam refletir seu patriotismo e antagonismo de forma mais óbvia: as cores de Guren e Lancelot são vermelho e branco, respectivamente, cores que vêm a ser justamente as cores do Japão. Ambas máquinas de guerra ostentam detalhes dourados (que representam o sol?). Lancelot está equipado com uma arma azul, a cor de Britannia e que nesse contexto representa a contradição de Suzaku.

Uma batalha divertida, em que imperou o elemento surpresa e sem surpresa nenhuma, acabou não tendo nenhum vencedor no final. A Frente de Libertação do Japão pode se considerar a maior vitoriosa por não ter sido derrotada, mas teve baixas pesadas e vai precisar se deslocar para outra base. Zero e sua Ordem dos Cavaleiros Negros definitivamente não ganharam nada já que tinham um objetivo bem definido e não só não o alcançaram como ainda sustentaram suas próprias baixas – menores que as da FLJ, com certeza, mas ainda assim não desprezíveis. E Cornelia e sua divisão do Exército Imperial tiveram perdas devastadoras em uma batalha na qual tinham vantagem numérica colossal, faltando pouco para a derrota total – a captura da princesa comandante.

E teve um punhado de outras coisas interessantes – provavelmente mais interessantes para o futuro da história do que essa batalha em si. Mas vou começar pela batalha mesmo – e por seus defeitos, que ah, se você está lendo minha série de análises de episódio de Code Geass, sabe que eu não seria eu se não enxergasse e apontasse um punhado de defeitos, não é?

Ler o artigo →