Outra estreia adiantada da temporada de outono de 2020, mas diferente do battle shounen Jujutsu Kaisen, Kuma Kuma Kuma Bear é uma adaptação de light novel que explora o tema VRMMORPG usando os ursos como marca registrada de uma garota fofa. Tem como dar errado? Tem, mas não dá aqui. Vamos ao texto!

Na história acompanhamos Yuna, uma sortuda que conseguiu uma skin especial em um evento e acabou com um traje de urso e muito poder de fogo ursônico. Segundo a Seven Seas, que lança a novel nos EUA, a garota vai parar em um mundo de fantasia, mas nessa estreia só o que vemos é ela jogando VRMMORPG.

Para começar, gostei bastante do trabalho da seiyuu, Maki Kawase, que interpreta a protagonista Yuna. Ela ofereceu uma seriedade bacana a personagem sem deixar de ter uns momentos mais cômicos, até mesmo fofos, tanto ao se relacionar com outras pessoas, quanto em pensamento. Esperava algo bobo, mas não foi.

Até porque, como ela mesmo bem frisa algumas vezes ao longo da estreia, é previsível o preconceito com a vestimenta que ela usa, ninguém leva ela a sério de cara, mas, mesmo assim, ela insiste e sabendo ceder para alcançar seu objetivo, mostrar que é capaz, contrariando as expectativas ao menos de quem não a conhece,

Não é nada de incrível, mas o básico para tornar todo o bem animado e fofo, mas apenas em certas cenas, episodio agradável de ser assistido, longe de ser bobo ou sem graça. Ela enfrenta a quest com seriedade e resolve o problema discretamente, mas mostrando o quanto é forte e experiente, afinal, só faz isso na vida.

A boa luta com a víbora negra demorou pouco, infelizmente, mas foi bacana por ter mostrado um pouco do arsenal da heroína e como os monstros do game de fantasia podem ser bem desenhados e prover embates minimamente interessantes. Pareceu mesmo um mundo fantástico, ainda mais pelo baita realismo dos NPCs.

O que me leva a uma crítica, se o VRMMORPG que ela joga foi o primeiro desse tipo a ser lançado, como é tão realista? É, ele pode ter sido atualizado, mas em quanto tempo conseguiria criar NPCs tão complexos? E qual a carga de dados necessária para processar isso? Ou o jogo foi o primeiro lançado e já nesse nível?

Porque ela usar um óculos VR e deslogar para fazer coisas no mundo real responde a pergunta de que não é um mundo de fantasia, é “só” um jogo, então é estranha toda essa sofisticação. Mas sim, é mais interessante saber por que a garota só vive jogando, não vai a escola e ganha dinheiro com ações aos 15 anos de idade.

A vida offline da protagonista deve ser uma pauta recorrente no anime, não houvesse essa tendência ela nem teria aparecido no mundo real falando com seu responsável legal e sendo questionada por não ir a escola. Isso aponta drama para a personagem? Não duvido, mas não há muito o que comentar por essa estreia.

Por fim, Kuma Kuma Kuma Bear tem uma boa estreia para a proposta, com fofura das boas, mas sem um exagero que poderia dificultar levar a coisa minimamente a sério, e uma heroína bem simpática que não precisa fazer piadas toscas com ursos para o público entender que ela gosta da identidade visual que elencou para si.

Kuma Kuma Kuma Bear me lembrou o anime da Maple (Bofuri) e Infinite Dendrogram por causa do irmão do protagonista que se vestia como urso e fazia os trocadilhos toscos que cutuquei acima. Se esse tipo de anime é do seu agrado, vá fundo, se não, ainda assim talvez você goste. Experimente e saberá. Eu gostei bastante.

Dendro é ruim. mas Bofuri é bonzão, Jujutsu Kaisen então…

Se ainda não viu algum desses animes, fica a dica.

Até a próxima!

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