Antes mesmo de saber que um novo Fruits Basket que não sei se é continuação, reboot ou qualquer coisa assim, eu criei uma lista com todos os animes que faria uma coluna sobre “obras que vi quando era mais nova e quero rever entre 2018 e 2019 para avaliar o que achava antes e o que acho hoje”.

Fruits Basket foi uma dessas obras que escolhi a dedo, a qual assisti com 15 anos de idade (sim, com 14 anos eu não vi mais a Locomotion, e com 15 eu retomei às minhas atividades, baixando animes aleatórios – ou nem tanto – em internet discada).

A obra originalmente publicada em mangá entre 18 de julho de 1998 e 20 de novembro de 2006 recebeu a adaptação em anime entre 05 de julho de 2001 e 27 de dezembro de 2001. Como o mangá não terminou antes do anime, claro que tiveram que criar um final original, que não foi tão bom quanto o planejado.

Reassistindo o anime hoje, percebo que não senti a mesma coisa que na época que assisti. Tenho algumas ressalvas a ser feitas, e espero que compreendam.

A história de Fruits Basket, a princípio, é bem simples: conta a história de uma menina chamada Honda Tooru, a qual morava em uma barraca após a morte de sua mãe. Um dia, ela encontrou uma casa perto de sua moradia e descobriu que moram dois homens, e um deles estuda no mesmo colégio que Tooru, Souma Yuki. Depois de um tempo, convivendo com eles após um desabamento, um menino chamado Souma Kyou entra na casa e ela descobre, por um acidente, a terrível maldição que envolve a família Souma: quando abraçados por alguém do sexo oposto ou estão fracos demais, transformam-se em um dos animais dos doze signos que cada um representa.

Um exemplo do que pode vir a acontecer.

Eu digo que a história é simples a princípio, mas temos que estar atentos a alguns sinais da obra que a fazem mais chorosa que o normal. Kyou, representando o signo do gato, como conta a história dos doze signos, foi enganado pelo rato, que lhe disse que a festa dos signos chineses seria um dia após o dia combinado e, sendo assim, foi impossibilitado de fazer parte deles. O que se percebe é que não fica apenas no enredo de uma história infantil, como ele levou todo o ódio pelo Yuki, representante do rato, consigo.

E, compadecendo com a situação do felino, Tooru decidiu por si mesma se tornar do signo do gato. E uma situação parecida lhe ocorreu uma vez, enquanto todas as crianças estavam brincando de “cesta de frutas” e ela foi escolhida para ser um bolinho de arroz. O nome do anime está bem implícito em situações que são consideradas exclusões sociais e bullying, porque é claro que não há espaço para algo diferente em uma cesta de frutas. Quer dizer, a não ser que criem um espaço para essa pessoa.

E a história vai se estendendo a vários âmbitos sociais, além da exclusão e do bullying, como covardia, insensibilidade, morte, tristeza, amargura, violência, obsessão… São assuntos que são abordados a cada episódio que se passa, e com personagens diferentes, sejam eles principais ou secundários. Como escrevi lá em cima, o anime não adaptou o mangá inteiro, então a falta de diversos personagens, principalmente os da família Souma, são perceptíveis.

Há cenas tristes em todo o enredo de Fruits Basket.

O que me mata hoje na obra, mesmo eu tendo assistido com tanta vontade aos meus 15 anos, além de algumas partes não terem sido adaptadas, é a personalidade de alguns personagens, como os próprios Kyou e Yuki, por exemplo. Um é todo esquentado e sem noção, por não pensar nas coisas que fala, e o outro é o contrário e não consegue se abrir com as pessoas. Embora tenha um visível clima de rivalidade entre os dois, ambos têm inveja das capacidades um do outro, mas chega uma hora que a rixa entre os dois dá nos nervos.

Assim como outros que aparecerão e que agem forçadamente perante o clima, destruindo todo o ambiente que a obra quer criar. Outra personalidade que hoje já não gosto é a da Tooru. Apesar de dar várias aulas de psicologia durante os episódios para exprimir suas opiniões e mostrando o quão sincera é sua visão, como enxerga as coisas, também tem atitudes de uma garotinha boba, ao mesmo tempo que tem comportamentos de dona de casa.

Tohru, avoada e feliz.

Hoje, eu já não gosto muito sobre como a autora mostra que Tooru é prestativa, ao mesmo tempo que é songa monga. Será que se ela conseguisse fazer de tudo, mas fosse um pouco menos avoada, seria um pouco melhor? Hum, pensando bem, talvez não, porém acho que entendo que seja assim, pois a personagem consegue considerar todas as opiniões diferentes dela totalmente importantes, diferentemente da personalidade de Kyou, que fala o que quer e todo mundo acaba sacaneando depois.

Mas a personalidade de Tooru também já rendeu algumas cenas de pessoas querendo se aproveitar dela, o que dependeu de um homem másculo e forte (Kyou) para protegê-la. Não gosto disso e acredito que a autora tenha comido mosca aqui, porém são só algumas considerações que tenho hoje que não tinha antes.

E indefesa na maioria das vezes.

Espero que tenham gostado do que considerei importante, e nos vemos no próximo artigo! o/

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    Thalita Lima Prudencio

    Tamao-chan, eu concordo com cada palavra que você escreveu nesse artigo! Também assisti Fruits Basket antigamente e agora estou tentando reassistir essa versão junto com a nova que está em lançamento, mas assim como você colocou, não consigo engolir algumas atitudes dos personagens. A versão antiga é beeem lenta e hoje me dá sono hahah

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