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Quase todos os mistérios do anime foram resolvidos nesse episódio. Bom, mais ou menos isso, quero dizer, algumas coisas bem importantes são descobertas e a Tsunemori e seus colegas têm agora uma boa ideia de com quem estão lidando e uma boa pista para avançar na solução do caso. Como não poderia deixar de ser, isso também estava nos planos de Kamui. Há também uma revelação importante sobre Togane, e francamente, acho que a Shimotsuki está ferrada. Quero dizer, desde os primeiros episódios eu achava que ela iria se ferrar de algum jeito, o personagem dela foi construído para isso, mas agora meio que acho que é o Togane quem vai ferrar ela. Ainda não está claro se existe relação e qual seria entre Kamui, Togane e Sybil, mas por tudo o que foi apresentado até agora é quase seguro afirmar que não há nenhuma relação e todos agem por conta própria. Enfim, foi um episódio expositivo, mas pelo menos Psycho-Pass sabe fazer episódios expositivos que não são entediantes. E já estamos entrando na reta final, deve ter mais um caso antes do último arco no máximo.

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Sério, a Tsunemori não deveria fumar, nem combina com ela mesmo

Sério, a Tsunemori não deveria fumar, nem combina com ela mesmo

Se eu reclamei, e reclamei bastante sobre quanto Psycho-Pass não estava sendo sutil no episódio passado, agora eu desisto. Não é a intenção desse anime ser sutil em momento algum e ele não vai ser. Se for, foi por acidente, pode ter certeza. O problema é que algumas cenas estão ficando forçadas demais. Mas tudo bem, e falo mais disso depois, agora vou falar sobre o que aconteceu no episódio. Como esperado, liberar as imagens reais das câmeras dos drones deu trabalho infinito para a segurança pública, e Shimotsuki está muito infeliz com isso. Até o hospital onde a avó de Tsunemori está internada foi alvo de drones assassinos, mas ela está bem. E disse algo que pode ser a chave para o estado mental inabalável de Tsunemori: ela se importa mais com as outras pessoas do que consigo própria. Tá bom, é um clichê que se aplica a muitos mocinhos e muitas avós diriam isso sobre seus netos, mas ser dito nesse momento (e causando espanto em Tsunemori) tem que significar algo, porque não aconteceu mais nada relevante nessa cena.

Mais uma vez, enquanto Tsunemori pensava no Kougami, quem estava ao lado dela era o Togane. Talvez ele esteja trocando os cigarros dela por esterco

Depois disso Tsunemori vai discutir com Sybil e cobrar sobre seu imobilismo diante da ameaça que a Shisui representa, mas Sybil não está disposta a ceder porque, afinal, o psycho-pass da inspetora continua limpo. Tsunemori especula que o Sistema só age assim porque o contrário significaria admitir que possui um defeito, e se ela diz deve ser isso mesmo. Ao perguntar como lidar com Kamui, que a dominator sequer detecta, Sybil responde que ela deveria simplesmente matá-lo. Tsunemori aponta a discrepância de tratamento entre Makishima, um criminoso assintomático e que Sybil queria vivo, e Kamui, um “fantasma” que Sybil sugere matar. Mais uma vez, se ela diz deve ser isso mesmo. Sybil não precisa de Kamui, e Tsunemori vai tentar descobrir porquê. O sósia de deputado preso é liberado (e se suicidaria mais tarde no mesmo dia), mas não antes do Saiga falar sobre como seria plausível se passar por outra pessoa se pudesse manter o próprio psycho-pass baixo, e que isso seria possível com transplante de múltiplos órgãos, o que ele e todos nós sabemos que Kamui está fazendo, de alguma forma. Togane descobre, graças a uma câmera escondida, que Shimotsuki esteve em seu quarto, e Shimotsuki descobre lendo os arquivos de Togane que ele é executor há décadas e todos os seus inspetores foram mortos por uma dominator depois de ficarem com seus estados mentais elevados. Que o Togane queria ferrar com o estado mental da Tsunemori eu já sabia, os inspetores acabarem mortos depois disso não é uma grande revelação, então acho que essa cena serve mais como pista de que Togane irá mudar seu alvo temporariamente para Shimotsuki.

Togane faz essa expressão maligna de pessoa má enquanto diz à Tsunemori que só ela pode resolver o caso Kamui

Togane faz essa expressão maligna de pessoa má enquanto diz à Tsunemori que só ela pode resolver o caso Kamui

Todos os inspetores e executores da Divisão 1 se reunem (exceto o Sugo, que está ferido – aposto que devem ter animado essa cena antes sem saber ainda se o Sugo sobreviveria) para discutir os últimos desenvolvimentos e descobertas do caso Kamui. Hinakawa fica impressionado com a quantidade de remédios e combinações de remédios apreendida no esconderijo de Kamui, e especula que ele deva mesmo possuir conhecimento farmacêutico, o que tornaria o holograma de enfermeiro com o qual foi visto não tão falso assim. O que chama a atenção de todos não é a informação sobre os remédios, mas sobre o holograma. Hinakawa viu o tal holograma no caso da clínica, e informou a inspetora Shimotsuki por e-mail sobre isso, mas ela aparentemente não havia lido ainda e fica irritada que ele não a tenha avisado verbalmente. Resumindo: mais uma bola fora da Shimotsuki. Rapidamente Karanomori descobre que aquele holograma também foi modelado em cima de uma criança morta no mesmo acidente de avião que a modelo do holograma do primeiro caso, e em vista disso Tsunemori se interessa pelo vôo em si. Pesquisando, descobrem que nesse vôo quase duzentas crianças morreram, e o único sobrevivente da tragédia não foi outra pessoa senão o próprio Kamui, quando criança. Registros sobre ele contudo estão indisponíveis, bem como registros sobre a operação pela qual passou. Contudo, descobrem o médico que o operou e vão atrás dele. Tsunemori dá a Hinakawa a ingrata tarefa de projetar sozinho imagens de todas as crianças daquele vôo crescidas. Uma operação, se passar por outra pessoa depois de transplante de órgãos, único sobrevivente, deixe eu adivinhar: Kamui sobreviveu graças aos órgãos transplantados de várias outras crianças. E não é detectado porque passou a “ser” elas por causa dos órgãos, mas elas morreram, então elas não existem mais.

