Keishichou Tokumubu Tokushu Kyouakuhan Taisakushitsu Dainanaka: Tokunana… por Cristo, vamos ficar só com Tokunana mesmo, conta a história de Seiji Nanatsuki, um detetive que quando jovem foi salvo por um oficial durante um ataque terrorista. E se não basta terroristas e assaltantes, já presentes em nossa realidade, em seu mundo uma variedade de raças coexistem pacificamente, tendo existido até mesmo dragões em seu passado.

O anime começa com o protagonista sendo salvo. Tudo ao seu redor estava completamente destruído, as chamas tomavam conta por todos os lados, restando somente destroços e aniquilação. Mas, um homem estava lá, alguém que estava lá por ele. Esse salvador fala ao protagonista sobre seu valor. Mesmo que não seja muito crível, o diálogo é importante para a compreensão do protagonista e seus ideais.

O seu salvador fala sobre como ele deve “encontrar sua própria justiça”. E aí já fica muito claro quem é o protagonista e qual será suas principais motivações.

Primeiro, reencontrar seu salvador. E isso implica ser como ele, para que uma vez que estejam em pé de igualdade, poder olhá-lo frente a frente, e agradecer aquele que salvou sua vida ao mesmo tempo em que deu um novo sentido a ela.

E segundo, a discussão sobre a justiça. Claramente esse é um tema que molda os ideais de Seiji.

Sobre o mundo, basicamente várias espécies de criaturas vivem em harmonia. Talvez você diga que isso é uma ideia um tanto quanto ingênua, mas é assim que as coisas são por lá. Paciência. Isso não é um defeito necessariamente, aliás. Enfim, lá se encontra anões, elfos, vampiros, homúnculos, e os simpáticos e já conhecidos humanos. E tem dragões também? A sinopse não mente, aparentemente será uma raça importante, embora praticamente extinta.

O protagonista acaba se envolvendo em um assalto a uma agência bancária com o objetivo de roubar um grande diamante. Ele acaba entre os reféns. É lá que ele conhece Ichinose, que também é um oficial.

Um dos grandes problemas desse anime, principalmente para um anime policial, é a sua falta de coerência entre ações e reações. Quando Seiji está como refém no blindado militar, em certo momento ele começa a falar com Ichinose por um comunicador que havia sido colocado em seu ouvido quando Seiji tinha desmaiado (sem ninguém perceber!). Mas tudo bem, até aí normal. As coisas começam a ficar complicadas quando os dois começam a bater papo abertamente. Inclusive discutindo sobre a possibilidade de um dos reféns ser um cúmplice dos assaltantes.

Repito, ele estava dentro do blindado militar. Junto dele estavam outros reféns, além dos próprios mercenários. Mas ainda assim, Seiji fala normalmente. Sério, o cara nem mesmo sussurra! Me nego a acreditar que ninguém iria ouvir ele, sério, provavelmente até a respiração daquele ao lado ou o palpitar acelerado do coração dos reféns poderiam ser ouvidos por eles mesmos. E um cara planejando abertamente revelar a identidade do cúmplice não? Santa paciência.

Você não viu nada…

Sobre a ação, ela é bem extravagante, o que não é um defeito. Mas em certo ponto, desnecessária. Um exemplo disso é que mesmo eles tendo na equipe um sniper extremamente habilidoso (habilidade demonstrada na prática, inclusive) eles acabam adotando a estratégia de explodir a ponte cujo blindado está passando. Sim, explodir a ponte.

Somente a cena da vampira da katana é realmente interessante. Ela consegue abalar psicologicamente o inimigo, o capturar sem precisar matar, e ainda por cima a cena apresenta uma nova personagem de uma forma simples e efetiva.

Uma coisa que não ficou explicado na obra foi sobre o personagem ter levado um tiro e não ter sofrido nenhum dano. A obra o apresentou como um humano normal, então não fazia sentido ele ter se ferido. Não foi feito muito caso dessa cena, então não posso dizer exatamente o que ela quis dizer. Se ele é um humano normal, então as leis daquele mundo foram reescritas para ele sair ileso. Se não for, bem, isso já é coisa para os outros episódios.

No final, o protagonista acaba entrando para a mesma unidade de Ichinose pelo seu envolvimento anterior. E consequentemente de todo o grupo que o ajudou a lidar com os mercenários.

A história tem futuro? Não tenho confiança nisso. As cenas de ação talvez salvem. A investigação policial eu não confiaria muito. Mas quem sabe seja ao menos interessante. As discussões sobre justiça estou aguardando por algo raso e mediano. Porém, acho que a interação do grupo possa salvar a obra.

Obviamente não me refiro a interação nas cenas de ação, mas interações entre personagens em um sentido pessoal, ou mesmo em cenas de comédia para descontrair, duas coisas que praticamente não tivemos nesse episódio.

É aguardar para ver.

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    Olá Vitor, tudo de buenas?

    Bom, eu particularmente gostei bastante desse e na minha humilde opinião tá sendo melhor que Babylon. Eu amei as frases meio “comédia” e a interação do elfo com o policia policia (ainda não decorei os nomes :c) na parte do carro, e em geral, gostei de toda a equipe que é apresentada no episódio. Mas ainda tá meio fraquinho sim… Talvez fique melhor ou pior, é coisa de investigação e se souberem fazer bem, vão fazer. É um assunto bem interessante até.

    Muito obrigada pelo artigo e pode crer que irei acompanhar você com esse artigo. o/

    P.S.: Quando o veterano conversa com os reféns sobre quem poderia ser o culpado, ele bancou mt o Sherlock Holmes ali :v

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    Opa, tudo bem Letty!

    Realmente estou contando com a interação dos personagens, e realmente acho que esse vai ser o foco da história. A direção está bem dinâmica, acho que vai ficar legal principalmente em algo episódico, no estilo de Kekkai Sensen. Esse anime é original, o que torna as coisas muito mais obscuras. Mas é esperar para ver.

    Também estou aguardando pela investigação, eu adoro o gênero policial, e acho que por causo disso fui meio imparcial com a obra. A sacada to telefone foi legal, mas claramente esse episódio focou na ação, com a intenção de ser algo divertido e dinâmico. Talvez tenha sido impaciência da minha parte, mas enfim, a investigação ainda pode ser um pilar de sustentação para essa obra no futuro.

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