Tamayomi é um anime sobre garotas colegiais que gostam de beisebol e jogarão no clube da escola. Você deve ter visto um anime assim antes, ou ouvido falar, então não é nada de novo na indústria, só não sai todo dia um anime de beisebol que tem mulheres como protagonistas. Enfim, é hora de fazer um strike!

Na história acompanhamos Yomi, uma garota que ama beisebol e joga como arremessadora. Ela se transfere para uma nova escola e lá tanto reencontra uma amiga de infância, quanto faz novas amizades, tudo por conta do beisebol. Ela entrará no clube, uma bateria será formada e elas disputarão um torneio.

Não exatamente nesse ordem, mas acontecerá tudo isso daí, então o que Tamayomi traz de interessante para quem não costuma ver esse tipo de anime ou só não gosta (imagino que quem goste faça ao menos a regra dos três eps)? Mesmo que a animação não seja o forte da produção, seu início foi bem consistente.

Por exemplo, a protagonista tem um drama, mas ele é algo menor que realmente poderia ser resolvido por meio de uma atividade e uma conversa. Alongar isso só minaria tempo para desafios mais interessantes. No final dessa estreia, inclusive, o olhar atento de outras alunas pode indicar um empecilho no clube.

Aliás, esse é um dos clichês mais frequentes nos animes de esportes, então não duvido que se gaste tempo com isso. Voltando a Yomi, ela não é nenhum prodígio juvenil, a jornada de aperfeiçoamento dela foi exposta, assim como a da Takeda (a receptora que formará uma bateria com ela) e isso achei ótimo!

Nada de talentos exagerados, ao menos no núcleo principal da obra, só garotas esforçadas que amam o esporte e são bem fofinhas, apesar da animação não aproveitar todo o potencial da produção em nenhum aspecto, inclusive nesse. A abertura ficou até bem acabadinha, mas temo pelo que veremos nos jogos.

A princípio não foi tanto um problema porque jogo de fato não houve e fizeram o suficiente para entregar o necessário. Seja visualmente ou com trilha sonora, eu consegui comprar a ideia de que a brincadeira foi sim suficiente para espantar os temores da heroína e motivá-la a se juntar ao clube de beisebol da escola.

Ademais, tem aquela que deve ser a assistente do clube, a Yoshino, e sua irmã, Ibuki, que deve rebater. Rapidamente nasceu uma amizade entre as quatro e nada melhor para isso que o esporte que elas curtem jogar e ver, não é mesmo? A obra não perdeu tempo com drama, gênero que não deve ser o foco mesmo.

Mas sim, aqui e acolá o drama deve ser importante a fim de fazer essas personagens amadurecerem, seja como pessoas ou como atletas. Partir de bases bem normais facilita para o público encarar os problemas dessas garotas como algo mais palpável, o que pode ser de ajuda já que a animação não deve ser o forte…

Um roteiro equilibrado, ainda que usando os clichês típicos desse tipo de obra, é o que deve me manter vendo esse anime, porque em quesitos técnicos o que essa estreia me fez pensar é em ter paciência, qualquer coisa diferente disso não dá. O estudio A-CAT, inclusive, ainda não fez quase nada “normal”.

Por fim, Tamayomi não inventou a bola na estreia, mas também não foi horrível. Se falta animação, há história e garotas fofas. Se, como eu, você não for muito exigente, e não tiver nada contra animes de esporte ou mais especificamente de beisebol, tenho certeza que pode sim se divertir vendo esse anime.

Até a próxima!

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    Antes de começar, eu sei que é errado julgar um livro pela capa, mas me sinto enganado com o poster de anúncio do anime. No mesmo o design das garotas estava rico em detalhes, até os músculos das pernas se viam, no anime, essas mesmas garotas parecem anãs e feitas de plasticina.

    Deixando de lado o meu desabafo, a estreia para mim não foi boa nem má, deu para entreter.

    A forma como as protagonistas se encontram e se juntam foi bem rápida, coisa que me agradou bastante, mas as protagonistas parecem bem genéricas (coisa que espero que melhore).

    Passando à parte técnica não há muito a dizer, nem fede nem cheira e a dublagem é ok.

    A forma como o passado de treino da Yomi foi mostrado achei ok, mas achei meio inútil a apresentação da má vontade das ex-colegas dela, pareceu demasiado clichê.

    Espero que os próximos episódios se foquem mais nos treinos delas.

    Como sempre mais um excelente artigo Kakeru17.

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