Babylon continua com seu foco na discussão de seu perigoso tema. Em um episódio mais lento, quase nada acontece, e já nada impressiona tanto. Algo chocante é no instante seguinte ignorado, pois já não possui tanto valor. Babylon nos puxa pelo pé e nos afoga em outro episódio de morte e pessimismo. Mas no fim, ainda há alguma luz.

Uma ideia bem diferente foi aquela sobre o “não matarás”. E então a suposta preferência pelo “Amarás o teu próximo”. Uma espécie de lógica parecida com as três leis da robótica. A primeira lei tem preferência sobre a segunda, etc. Então isso significaria que o apoio a ideia do suicídio como amor a outra pessoa é justificável. E depois, tem a ideia de que Deus ama a humanidade, e que seu amor é infinito.

Eu vejo isso tudo como algo completamente sem sentido. Talvez, tenha lá uma referência ao sacrifício de Jesus Cristo, que morreu pelo seu amor a humanidade. E isso seria ousado. Mas no final, a ideia levantada pela obra sinceramente não convence. Nem mesmo em termos religiosos.

O novo parceiro do Seizaki me lembra muito o próprio Seizaki. Ou melhor, como ele costumava ser, antes de tudo aquilo que ele passou. Esse cara se revolta contra o prefeito que incentivou a garota a se suicidar. Pois ela claramente foi influenciada a se suicidar.

É necessário dizer aqui que ela foi influenciada por uma ideia. Sim, uma ideia muito clara. Uma ideia que já discuti por aqui. A ideia de que a morte é algo a ser aceito. Então é aqui que nós vemos as garras e presas daquela lei que “dá a escolha” para as pessoas.

É o mesmo problema do libre arbítrio, pois de que adianta você ser livre para fazer o que tem vontade se não é livre para escolher o que tem vontade? E então o prefeito cinicamente ainda pergunta se ele se opõe a vontade da garota.

Outra parte interessante foi a entrevista daquele político. Ele falando como ninguém cometeria uma decisão precipitada. Que era tudo um cálculo simples e lógico. Essa visão lógica de ver a política, que beira o positivismo, é um tanto quanto desconexa com a realidade. A política não é algo lógico e racional, há muitos elementos sentimentais na jogada.

Nesse sentido, a visão da política como unificar o desejo das pessoas está mais correto do que incorreto. Sim, desejos contraditórios e nem sempre racionais e corretos.

Alexander leva um puxão de orelha de sua esposa. Ele é alertado para confiar em sua intuição. E justamente por isso que ele quis conversar com Seizaki. Ele revelou que o motivo de querer ser um investigador era para ter uma arma. Matar Magase Ai, esse é seu objetivo. E então ele revela sobre como a odeia, e como quer sua vingança. Mas acima de tudo, ele a considera uma pessoa má.

É curioso lembrar que Ai significa “amor”, e amor é algo citado nesse episódio. Então pode ser feito um paralelo com aquela discussão religiosa, pois Seizaki quer matar ela pelo amor aos próximos. Ele sabe que ela é perigosa, que é má. E acha que matar ela é o certo.

Também tenho que levantar dois pontos. Primeiro, poderíamos discutir aquele problema que é tratado no anime Monster. Isso é, ter de se tornar um monstro para matar um monstro. E segundo, lembrar que a mesma arma que pode ser usada para matar Magase, também pode ser usada para o suicídio. Só irei levantar os dois pontos, pois talvez os comente futuramente.

Seizaki está pronto para matar e morrer

Alexander decidiu deixar que Itsuki pense se o suicídio é certo ou errado, enquanto ele se concentra em suas próprias coisas. Que coisas são essas? Não faço a menor ideia. E fim, esse foi o episódio.

Agora vamos desabafar algumas coisas sobre esse episódio. Primeiramente, esse foi um dos piores episódios de Babylon. Não foi um episódio ruim, mas foi monótono, ainda que sempre trazendo algumas discussões. Sim, as discussões podem ser interessantes, mas a forma como são colocadas não fazem uma reflexão imediata, e tudo passa despercebido. Só em uma análise como essa para que elas tenham tanta importância. Se não tivesse que escrever, eu nem teria refletido sobre os temas.

Como um todo esse episódio não trouxe muito para a trama. E se você olhar bem para esse episódio, verá que a maioria das coisas que parecem importantes na verdade são relacionadas ou com os episódios anteriores ou com os episódios futuros. E são interessantes somente por estarem conectadas dessa forma.

Estou curioso para ver as ações desse cara

Eu estou tentando entender aquilo que o autor está tentando dizer, parte por parte. Para entender o todo é necessário ver o todo. Então ainda não dá para bater o martelo e dizer que Babylon diz isso ou aquilo. Ele fala sobre política e tem como tema principal o suicídio e a moral. Mas qual a “conclusão” sobre os temas ainda não está claro.

Temos vários personagens tentando entender o problema, ou simplesmente revelando qual é a sua visão sobre o problema. Estou dizendo isso pois as ideias apresentadas pelo autor podem ser facilmente deturpadas. A pessoa pode cair em pensamentos pessimistas e amorais facilmente. Do subjetivismo ao relativismo é um passo só. Em suma, o ceticismo faz a festa.

Como eu tenho o dever de comentar, acabo me obrigando a tomar partido de várias discussões em que adiar a conclusão é preferível. Então esse é definitivamente um daqueles caso de “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. A quem está assistindo esse anime, tome muito cuidado. A quem está lendo estas palavras, muito obrigado pela atenção. E lembrarei outra vez; paciência.

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    Helloooo!!! Peopleesss…
    E vcs acharam que o James aqui não estava olhando o radar pela resenha do V K17!!! Se enganaram nada passa pelo radar de JM!!! KKKKK
    E vamos lá ao ep.10, na humilde opinião deste aqui foi o momento de “respiro” de Babylon (toda obra de sucesso tem um bem colocado) após a avalanche emocional (e nada factual) tem de haver esse momento….Pois foi o “momento” que o “nerd thinker” o tal “President” toma conta da situação e ele é O MAIS RACIONAL DO ANIME TODO ele conversa com lideres mundiais, religiosos e o “top brass” do seu staff para formar estratégias de enfrentamento da situação….Ele se parece muito com Robert McNamara na administração Kennedy! E após essas fazer seu julgamento sobre o assunto (que exatamente aparentemente não sabemos qual é….Mas imaginamos qual seria…)…È um personagem que promete na trama…Bem quanto ao Seizaki temos certeza ele saiu de paladino de justiça para o de justiceiro, jagunço…E quando estamos no modo jagunço *seja japonês ou cearense*a possibilidade de u, beç de de algum outra acpntecer é bem e´´´pei j

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