Togane descobre que alguém esteve em seu quarto enquanto ele esteve em missão

Togane descobre que alguém esteve em seu quarto enquanto ele esteve em missão

Enfim, o médico em questão, doutor Masuzaki, continua mantendo contato com Kamui e é cúmplice dele. Em telefonema entre os dois, ele diz estar tudo pronto para que todos possam usar as dominators roubadas. Terá ele preparado tudo para operar várias pessoas? Ele clonou os olhos de Shisui? Tsunemori e Shimotsuki chegam no instante seguinte e o levam para interrogatório. Ele está mais do que disposto a contar tudo sobre Kamui (ou contar algo que ele chama de “tudo”). Enquanto isso Shimotsuki vai pesquisar sobre o médico, e queria a ajuda de Kunizuka para isso mas não a encontra, então convoca a ajuda de Hinakawa mesmo, o único que estava na sala, apesar do trabalho enorme que ele está fazendo, que ela sabe que ele está fazendo e que ela protestou por ele ter que fazer sozinho. Essa Shimotsuki… Ao descobrir que os registros do médico também estão indisponíveis, Hinakawa comenta que isso só costuma acontecer em casos envolvendo patentes de remédios, o que lembra Shimotsuki que Togane é de uma família dona de uma das maiores indústrias farmacêuticas. Enquanto isso, Kunizuka veste seu sutiã de volta após se divertir um pouco com Karanomori. Parece que continuam juntas desde a primeira temporada. Shimotsuki claramente gosta de Kunizuka, me pergunto se ela sabe sobre o relacionamento entre as duas. Bom, some isso mais Togane e talvez estejamos traçando o destino infeliz de Shimotsuki.

Com uma câmera escondida no quarto, Togane descobre que foi Shimotsuki quem bisbilhotou suas coisas

Com uma câmera escondida no quarto, Togane descobre que foi Shimotsuki quem bisbilhotou suas coisas

Hinakawa termina seu trabalho hercúleo e envia os hologramas das crianças crescidas para o laboratório. Ao analisarem o resultado, Ginoza e Togane ficam chocados ao perceberem que viram várias dessas pessoas nas cenas de crimes anteriores envolvendo o Kamui. Tsunemori percebe com isso que eles estão lidando não com uma pessoa, mas com várias. Isso enquanto o doutor Masuzaki diz exatamente a mesma coisa para o Saiga. E no instante seguinte efetivamente aparecem essas várias pessoas junto a Kamui, borradas pela iluminação da cena. Uma informação dita e ecoada mais duas vezes, Psycho-Pass quer mesmo que eu entenda isso e perceba o quão importante é. Tá bom, percebi. Mas percebi algo muito mais engraçado nessa cena final do episódio: Togane e Ginoza não se limitaram a lembrar que já haviam visto os rostos, eles lembraram detalhadamente onde viram e qual pessoa era. Aposto que se você levar um deles para dar uma volta no shopping, eles podem lembrar os rostos e o que faziam cada uma das pessoas com as quais cruzaram por acaso.

Shimotsuki impressionada com o que descobriu estudando os arquivos com o histórico de Togane

Shimotsuki impressionada com o que descobriu estudando os arquivos com o histórico de Togane

E é isso que quero dizer com forçar a barra. O pior é que nesse caso nem era necessário forçar a barra, poderiam apenas se lembrar vagamente dos rostos, e ao perceberem que se lembravam vagamente de vários rostos chegar a mesma conclusão. Até porque, e aqui foi outra barra forçada demais, os hologramas projetados pelo Hinakawa correspondiam exatamente a como as crianças realmente se tornaram depois de adultas, incluindo mudanças de expressão, corte de cabelo e a roupa que usariam quando adultas. Simplesmente não faz o menor sentido. E tem as cenas gratuitas aparentemente sem informação nenhuma, como a avó da Tsunemori no hospital e o momento pós-íntimo entre Kunizuka e Karanomori. As vezes o problema não é nem forçar a barra, é a forma conveniente demais como isso é feito. O melhor exemplo disso é a cena em que o Hinakawa fala sobre os remédios apreendidos. Olha que conveniente, Hinakawa sabe muito sobre remédios e consegue até fazer algumas manipulações, mas só ficamos sabendo disso exatamente na cena onde esse conhecimento é útil. Esse episódio preparou o terreno para o final da temporada, mas ele não apenas amarrou as pontas soltas. Ele teve a mão tão pesada que deu nó cego em todas elas.

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