[sc:review nota=4]

Um episódio longo e expositivo, como o primeiro. Mas ao contrário do primeiro, achei a exposição nesse episódio mais natural. Teve mais momentos de humor também, o que foi bom, e o Shirou interagiu de forma mais significativa e com mais pessoas que a Rin. E preciso me retificar aqui: eu publiquei sobre o episódio anterior como episódio 1, mas na verdade ele foi o episódio 0 (zero). Esse é que é o verdadeiro episódio 1. O que isso significa? Episódios abaixo de 1 costumam ser prólogos, mas no caso dessa edição de Fate/Stay Night é só um número que acharam legal mesmo. Quero dizer, o episódio 0 foi tão prólogo quanto esse episódio 1, eles até se passam exatamente ao mesmo tempo e contam a grosso modo os mesmos fatos. Então ou os dois são prólogos ou nenhum é prólogo. De um jeito ou de outro, eu errei o número, peço desculpas e me corrijo nesse artigo.

"Tá doendo muito" "Calma que vou colocar só a pontinha"

“Tá doendo muito” “Calma que vou colocar só a pontinha”

E o que acontece nesse episódio 1 de verdade? A primeira coisa interessante que descubro é que Shirou veio a esse mundo por geração expontânea. Porque qualquer criança que tivesse perdido toda a família em um desastre não reagiria com tanta alegria quando, ainda no hospital se curando das feridas físicas, um desconhecido se oferece para criá-lo, dando sinais de não ter nenhuma ferida psicológica. Shirou não tinha pais, não tinha família, ele surgiu no mundo já criança criada, vestida, sabendo falar e chamada Shirou, e vagava por aí quando foi pego pela destruição causada pelo Cálice. Ele tanto não tinha preocupação nenhuma na vida que anos depois se lembraria daquele evento não como um momento doloroso porque ele quase morreu, mas porque via pessoas morrendo e não podia fazer nada. Shirou não apenas surgiu no mundo, mas ele surgiu para apiedar-se de nós, que nascemos sujos de nossas mães! Pergunta: será que Shirou tem umbigo?

O momento em que Spike Spiegel adotou Shirou. Até que ele fica bem de sobretudo preto

O momento em que Spike Spiegel adotou Shirou. Até que ele fica bem de sobretudo preto

Fim do flashback, de volta ao presente. Ser pego em uma explosão inexplicável que incinerou pessoas vivas e demoliu quarteirões moldou o caráter de Shirou. Para evitar que as pessoas tenham que passar por tamanhas tristezas novamente, ele conserta diligentemente seus equipamentos eletrônicos e limpa o chão de clubes escolares aos quais ele não pertence só porque o idiota encarregado de fazê-lo não quer se dar ao trabalho. E o que ele ganha em troca? Um herói azul sobrenatural que foi passear na escola à noite e casualmente lutar contra o herói vermelho percebe Shirou, percebe que Shirou percebeu ele, e o mata.

Um assassinato aleatório

Um assassinato aleatório

O protagonista morreu! A história acabou! Ponto. Bom, não. Como já havia visto no episódio anterior, a Rin salvou a vida do Shirou usando sua magia e seu pingente mágico. Ele não percebeu que foi ela, contudo, já estava para lá de Bagdá de tanto perder sangue, não o culpo. Mas algo realmente me chamou atenção: se você assistiu o episódio anterior ou leu o meu artigo sobre ele, deve se lembrar que a Rin deixou o pingente para trás depois de salvar o Shirou, e o Archer (o herói vermelho) entregou para ela. Só que nesse episódio, quando o Shirou acorda ele vê o pingente e o pega. E presumo, leva embora. Para quem conhece a história, prato cheio para teorias. Mas não vou estragar para quem não conhece. Apenas lembre-se disso, pode vir a ser um detalhe importante.

A heroína chega para salvar o dia

A heroína chega para salvar o dia

Mas de novo, se assistiu o episódio anterior ou leu meu artigo deve lembrar-se que a Rin largou o Shirou e foi embora, sozinho e indefeso para que o Lancer (o herói azul) o mate de novo. E com efeito, Lancer persegue Shirou até sua casa para matá-lo de novo até que ele morra. Shirou se defende da lança heróica do Lancer com uma folha de papel com relativo sucesso, e quando sua arma de fibra de celulose é despedaçada impiedosamente pelo herói que mata inocentes e Shirou se vê indefeso (não haviam mais folhas de papel por perto), a magia acontece e a mais poderosa heroína aparece para salvar o dia. Saber, a heroína da espada invisível, luta contra o Lancer (é uma luta divertida) mas ele precisa ir embora porque sua mãe disse que estava muito tarde e era hora de herói estar em casa. Brincadeira, foi seu mestre desconhecido que de alguma forma desconhecida e por motivos desconhecidos chamou o lanceiro mais heróico da história dos heróis lanceiros e forçou o empate quando seu servo tinha clara vantagem e poderia ter conseguido derrotar a Saber. Contando com o episódio anterior onde ele só não derrotou o Archer porque o Shirou foi assistir a luta de ambos sem ser convidado, essa é a segunda vez que Lancer poderia ter vencido mas foi impedido. Ô herói azarado. De todo modo, Saber sente a presença de um terceiro herói, que é ninguém menos que Archer, e vai enfrentá-lo. Rin parece achar divertido que Shirou seja o último mestre, ou talvez estivesse apenas aliviada por não precisar mais proteger a vida do Shirou, e esse episódio acaba onde o anterior acabou, como previsto.

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