Hachi-nan tte, Sore wa Nai deshou! (nome original) é mais um isekai. Toda temporada tem ao menos um e nessa não poderia ser diferente, né. Todo isekai que ganha anime tem algo que o distingue, com esse não poderia ser diferente, o problema é o quanto a marca registrada de cada obra é forte para sobrepujar esses clichês quase inerentes ao gênero que afastam as massas, mas não a mim! Vamos ver o que o isekai 8 ou 80 tem de bom? O que esse trocadilho não foi, eu sei…

Assalariado bom é assalariado morto? Pelo menos no isekai a resposta é sim, apesar de não ter ficado claro se o protagonista morreu mesmo, o importante é que foi parar em outro mundo, e como o oitavo filho de uma família nobre que na verdade é pobre. Nesse mundo há magia, é rara, mas o protagonosta a tem.

Essa sinopse é o máximo que dá para tirar a partir da estreia. Okay, o protagonista já apareceu dez anos no futuro estabelecido como um mago forte e influente, mas é um isekai comtemporâneo, isso era esperado. O que chama atenção é ele ser o oitavo filho, não era o sétimo filho do sétimo filho que virava lobisomen?

Há versões diferentes do conceito mundo afora, uma delas é a brasileira do lobisomen, outra a irlandesa do curandeiro. Wendelin não é um, nem o outro, além de ser o oitavo filho. Seria uma tentativa de tentar se distinguir do folclore comicamente? Eu acho que sim, mas basta para passar uma ideia de originalidade na obra? Não. Afirmo até que essa nunca foi a intenção.

E por que afirmo isso? Porque o autor não faz nada a fim de afastar a obra do que se espera de um isekai da atualidade; então terá comédia, um draminha, as heroínas que devem integrar o harém do herói foram apresentadas, ficou claro como ele é forte e confiável e ainda por cima nasceu em berço de ouro. Okay, é ouro dos tolos. Dá para considerar isso algo a mais?

Não, mas não nego que me interessou a perspectiva da família dele (imagino que devam existir mesmo casos de famílias com titulos de nobreza e nenhum vintém), só que até isso é o lugar comum, porque a existência de obstáculos a serem superados é super comuns nos isekais.

O que pode distinguir 8th son de verdade são as circunstâncias que se apresentarem a sua frente, porque no final a vitória do herói é certa. É esse o limite desse isekai? Muito provavelmente…

Enfim, é hora de parar de procurar algo instigante no anime e comentar o que ele apresentou. Uma história interessante? Não mesmo.

Tem um mestre ikemen e é com ele que o passado do herói deve ser contado e encurtado; porque, honestamente, se a versão adulta (no mundo dele quem tem quinze anos deve ser um adulto, né) já não é assim tão interessante, imagina ele criança? Inclusive, isso foi prejudicial a estreia…

Ao invés de mostrarem logo como vai ser o anime; que tipo de coisas o herói faz, como conheceu quem o acompanha, qual é o seu objetivo; gastaram tempo com algo que não esclarece a que veio a obra.

Ainda assim não achei o episódio terrível de ruim, mas bastante mediano sim, sem nenhum acontecimento ou desenrolar digno de nota. Até mesmo a descrença do Wendelin foi ignorada, como se o homem adulto não ligasse…

A vida de um assalariado é tão desprezível assim ao ponto de alguém ser privado dela e sequer entrar em choque? Parece que sim. 8th son não fez um esforço para apresentar nada de interessante mesmo, então por que eu deveria fazer um esforço pelo anime? Por que eu deveria esperar algo de bacana desse isekai?

Divertir eu devo me divertir, mas isso não diz nadinha sobra a qualidade da obra. O trecho inicial quase me fez vislumbrar uma trama mais equilibrada, mas foi só eu tentando ver algo de valor onde não tem. O que ser o oitavo filho me diz sobre o que vai ser o anime?

Nada, no máximo que ele é o caçula e pode salvar a família da pobreza, uma família com a qual ele nem se acostumou até encontrar aquele que ele chamará de mestre. 8th son saiu no youtube antes de sair na Crunchyroll, assista no streaming ou nem isso. Não deve perder nada. Exceto se isekai ruim te divertir, o que é praticamente um pleonasmo, eu sei, ô se sei…

Até a próxima!

  1. Avatar

    Não sei se este Isekai chegará ao ponto de ser um anime agradável de assistir, a estreia dele não me convenceu em nada e já me deixou incomodado com o protagonista.

    A piada do protagonista ser o oitavo filho e o oitava filho de uma família nobre pobre não funcionou comigo. Começando pela piada da pobreza da família, eles têm um feudo com 800 pessoas, muito melhor do que ser plebeu ou algum indigente. A família do protagonista tem biblioteca cheia de livros, um livro na época que o anime se baseia era o luxo do luxo. Agora a questão da hierarquia dos filhos, o primogénito, depois de casar herdava tudo (nisso o anime acertou), o segundo filho e o terceiro teriam que seguir o caminho da guerra ou o caminho eclesiástico. A partir do quarto filho era salve-se quem puder.

    Agora a história, o anime até poderá ter uma coisa ou outra interessante, como aquele mago da floresta, mas o protagonista mata tudo, com aquele jeito inútil de ser.
    Este anime, só pelo seu primeiro episódio já dá para ver que será uma versão miserável de todos os isekai feitos nos últimos anos.

    Antes de terminar, todos os isekai que saíram e vão sair ainda, deviam aprender com Ascendence of a Bookworm, esse sim mostra como deveria ser um isekai de verdade.

    Como sempre, mais um excelente artigo de primeiras impressões Kakeru17.

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