Kakushigoto – ep 7 – O que nos aguarda e nos protege ao latido da esperança

Chegamos ao episódio do cão, no bom sentido. Toda Hime, assim como a nossa Hime, deve ser versada na arte do amor, aprender a cultivar a vida ao proteger o seu progresso. Ato tradicional que herdou de seu estimado e esplendoroso pai, o nosso protagonista trabalhador.
Uma família não estará completa sem um cãozinho de estimação. Kakushi, consciente e atento, desvenda o sentimento de sua filha. Ter um animalzinho é assumir uma grande responsabilidade, mas a generosidade do bom provedor é comovente e sólida.
Antes de buscar o novo residente de sua morada, o mangaká investiga as leis caninas. O cão é o maior confidente de seu dono, então converse com ele, o abrace, alimente, dê banho e passeie. Kakushi sabe que nenhuma “criação” incompleta possui dignidade, ele sabe o que é se sentir solitário e carente frente aos obstáculos do dia a dia. Sua ambição é a felicidade de sua filha, mas agora também não pode deixar de se esforçar, duplamente, pela felicidade de seu futuro cão.
A professora de Hime, uma sábia e jovem mulher, com grande acúmulo de experiência na vertiginosa missão do cuidado aos animais, lhe oferece dicas. Kakushi, o humilde, absorve os conhecimentos caninos em gratidão indescritível.
Entretanto, pequenos contratempos se assomam, e entre o treino e condicionamento de Hime, a qual se prepara mentalmente e fisicamente para a sua nova responsabilidade, Kaskushi, se vê em apuros e a informa, pois o cão que adotaria infelizmente não está mais disponível.
O destino, por sua vez, não abandona as pobres almas aflitas, e com pontual presença, se faz justo ao assumir o papel de grande fortuna. Incorporando a vontade dos céus, o avô de Hime lhe entrega a herança. Novamente, em gratidão resignada, Kakushi abraça os bons ventos. Sua sorte está lançada, e seu cão está agora, finalmente, entre os seus braços.
A terceira geração late contente sob o lar abençoado, agora completo. E de bônus descobrimos seu percurso pela árvore familiar já tão bem percorrida. O seu ancestral pertenceu a mãe de Hime, que com todo o carinho do mundo, garantiu a prosperidade de sua prole.
Os mistérios se resolvem entre a maciez do pelo no novo residente, emoldurando o novo quadro que compõe os calorosos dias de nosso protagonista. Seus fiéis escudeiros o acompanham, mesmo cedendo o futuro possível que não percorrem. Mas nosso mestre, Kakushi, consciente desse sacrifício, os ensina com ardor tudo o que sabe, para que possam, um dia e quando a hora chegar, alçar voo para o horizonte.
Já sua filha, abençoada em limite insondável, recebe ainda a música e o instrumento. Seguindo os passos tanto de sua mãe quanto de seu pai, o reflexo que garante a humanidade o título de inestimável.
De modo semelhante, seja o cão ao mimetizar o seu dono, seja o seu dono ao mimetizar o seu cão, temos os discípulos que mimetizam o seu mestre. Kakushi é o exemplo, um profissional que guia os seus pares, efetivando a melodia do mundo dos mangás, sendo essa semelhante a composição da existência divina.
E por fim, mas não menos impactante, o anime nos apresenta a nutrição herdada, assim como a habilidade culinária, de sua mãe. Hime, auxiliada por sua companheira Nadila, assume também a tarefa de trazer o aroma e o sabor da nostalgia para o seu insubstituível pai.
Na colina onde as amizades e os laços se atam, a professora e suas alunas acalentam Hime. O que será que nos aguarda ao final dessa jornada?